Mato Grosso

Governo de MT investiu R$ 246,1 milhões para apoiar a agricultura familiar em 2023

Publicado em

Os investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso na agricultura familiar em 2023 passaram de R$ 246,1 milhões para fortalecer as cadeias produtivas dos municípios e melhorar a renda e a qualidade de vida de quem mora no campo. O montante aplicado neste ano superou o de 2022 em 63%. No ano passado, foram aplicados R$ 150,8 milhões no segmento.

A maioria desses investimentos foi em equipamentos e veículos, incluindo máquinas agrícolas.

Foram 150 veículos destinados a agricultores familiares do estado, entre caminhonetes Hilux e L200 e picapes Strada, além de 53 tratores e 24 patrulhas mecanizadas. As entregas fazem parte do Programa MT Produtivo Patrulhas Mecanizadas para a mecanização das atividades de preparo de solo e cultivo, visando aumentar a produtividade das culturas e a oferta de alimentos de qualidade.

Também foram destinados aos municípios, consórcios e associações caminhões, escavadeiras hidráulicas, caminhões basculantes, grades aradoras, plantadeiras, roçadeiras hidráulicas, e farinheiras móveis.

Incentivo à produção de leite

Entre os principais segmentos apoiados estão a produção de leite, com a entrega de novilhas e prenhezes, através da transferência de embriões, para promover o melhoramento genético do rebanho leiteiro.
Salvador Lima dos Santos foi beneficiado com ordenhadeira mecânica que recebeu do programa

Leia Também:  Haddad devolverá estátua de onça dada de presente por governo saudita

Um dos beneficiados com o programa é o produtor rural Salvador Lima dos Santos, que, com a ajuda de um resfriador que recebeu do Programa MT Produtivo Leite, entrega mais de mil litros de leite por semana à Cooperativa Agropecuária Mista Ouro Verde (Comov), que reúne 140 produtores e também recebeu um silo de armazenamento com capacidade para 40 mil litros, neste ano.

Ele afirmou que a ajuda do Governo do Estado tem feito a diferença na região.

“São resfriadores, ordenhadeiras, tratores, que vieram do Governo do Estado e hoje a mudança na nossa realidade dá para ser vista a olho vivo na nossa cooperativa”, declarou.

Em 2023, foram destinadas 294 novilhas prenhes da raça girolando meio sangue e 2261 prenhezes, resultado da transferência de embriões, para 59 municípios, que aderiram ao programa.

“Esse programa tem mudado a realidade de muitos produtores rurais, e a expectativa é avançar ainda mais em 2024, com a adesão de mais municípios ao programa de melhoramento genético”, afirmou a coordenadora do MT Produtivo Leite, Ângela Kohl.

Desde a implantação do projeto de melhoramento genético, em 2020, o programa já resultou no nascimento de 1793 animais melhorados geneticamente.

Leia Também:  Governo estuda reformulação no modelo de seguro rural

Ainda pelo programa foram entregues quatro silos de armazenamento de leite para cooperativas de produtores, em Alta Floresta, Bom Jesus do Araguaia, Novo Horizonte do Norte e Juscimeira, sendo que dois deles neste ano, totalizando investimento de R$ 4 milhões, e 350 ordenhadeiras.

Para a correção do solo, a Seaf entregou 35.335,46 toneladas de calcário a produtores familiares de 52 municípios mato-grossenses, em 2023, com investimento de R$ 6 milhões.

Apicultura

Os recursos do MT Produtivo também apoiaram a apicultura, com a entrega de 1.125 caixas de abelha para 23 comunidades em 20 municípios mato-grossenses.

Em 2024, está prevista licitação para a aquisição de kits de equipamentos básicos para a criação de abelhas, contendo macacão, par de luvas de couro, fumigador e formão pegador de quadros.

A aquisição dos kits que serão disponibilizados aos agricultores familiares do estado possibilitará o incremento da produção estimada de aproximadamente 7.200 kg de mel por ano. Atualmente, a produção local é beneficiada e comercializada no mercado local e regional e ainda é insuficiente para atender a demanda do estado, sendo necessária a aquisição do mel produzido em outras regiões.

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

Ministério Público MT

Nova Política Nacional de Educação Inclusiva é apresentada

Published

on

A nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), instituída pelo Decreto nº 12.686/2025 e pela Portaria MEC nº 421/2026, foi apresentada na manhã desta quinta-feira (20), na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, durante a capacitação “Abraçando as Diferenças”. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) estabelece diretrizes para fortalecer a inclusão de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades ou superdotação, ampliando o apoio às redes de ensino e promovendo melhores condições de acesso, permanência, aprendizagem e participação escolar.A abertura dos trabalhos foi conduzida pela coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) Pessoa com Deficiência, promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach, que atuou como mediadora do encontro. Como palestrante, participou o coordenador-geral da Política Pedagógica da Educação Especial do Ministério da Educação, Marco Antônio Melo Franco, foi o responsável por apresentar as diretrizes, avanços e os desafios relacionados à implementação da nova política em todo o país.A PNEEI surge em contexto de crescimento das matrículas da educação especial em classes comuns e busca orientar a atuação das redes de ensino na construção de uma educação cada vez mais inclusiva. Entre as principais medidas, estão a regulamentação do profissional de apoio escolar, a definição de diretrizes para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e o fortalecimento da cooperação entre União, estados e municípios.Um dos destaques da política é a criação da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (RENEEI), que terá a missão de apoiar a implementação das ações, promover a formação continuada dos profissionais da educação e fortalecer a articulação entre as áreas de educação, saúde, assistência social e do sistema de garantia de direitos.Durante a apresentação, foram destacados dados que demonstram os avanços da educação inclusiva no país. Atualmente, o Brasil registra cerca de 2,5 milhões de matrículas na educação especial, das quais 93,5% correspondem a estudantes incluídos em classes comuns. Na rede pública de ensino, esse percentual alcança 98,1%.Outro avanço previsto na política é a utilização do estudo de caso como instrumento pedagógico para identificar barreiras à aprendizagem e definir estratégias de apoio aos estudantes. A proposta reforça que o foco da atuação educacional deve estar nas necessidades de cada aluno e na eliminação dos obstáculos que dificultam sua participação no ambiente escolar, e não exclusivamente em diagnósticos clínicos.A normativa também prevê a implantação dos Núcleos Intersetoriais de Educação Especial Inclusiva, compostos por representantes das áreas de educação, saúde, assistência social e órgãos de proteção de direitos. O objetivo é ampliar a atuação integrada dessas instituições e fortalecer o acompanhamento dos estudantes da educação especial.Durante o debate, o Ministério Público destacou a importância do monitoramento da implementação da política. Nesse contexto, Marco Antônio Melo Franco ressaltou que o Observatório da Educação Especial Inclusiva será uma das principais ferramentas para acompanhar a execução das ações em todo o território nacional.Segundo o coordenador, o observatório permitirá compreender como a política está sendo aplicada nas diferentes regiões do país, identificando desafios e oportunidades de aprimoramento das ações voltadas à inclusão escolar. Ele também reforçou a importância das parcerias institucionais, especialmente com o Ministério Público, para fortalecer a efetivação das políticas públicas educacionais.Entre as iniciativas previstas está o Selo Redes Educacionais Inclusivas, que reconhecerá experiências exitosas na promoção da inclusão escolar e contribuirá para a disseminação de boas práticas nas redes de ensino.A política prevê uma estrutura nacional de governança, com coordenadores e agentes distribuídos em todos os estados brasileiros para acompanhar a implementação das ações, promover a articulação entre os municípios e fornecer informações estratégicas ao Ministério da Educação.Atualmente, estão em andamento a estruturação dos centros de referência nas 27 unidades da Federação, a implantação do Observatório da Educação Especial Inclusiva e a organização dos núcleos intersetoriais que atuarão nos territórios.Saiba mais – A capacitação foi promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), escola institucional do MPMT, em parceria com a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico; o Centro de Apoio Operacional de Educação; e o Centro de Apoio Operacional Pessoa com Deficiência, com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), Comunic@TEA e Turma do Jiló.

Leia Também:  Chacareiro afirma que nova ponte sobre o Rio Cuiabá vai encurtar caminho para ver os filhos em VG: "Uma maravilha"

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA