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Pesquisa da UNESP destaca avanços do manejo biológico na cultura da soja durante desafio microbioma Brasil

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No último dia 10, a etapa Cerrado Oeste do Desafio Microbioma Brasil (DMB) reuniu especialistas para discutir a relevância do Microbioma na Agricultura. O evento destacou o trabalho vencedor, desenvolvido por pesquisadores da UNESP (Botucatu), liderados pelo Prof. Carlos Alexandre Costa Crusciol, em parceria com a Field Science. A pesquisa enfatiza os benefícios do manejo biológico no restabelecimento do microbioma do solo e sua influência na fisiologia da cultura da soja.

O estudo concentrou-se na avaliação da Biotecnologia Microgeo® e sua capacidade de aprimorar a qualidade do solo e o rendimento da soja. Realizado em três regiões distintas – Lençóis Paulista (SP) e duas áreas em Primavera do Leste (MT) – o projeto foi apresentado pela engenheira agrônoma Me. Tatiani Galeriani.

Os resultados surpreenderam, revelando que o uso da Biotecnologia Microgeo® melhorou a atividade das enzimas do solo, destacando-se a Fosfatase ácida, que apresentou valores significativamente superiores nas três áreas estudadas. As plantas de soja cultivadas nesses solos mostraram uma nutrição vegetal superior, resultando em efeitos positivos em cascata, como a produção de pigmentos fotossintéticos e uma menor incidência de estresse oxidativo.

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Em termos de produtividade, as áreas avaliadas apresentaram aumentos notáveis. Lençóis Paulista (SP) registrou um aumento de 5 sacas, enquanto em Primavera do Leste (MT), uma área teve um aumento de 4,3 sacas e outra de 8,3 sacas.

Além das observações em campo, o estudo utilizou Análise Molecular de sequenciamento de DNA para identificar os grupos microbianos presentes no Processo de Compostagem Líquida Contínua. Foram identificadas 890 espécies diferentes de bactérias, com destaque para Proteobacteria (40%), Bacteroidetes (20%) e outros grupos.

Caio Suppia, Diretor de Marketing da Microgeo, destacou a satisfação com a evolução do projeto, que visa aumentar a produtividade de forma sustentável. A banca avaliadora da etapa Cerrado Oeste contou com renomados pesquisadores, incluindo o Prof. Dr. Edicarlos Damacena, Prof. Dr. Fernando Andreote, Prof. Dr. Rodrigo Mendes e Prof. Dr. Solismar Venzke Filho.

O Prof. Dr. Fernando Andreote elogiou a qualidade dos trabalhos apresentados no DMB, afirmando que a cada ano, tanto os participantes quanto a Microgeo e a banca avaliadora aprendem mais. O Desafio Microbioma Brasil, agora em sua quarta edição, possui etapas regional e nacional, promovendo a sustentabilidade no agronegócio e incentivando o cuidado com o solo, desafio central para o setor.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

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As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

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A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

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Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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