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Produção de feijão cresce com avanço na qualidade genética

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Nos últimos dois anos, a utilização de sementes certificadas na produção de feijão praticamente dobrou nos principais polos agrícolas do país. Esse crescimento, conforme dados do Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE), está intimamente ligado à busca por maior qualidade genética, um fator essencial para o sucesso das colheitas. No Paraná, por exemplo, a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (SEAB) projeta que o custo por saca de feijão na próxima safra será de R$ 184,00, considerando uma produtividade de 30 sacas por hectare — valor que reflete a realidade de produtores que calculam detalhadamente seus custos.

A produção de feijão, segundo especialistas, depende principalmente de três pilares: a genética das sementes, as condições climáticas e o manejo adequado. Nos últimos anos, o uso de sementes certificadas, antes menos frequente, se intensificou com a saída de empresas que não seguiam boas práticas e o fortalecimento das sementeiras de renome. Essas empresas têm investido significativamente em tecnologia, infraestrutura laboratorial e estratégias de marketing para ampliar sua participação no mercado. A cada nova safra, melhorias genéticas são incorporadas, como maior resistência à seca, o que aumenta a adesão dos produtores à utilização de sementes de alta qualidade.

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Embora o clima seja um fator incontrolável, o acesso a consultorias especializadas e previsões meteorológicas mais precisas tem ajudado os agricultores a minimizar riscos e tomar decisões estratégicas. No que diz respeito ao manejo, práticas como a utilização de cobertura morta, adubação verde e a preservação da saúde do solo têm se mostrado fundamentais para garantir a retenção de umidade e a qualidade do solo, aumentando as chances de uma colheita bem-sucedida.

No mercado, as negociações seguem em ritmo mais lento, especialmente para feijões comerciais classificados com nota 8,5. Embora alguns produtores estejam pedindo até R$ 270 por saca, ainda não houve registros de vendas concretizadas à vista nesse valor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consórcio rural cresce no agronegócio em 2026 e se consolida como alternativa ao crédito caro

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O consórcio rural vem se consolidando como uma das principais alternativas de financiamento no agronegócio brasileiro em um cenário de juros elevados e crédito mais restritivo. A modalidade tem sido cada vez mais utilizada por produtores que buscam modernização, expansão da produção e renovação de frota sem recorrer ao crédito bancário tradicional.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o sistema registrou crescimento de 12,2% nas vendas de cotas no primeiro trimestre de 2026, com cerca de R$ 130 bilhões em créditos comercializados.

Consórcio rural ganha força com crédito caro e menor previsibilidade financeira

O avanço do consórcio no campo está diretamente ligado ao custo elevado do crédito e à busca por alternativas mais planejadas de investimento.

No segmento de veículos pesados, amplamente utilizado pelo agronegócio e pela logística rural, os créditos disponibilizados cresceram 8,7% no trimestre. O tíquete médio atingiu R$ 239,92 mil, alta de 4,9%, enquanto a base de participantes chegou a mais de 905 mil consorciados ativos, com crescimento de 3,6%.

O desempenho reforça a importância do agronegócio no ranking nacional de adesões, com destaque para estados como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul.

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Planejamento financeiro impulsiona adesão de produtores rurais

Para o setor, o crescimento do consórcio reflete uma mudança no perfil de gestão do produtor rural, que passa a adotar estratégias mais estruturadas de planejamento financeiro e controle de fluxo de caixa.

Segundo Cléber Gomes, CEO e sócio-fundador da Maestria, empresa especializada em consórcios e produtos financeiros, a principal vantagem da modalidade está na previsibilidade e no custo reduzido em relação ao crédito tradicional.

“Enquanto financiamentos bancários podem ter prazos médios de até 60 meses, o consórcio permite planejamento de até 180 meses, o que dá mais flexibilidade ao produtor em um cenário de juros altos”, explica o executivo.

Consórcio é usado como ferramenta de investimento e gestão patrimonial

Além da aquisição de máquinas agrícolas, o consórcio rural tem sido utilizado como ferramenta de planejamento patrimonial e organização financeira de longo prazo dentro das propriedades.

Segundo especialistas do setor, muitos produtores utilizam a modalidade como uma espécie de poupança programada, permitindo a aquisição de tratores, colheitadeiras e implementos sem a incidência de juros bancários.

“O produtor rural está mais atento à gestão do negócio. O consórcio permite investir em tecnologia e expansão com menor custo financeiro, fortalecendo a sustentabilidade da atividade”, afirma Cléber Gomes.

Modernização do campo impulsiona demanda por soluções financeiras alternativas

Com a crescente dependência de tecnologia, mecanização e eficiência operacional, o agronegócio tem ampliado a busca por soluções financeiras mais flexíveis e previsíveis.

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Nesse contexto, o consórcio rural se consolida como uma ferramenta estratégica para apoiar a modernização do setor, permitindo acesso gradual a equipamentos e contribuindo para o planejamento de longo prazo das propriedades.

Consórcio deve ganhar ainda mais espaço no agro brasileiro

A tendência é de continuidade do crescimento da modalidade, especialmente em um ambiente de crédito mais restritivo e maior necessidade de investimento em produtividade.

Com isso, o consórcio rural se fortalece como uma alternativa viável para financiar o crescimento do agronegócio brasileiro de forma estruturada, conectando planejamento financeiro, inovação e sustentabilidade econômica no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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