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Fertilizantes biodirigidos são destaque no Encontro Nacional do Milho

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O 8º Encontro Nacional da Cultura do Milho, realizado em Rio Verde (GO), nos dias 22 e 23 de novembro, foi marcado pela presença de reconhecidos pesquisadores e a apresentação de importante tecnologias, que serão determinantes para o aperfeiçoamento do cultivo do grão no país.

A Sempre AgTech, referência em híbridos de milho e em pesquisas e desenvolvimento de biotecnologias, foi um dos destaques do evento organizado pelo GELQ (Grupo de Estudos Luiz de Queiroz) da ESALQ/USP. Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer o portfólio de produtos que estão consolidados no mercado de milho e silagem, com reconhecimento pela qualidade e produtividade de seus híbridos em lavouras de Norte a Sul do país.

Para o gerente comercial da Sempre na região de Goiás, Denilson Anderson Rigonatto, o evento foi uma oportunidade para consolidar a marca e ampliar a participação no Centro-Oeste brasileiro. “Estamos em crescimento. A Sempre está investindo em pessoas e o nosso portfólio tem uma boa adaptação para a maioria dos territórios da região, principalmente nesta safrinha, que está se demonstrando difícil por causa do fenômeno El Niño. Nossos vendedores e distribuidores estão aptos a fazer um atendimento de excelência, de acordo com a perspectiva de produtividade do agricultor”.

Durante o 8º Encontro Nacional do Milho, a Sempre também compartilhou conhecimento. O pesquisador Hugo Molinari, que já desenvolveu projetos pela Embrapa e CTNBio e atualmente é diretor P&D e Inovação da WIN (Unidade de inovação da Sempre), foi um dos palestrantes do Encontro. Molinari falou sobre os projetos que a empresa vem desenvolvendo e que devem revolucionar o mercado de proteção de cultivos nos próximos anos.

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“Levamos ao público conhecimento sobre os defensivos biodirigidos, à base de RNA interferente (RNAi), que irão guiar o futuro da agricultura”, relatou Molinari, que destacou, ainda, as frentes de pesquisas que visam o controle de nematóides e dos percevejos marrom e barriga-verde. “Discutimos o caminho trilhado por essas tecnologias, desde o início das pesquisas até a chegada ao mercado, as diferentes etapas, os níveis de maturidade tecnológica, o posicionamento de cada produto, os testes e bioensaios que foram feitos”, acrescentou.

A abordagem sobre os novos produtos chamou a atenção dos participantes. Molinari explicou que eles estão em fase avançada de desenvolvimento, mas não estão prontos. “Ainda estamos finalizando etapas importantes no que diz respeito ao escalonamento da produção do RNAi, que é o que é o princípio ativo. Acredito que ainda temos um ou dois anos de trabalho, mas vale o investimento porque o milho é uma das principais fontes de alimento do brasileiro e está entre as culturas mais importantes do país, tanto pela sua produção quanto pelo seu valor econômico e social”.

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Os produtos que estão em desenvolvimento seguem as linhas de proteção de cultivos, tolerância a estresses bióticos e abióticos e eficiência no uso de nutrientes – com principal foco para o nitrogênio -, gerando impactos altamente positivos e diretos na agricultura tropical.

Com sede em Chapecó (SC), a Sempre AgTech é uma empresa 100% brasileira com mais de 20 anos dedicados ao melhoramento genético de híbridos de milho, pesquisa e desenvolvimento de biotecnologias sustentáveis, como os defensivos biológicos. Conta com uma indústria de produção de sementes em Santa Helena de Goiás (GO), bem como um centro de pesquisas na mesma cidade e outro em Toledo, a capital do agronegócio paranaense, e recentemente adquiriu uma estação de pesquisas em Uberlândia (MG). A WIN, braço de inovação e pesquisas do grupo, está em fase de instalação como um Centro de Referência em Tecnologia dentro do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na capital paulista.

Fonte: AgroUrbano Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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