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Index Embriões: primeira edição do relatório da Asbia aponta movimentação de 538.062 embriões em 2022, volume correspondente a 54% do mercado

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As empresas de genética bovina participantes da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) produziram, em 2022, 314.061 embriões destinados à pecuária de corte e 161.658 para pecuária de leite, que se somaram à importação de 225 embriões, totalizando 161.883. No total, 538.062 embriões (corte e leite) movimentaram 54% do mercado nacional no ano passado – de acordo com o total estimado pela SBTE em levantamento de mercado realizado.

Os dados constam do novo INDEX Embriões, elaborado a partir de estatísticas compiladas pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea) referentes a 2022. O relatório inclui dados de produção, importação, vendas para o mercado nacional e exportação de embriões. O mercado oficial de embriões (comunicado pelas associações de raça) no Brasil é levantado, desde 1992, pela SBTE e, em 2022, a sociedade aponta a movimentação de cerca de 1 milhão de embriões nacionais por meio do monitoramento de bainhas de Transferência de Embriões (TE) comercializadas.

“O levantamento da SBTE captou cerca de 453 mil embriões comunicados oficialmente para as associações de raça, porém, existe uma genética comercializada que não é comunicada: a dos rebanhos comerciais. Nossa ideia é usarmos a sinergia entre Asbia e SBTE para alcançar um relatório mais completo, que capta o que vem das associações e o que é produzido e comercializado pelas empresas. Assim, poderemos abranger parte significativa do mercado no relatório, tornando o Index Embriões tão representativo quando o de sêmen”, explica Cristiano Botelho, executivo da Asbia. Em live de apresentação, Nelson Eduardo Ziehlsdorff, presidente da Asbia, assinou termo de intenção de colaboração técnica entre a entidade e a SBTE para elaboração dos próximos relatórios em parceria.

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As vendas de embriões de bovinos de corte para clientes finais e por contrato de prestação de serviço totalizaram 244.633 unidades. Na pecuária leiteira, foram comercializados 118.891 embriões no ano passado, dos quais 272 foram exportados.

“O INDEX Embriões, da ASBIA, é mais um produto da união do setor de genética bovina, realizado com extrema transparência. A associação segue colaborando com o fornecimento de informações valiosas às empresas e aos profissionais do mercado. O INDEX Embriões, assim como o tradicional INDEX Sêmen, inclui estatísticas de um segmento extremamente relevante para as cadeias da carne bovina e do leite. O conteúdo foi elaborado para ajudar a tomar decisões assertivas e que contribuam para o aumento da produtividade na pecuária”, sintetiza Botelho.

O INDEX Embriões pode ser obtido gratuitamente no site oficial da Asbia: https://asbia.org.br/, pelo e-mail [email protected] ou telefone (34) 3333-1403.

Fonte: Texto Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café recua nas bolsas internacionais, mas colheita lenta no Brasil sustenta preços no físico

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O mercado de café encerrou esta quarta-feira (29) em queda nas bolsas internacionais, refletindo um movimento técnico de ajuste e a pressão do cenário global. Apesar do recuo, o ritmo mais lento da colheita no Brasil tem reduzido o impacto negativo no mercado físico, sustentando os preços internos.

Bolsas internacionais registram queda

Na Bolsa de Nova York, os contratos do café arábica fecharam em baixa. O vencimento julho/26 recuou para 293,85 cents por libra-peso, com perda de 105 pontos. O contrato setembro/26 terminou em 284,05 cents/lb, também com queda de 105 pontos, enquanto o dezembro/26 encerrou a 276,05 cents/lb, com baixa de 95 pontos.

Em Londres, o café robusta acompanhou o movimento negativo. O contrato julho/26 fechou em US$ 3.446 por tonelada, com recuo de 35 pontos. O setembro/26 caiu para US$ 3.359 por tonelada, enquanto o novembro/26 terminou em US$ 3.288 por tonelada, com perdas de 33 e 31 pontos, respectivamente.

Expectativa de safra pressiona o mercado

O movimento de baixa está ligado, principalmente, ao ajuste de posições no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta com a entrada da safra brasileira. Esse fator segue como principal vetor de pressão no curto prazo.

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A perspectiva de uma produção elevada, com possibilidade de recorde, continua no radar dos agentes e reforça o viés baixista estrutural.

Colheita lenta no Brasil muda dinâmica

No cenário interno, porém, o mercado apresenta sinais distintos. De acordo com o Cepea, a colheita de café arábica ainda avança de forma lenta na maior parte das regiões produtoras.

Os trabalhos estão mais adiantados apenas na Zona da Mata de Minas Gerais. Já regiões relevantes, como Sul de Minas e Cerrado Mineiro, ainda não iniciaram a colheita de forma consistente. Em estados como São Paulo e Paraná, o avanço também é limitado, com volumes reduzidos.

Esse atraso na entrada da nova safra reduz a pressão imediata de oferta, contribuindo para a sustentação dos preços no mercado físico.

Mercado físico segue travado e seletivo

No Brasil, o comportamento das negociações segue heterogêneo. O café arábica apresenta negócios pontuais, com produtores mais cautelosos diante da volatilidade e aguardando melhores oportunidades de venda.

Por outro lado, o café conilon mantém maior fluidez, impulsionado por demanda ativa e maior volume de negociações.

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Câmbio segue no radar do produtor

Outro fator relevante é o câmbio. A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras, pressionando os preços internos. Em contrapartida, a alta da moeda norte-americana melhora a paridade de exportação e pode estimular a comercialização.

Mercado entra em fase de transição

O mercado de café vive um momento de transição. Enquanto as bolsas refletem o peso das expectativas de maior oferta, o atraso na colheita brasileira impede quedas mais acentuadas no curto prazo.

A combinação entre ritmo da safra, comportamento do câmbio e dinâmica da demanda será determinante para a formação dos preços nas próximas semanas. A volatilidade segue elevada, exigindo estratégia e atenção redobrada por parte dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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