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Vendas no varejo variam -0,3% em outubro

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A média móvel trimestral foi de 0,1%. Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista variou 0,2% frente a outubro de 2022, quinto resultado positivo consecutivo. No ano, o varejo acumula alta de 1,6% em relação ao mesmo período de 2022. O acumulado dos últimos doze meses foi de 1,5%.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas variou -0,4% frente ao mês imediatamente anterior, na série sem ajuste sazonal. A média móvel trimestral para o varejo ampliado foi de 0,1% no trimestre encerrado em outubro de 2023. Na série sem ajuste sazonal, o varejo ampliado cresceu 2,5% frente a outubro de 2022, oitavo resultado positivo consecutivo.

O acumulado no ano foi de 2,4%, e, em doze meses, de 1,8%.

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A variação de -0,3% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de setembro para outubro de 2023, na série com ajuste sazonal, teve predominância de taxas negativas, atingindo cinco das oito atividades pesquisadas: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,7%), Tecidos, vestuário e calçados (-1,9%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,8%), Combustíveis e lubrificantes (-0,7%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,1%).

Por outro lado, entre setembro e outubro de 2023, três dos oito grupamentos pesquisados mostraram alta: Livros, jornais, revistas e papelaria (2,8%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,4%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,2%). Já o comércio varejista ampliado apresentou dois resultados positivos: Veículos e motos, partes e peças, com 0,3% e Material de construção, com 2,8%.

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Frente a outubro de 2022, seis das oito atividades tiveram queda

No confronto entre outubro de 2023 e outubro de 2022, o comércio varejista apresentou seis setores com resultados negativos: Combustíveis e lubrificantes (-9,5%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-8,4%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-6,8%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,8%), Tecidos, vestuário e calçados (-3,4%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,4%).

Por outro lado, duas atividades apresentaram crescimento: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (9,2%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,9%). Incluindo as atividades do varejo ampliado, Veículos e motos, partes e peças teve resultado de 10,5%, Material de construção cresceu 6,4% e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo teve alta de 8,8% em relação a outubro de 2022.

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A atividade de Combustíveis e lubrificantes caiu 9,5% frente a outubro de 2022, quarta queda consecutiva, e maior delas, na comparação interanual (-2,3% em julho, -3,4% em agosto,

e -8,5% em setembro). Vale lembrar que a trajetória de crescimento da atividade no indicador de volume no segundo semestre de 2022 foi atrelada à política de redução de preços da gasolina, iniciada em julho de 2022, elevando a base de comparação. No acumulado do ano foi de 6,9% até setembro e de 4,9% até outubro, diminuindo o ritmo de crescimento. O mesmo se deu em relação ao acumulado nos últimos doze meses, que passou de 11,8% até setembro para 7,9% até outubro.

O grupamento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, entre outros, apresentou queda de 8,4% nas vendas frente a outubro de 2022, totalizando 18 meses de resultados negativos consecutivos. O setor vem sofrendo com a crise contábil de grandes empresas do setor, o que afeta os resultados de receita assim como reduz o número de lojas físicas no país. No ano, o acúmulo de perdas, até outubro, é de 11,3%,enquanto nos últimos 12 meses o resultado também é negativo: -10,9%.

O grupamento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação apresentou queda de 6,8% em outubro de 2023 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, primeiro resultado negativo após três meses registrando altas (6,8% em julho, 6,3% em agosto e 3,8% em setembro). No ano, até outubro, o setor acumula resultado de 0,3%, abaixo do estabelecido até setembro (1,2%). Para o indicador dos últimos doze meses, o cenário é similar já que registra 0,2% até outubro, menor do que o acumulado até setembro de 2023 (1,5%).

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O as vendas do setor de Livros, jornais, revistas e papelaria recuaram 4,8% frente a outubro de 2022, contra -18,3% em setembro de 2023 frente a setembro de 2022. Para este indicador, o setor totaliza nove meses consecutivos de quedas. Em relação ao acumulado no ano até outubro, as perdas têm a mesma intensidade do que até setembro: -4,1%. Em termos de resultado acumulado nos últimos doze meses, o cenário também é de perdas: de -2,2% até setembro para -3,3% até outubro de 2023.

As vendas de Tecidos, vestuário e calçados recuaram 3,4% frente a outubro de 2022, terceira queda consecutiva. Nos dez meses apurados em 2023, em apenas dois esse indicador foi positivo: janeiro, com 2,4% e julho, com 1,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os acumulados no ano são negativos, mas reduzindo a intensidade das quedas: -7,5% em agosto, -7,0% em setembro e -6,7% em outubro. O cenário foi o mesmo para o acumulado dos últimos doze meses: -9,7% até agosto, -9,3% até setembro e -8,4% até outubro.

O grupo de Móveis e eletrodomésticos apresentou variação no campo negativo (-0,4%) entre outubro de 2023 e outubro de 2022, após subir 2,0% frente a setembro de 2023 com o mesmo mês do ano anterior. O indicador acumulado do ano até outubro de 2023 apresenta ganhos de 1,0%, patamar estável há três meses (até agosto o valor acumulado foi de 1,0% e até setembro de 1,1%). Para os últimos doze meses, até outubro, o resultado foi de 1,1% terceiro mês consecutivo a registrar ganhos (-0,3% até julho, 0,4% até agosto e 1,0% até setembro).

As vendas de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos cresceram 9,2% nas vendas frente a outubro de 2022, oitavo ponto positivo consecutivo de crescimento (o último mês a registrar variações negativas na base interanual foi fevereiro: -0,5%). Em relação ao acumulado no ano até outubro, ao passar de 3,8% até setembro para 4,3% no mês de referência, a atividade mostra aumento no ritmo de crescimento. Nos últimos doze meses, o resultado de 4,2% até outubro de 2023 é maior em 0,4 p.p. ao acumulado até setembro.

Já a atividade de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou seu 15º mês consecutivo de crescimento para o indicador interanual: 1,9% em outubro. Tal crescimento é o de menor amplitude dos últimos cinco meses: 3,2% em junho, 2,9% em julho, 5,8% em agosto e 7,1% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No ano, o acúmulo é de 3,3% até outubro, estável há três meses: 3,1% até agosto e 3,5% até setembro. Nos últimos doze meses, o acúmulo também é positivo até outubro (3,2%).

A atividade de Veículos e motos, partes e peças, uma das que compõem o varejo ampliado, apresentou crescimento de 10,5% nas vendas frente a outubro de 2022, sexta alta consecutiva e a terceira no período a apresentar resultados com dois dígitos de variação (1,5% em maio, 17,8% em junho, 9,8% em julho, 11,0% em agosto e 9,1% em setembro). No acumulado do ano, o indicador registra ganhos ao longo de todo o ano de 2023, com aumento de intensidade nos últimos meses: 6,0% em julho, 6,7% em agosto, 7,0% em setembro e 7,3% em outubro). No acumulado dos últimos doze meses, a série se encontra no campo positivo há cinco meses: 0,6% em junho, 2,2% em julho, 3,6% em agosto, 4,4% em setembro e 5,4% em outubro.

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O grupo de Material de construção apresentou crescimento de 6,4% no volume de vendas frente a outubro de 2022 pela primeira vez após oito meses seguidos de resultados negativos no indicador interanual. Com isso, as perda no acumulado do ano diminuiram: -3,1% até setembro contra -2,1% até outubro. No acumulado dos últimos doze meses, o resultado é negativo há 20 meses, sendo -3,4% até outubro.

O setor de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, na comparação mês contra mesmo mês do ano anterior, teve alta de 8,8% em outubro, terceira consecutiva para este indicador. No acumulado do ano o cenário é de estabilidade (0,0%) até outubro, vindo de uma série de perdas acumuladas até setembro (-0,9%).

Varejo acumula alta de 1,6% no 5º bimestre de 2023

O quinto bimestre de 2023 apresentou um crescimento de 1,6% no comércio varejista em relação ao mesmo bimestre de 2022, sétimo crescimento consecutivo. Três atividades registraram crescimento: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (7,9%), Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,5%) e Móveis e eletrodomésticos (0,8%). Por outro lado, cinco setores apresentaram queda na comparação bimestral: Livros, jornais, revistas e papelaria (-11,8%), Combustíveis e lubrificantes (-9,0%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-8,8%), Tecidos, vestuário e calçados (-3,0%) e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-1,8%).

No âmbito do varejo ampliado, o quinto bimestre apresentou alta (2,7%) e variações positivas para as atividades complementares: 9,8% para Veículos e motos, partes e peças, 0,2% para Material de construção e 7,7% para Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo.

Vendas recuam em 17 unidades da federação em relação a setembro

Em termos regionais, o resultado de -0,3% de outubro frente a setembro de 2023 para o comércio varejista apresentou resultados negativos em 17 das 27 unidades da federação, com destaque para: Rio de Janeiro (-2,0%), Santa Catarina (-1,4%) e Mato Grosso do Sul (-1,3%). Por outro lado, pressionando positivamente, figuram 10 estados, com destaque para Maranhão (3,1%), Bahia (1,9%) e Tocantins (1,9%).

Para a mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação entre setembro e outubro de 2023 foi de -0,4% com resultados negativos em 11 das 27 unidades da federação, com destaque para: Mato Grosso do Sul (-2,4%), Rio de Janeiro (-2,3%) e São Paulo (-1,9%). Por outro lado, pressionando positivamente, figuram 14 estados, com destaque para Rondônia (4,3%), Pernambuco (3,8%) e Tocantins (2,4%). Rio Grande do Norte e Mato Grosso apresentaram estabilidade (0,0%) na passagem de setembro para outubro.

Onze das 27 unidades da federação registram alta em comparação ao ano anterior

Frente a outubro de 2022, o volume de vendas do comércio varejista variou 0,2%, com resultados positivos em 11 das 27 unidades da federação. Destacaram-se Tocantins (12,6%), Maranhão (10,1%) e Ceará (9,1%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 15 estados, destacando-se Paraíba (-21,8%), Amapá (-13,7%) e Roraima (-7,5%). São Paulo apresentou estabilidade (0,0%) na comparação interanual.

Já no comércio varejista ampliado, o indicador interanual apresentou variação de 2,5%, com resultados positivos em 16 das 27 unidades da federação, com destaque para: Maranhão (19,5%), Ceará (13,0%) e Espírito Santo (9,9%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 11 estados, com destaque para Paraíba (-12,8%), Mato Grosso do Sul (-12,6%) e Roraima (-11,7%).

Fonte: IBGE

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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