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Disponibilidade interna de carne de frango em 2023 vem sendo mais de 5% superior à do ano passado

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É verdade que em setembro, a exemplo do registrado em março, a disponibilidade interna sofreu a segunda redução mensal do ano, ambas praticamente nos mesmos níveis (queda de 1,7% em relação ao mesmo mês de 2022). Mas tais reduções foram insuficientes para neutralizar aumentos de outros meses. Daí o incremento de mais de 5% no período.

Como indica a tabela abaixo, do total inspecionado até setembro, 37% foram destinados às exportações e 63% ao mercado interno. Porém, apenas o produto exportado é 100% inspecionado (pelo SIF). Ou seja, uma parcela da disponibilidade interna não sofre qualquer tipo de inspeção sanitária. Mas quanto?

Tem-se um indicativo nesse sentido a partir da produção total apontada pela ABPA para 2022: 14,524 milhões de toneladas. Tal volume indica que a produção inspecionada do ano passado (pouco mais de 12,875 milhões de toneladas) representou perto de 89% do total. Mantido esse percentual, disponibilidade interna e exportações corresponderam, respectivamente, a 67% e 33% do total produzido entre janeiro e setembro.

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Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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Encontro entre Trump e Xi Jinping afeta mercado brasileiro

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O encontro realizado nesta quarta-feira (13.05) entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o Chinês, Xi Jinping, acabou acabou repercutindo também no Brasil. A reunião esfriou as expectativas de novos acordos comerciais envolvendo compras chinesas de grãos norte-americanos e pressionou as cotações na Bolsa de Chicago, principal referência global para formação dos preços pagos ao produtor brasileiro.

Nos últimos dias, parte do mercado apostava que o encontro poderia abrir espaço para uma nova rodada de compras chinesas da soja dos Estados Unidos, movimento que historicamente costuma mexer com os preços internacionais. Mas o discurso adotado após a reunião foi mais cauteloso. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que os compromissos já assumidos pela China seriam suficientes para manter o fluxo atual de importações, sem necessidade de ampliar significativamente as aquisições.

A reação em Chicago foi imediata. Sem perspectiva de aumento da demanda chinesa pelos grãos americanos, os contratos futuros da soja perderam força. O movimento ganhou ainda mais peso após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgar vendas externas abaixo do esperado, aumentando a pressão sobre o mercado.

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Para o produtor brasileiro, o impacto aparece principalmente na formação dos preços internos. Mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade nas exportações e uma safra elevada, a queda em Chicago limita reações mais fortes nas cotações pagas nos portos e no interior.

Ao mesmo tempo, o cenário reforça uma leitura importante para o agro nacional: a China segue buscando diversificar fornecedores e não demonstra intenção de concentrar as compras apenas nos Estados Unidos. Nesse contexto, o Brasil continua ocupando posição estratégica no abastecimento chinês, especialmente em um momento de ampla oferta nacional e embarques em ritmo recorde.

Analistas do setor avaliam que o mercado deve continuar bastante sensível aos próximos movimentos diplomáticos entre Washington e Pequim, já que qualquer sinal envolvendo compras agrícolas tem potencial de influenciar diretamente os preços recebidos pelos produtores brasileiros.

Fonte: Pensar Agro

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