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Novos minicursos gratuitos da Embrapa: cultivo comercial da goiaba e mercado e comercialização de frutas frescas e processadas

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Os interessados em ampliar os conhecimentos sobre fruticultura tropical ganharam duas novas oportunidades: a Embrapa passa a disponibilizar de forma contínua, a partir desta sexta-feira (8), na vitrine de capacitações e-Campo, os minicursos on-line Goiaba: Instruções técnicas para o cultivo comercial e Mercado e comercialização de frutas frescas e processadas, desenvolvidos pela Embrapa Cerrados (DF).

Voltados a produtores rurais, extensionistas rurais, professores, gestores públicos e estudantes, os minicursos são gratuitos, autoinstrucionais e podem ser feitos em qualquer dia e horário. Ao realizar o minicurso, o aluno que obtiver 70% dos pontos no conjunto de atividades obrigatórias e preencher a avaliação de satisfação e o perfil do participante receberá, gratuitamente, um certificado de conclusão assinado pela Embrapa.

Os dois minicursos estão estruturados em módulo único, com a palestra técnica em vídeo, slides da apresentação em PDF e links para leitura e download da bibliografia recomendada.

Ministrado pelo pesquisador Tadeu Graciolli, o minicurso “Goiaba: Instruções técnicas para o cultivo comercial” oferece informações gerais e atualizadas sobre o cultivo comercial de goiaba, desde a implantação do pomar até a comercialização do fruto.

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O participante aprenderá a identificar e caracterizar as principais variedades e o potencial comercial de produção, bem como os principais aspectos relacionados ao planejamento da produção, à implantação, à adubação, às podas, ao manejo e à irrigação do pomar; descrever os tipos de poda e condução do pomar para cultivo comercial; relacionar os tipos de adubação com as fases vegetativas da planta; e identificar as técnicas de desbaste e ensacamento dos frutos, assim como as pragas e doenças do pomar.

Já o minicurso “Mercado e comercialização de frutas frescas e processadas”, ministrado pela pesquisadora Ana Maria Costa, traz informações para a elaboração de um plano de negócios para acesso aos mercados de frutas frescas e processadas.

A capacitação mostra como identificar as variáveis no planejamento do negócio para comercialização de frutas frescas e processadas, as limitações e oportunidades envolvidas no planejamento do negócio na propriedade e as características dos tipos de mercado – convencional, orgânicos e agroecológicos. Além disso, o aluno vai aprender a diferenciar os tipos de comercialização direta e intermediada e as Comunidades que Sustentam a Agricultura (CSA).

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Para mais informações, envie um e-mail para [email protected].

Além desses dois minicursos, a Embrapa Cerrados também desenvolveu e oferta, gratuitamente no e-Campo, minicursos sobre maracujás, pitayas, manga e abacate.

Fonte: Embrapa Cerrados

Fonte: Portal do Agronegócio

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Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira

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Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.

O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.

Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.

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Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.

Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:

  • Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.

  • Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.

  • Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.

Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.

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O roteiro de regularização envolve:

  1. Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.

  2. Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.

  3. Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.

Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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