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Concentrada na região de Curitiba, produção de amora dobrou em dez anos no Paraná

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A área plantada também cresceu e ocupava, no último levantamento feito no ano passado, 96 hectares, 28% superior aos 75 hectares de uma década atrás. Em Valor Bruto de Produção (VBP), a fruta contribuiu com R$ 6,8 milhões em 2022.

A análise sobre essa cultura é apresentada no Boletim de Conjuntura Agropecuária relativo à semana de 8 a 14 de dezembro. O documento, preparado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, traz também informações sobre outras atividades agrícolas e pecuárias.

Os dados apontam que a produção estadual de amoras está concentrada na Região Metropolitana de Curitiba, responsável por 38,9% das 694 toneladas. Já em termos de área, a liderança fica com Prudentópolis, no Centro-Sul do Estado, que planta em 7 hectares, ou 7,3% do espaço total do Estado.

A fruta é cultivada com valor comercial em 54 municípios paranaenses, destacando-se a produtividade de Paula Freitas, no Sul do Estado, que em 2022 cobriu 5 hectares de terras com a rosácea e colheu 65 toneladas. O VBP municipal referente à amora foi de R$ 640.250,00.

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No município vizinho, de Paulo Frontin, a produtividade foi um pouco menor, somando 30 toneladas em 6 hectares. Mas a cidade vislumbra um bom futuro para a cultura. Tanto que o município promove desta quinta-feira (14) até domingo (17) a 1ª Festa Nacional da Amora e o 1º Encontro da Cultura da Amora Preta. O evento terá participação de vários técnicos do Sistema Estadual da Agricultura, entre eles o analista de frutas do Departamento de Economia Rural (Deral), engenheiro agrônomo Paulo Andrade, que fala sobre o cenário da amora preta, mirtilo e framboesa.

“O objetivo é ampliar a visibilidade e focar em conhecimentos sobre o cenário, sistemas de produção e canais de comercialização dessas frutas que estão em colheita neste momento”, salientou Andrade. “Pode ser a alavancagem para a fruticultura regional, reposicionando o Sul na fruticultura estadual”.

FEIJÃO E TRIGO – O boletim apresenta ainda um panorama do feijão, que teve o plantio dos 113 mil hectares encerrado na semana. A fase predominante no momento é o enchimento de grãos. No entanto, as condições de desenvolvimento não são das melhores, ainda em decorrência das chuvas entre outubro e novembro.

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Para o trigo, a quebra de safra resultante das condições climáticas fez com que os preços recebidos pelos produtores pela saca subissem de R$ 50,99 em outubro para R$ 63,72 em novembro. No Paraná, a retração de safra foi de 21% em relação ao potencial e hoje está estimada em 3,6 milhões de toneladas.

BOVINOS E FRANGO – O documento do Deral aponta ainda que o preço da arroba bovina segue estável no mercado interno desde o começo de dezembro, cotado em R$ 250,80. A demanda interna aquecida pelas festividades de fim de ano é um dos principais sustentáculos dos preços.

O boletim destaca também o abate de 4,7 bilhões de frangos no Brasil nos três primeiros trimestres de 2023, aumento de 4,6% em relação aos 4,5 bilhões do mesmo período do ano passado. O Paraná lidera a Pesquisa Trimestral de Abates de Animais, do IBGE, com 1,6 bilhão de cabeças. É seguido por Santa Catarina, com 632,6 milhões.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do PR

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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