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Desenvolvimento de potros durante a gestação impacta performance atlética

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A fase de gestação dos equinos é um momento essencial para que o potro expresse todo seu potencial genético enquanto ainda está em estágio fetal. O período de prenhez das éguas dura entre 350 e 360 dias. Nesta fase, as éguas passam por diferentes etapas de mudança corporal e hormonal, o que exige dieta e manejo especiais.

Essas alterações fazem as éguas necessitarem de uma atenção na alimentação, suplementação e cuidados veterinários, aponta o zootecnista Sigismundo Fassbender, gerente de Produtos Equinos da Guabi Nutrição e Saúde Animal. “A nutrição da mãe, seja ela matriz ou receptora, é essencial durante todo o período gestacional para garantir a expressão gênica desejada, uma vez que qualquer insulto nutricional durante esse período, interfere negativamente na vida pós-natal da cria. Por isso, é fundamental que exista um programa voltado a suprir todas as exigências nutricionais das éguas e dos potros”, explica. Segundo o especialista, os cuidados asseguram uma troca de nutrientes mais eficiente entre o potro e a égua.

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Uma dieta rica em proteína e energia são pontos cruciais para uma gestação saudável. Com uma alimentação balanceada, a produção de leite das éguas também é beneficiada. De acordo com o gerente da Guabi, caso não seja disponibilizada uma dieta que supra as exigências nutricionais, a égua irá parir um potro menor, que terá seu desenvolvimento comprometido. “As consequências de um déficit nutricional durante a gestação vão se expressar no animal ao longo da sua vida, impedindo que alcance 100% do seu potencial genético. Isso significa que ele não terá um bom desenvolvimento dos tendões, ossos e músculos”, alerta.

“A premissa básica para alcançar o desenvolvimento esperado na gestação é o balanceamento e fornecimento adequado de todos os nutrientes”, revela. O zootecnista ainda destaca que as éguas precisam ter acesso a uma alimentação com forragem e água de boa qualidade à vontade, sendo complementada com ração específica para a categoria e de preferência apenas com minerais orgânicos. “Sabemos que o uso de uma suplementação com minerais orgânicos, probióticos e prebióticos têm uma contribuição significativa para o desenvolvimento fetal”, ressalta.

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Soluções

A linha de produtos GuabiTech oferece os nutrientes específicos que auxiliam os criadores nessa fase da chamada programação fetal dos equinos. A GuabiTech Care é uma ração com alto teor de proteína digestível, voltada para éguas no início e final da gestação, éguas lactantes e potros. Já o GuabiTech Energy Pro 20 é um suplemento mineral proteico e energético indicado para todas as idades. Ambos os produtos são enriquecidos com alta inclusão de probiótico e prebiótico, além de 100% dos microminerais orgânicos.

Fonte: Centro de Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

1º de maio de 2026: o agronegócio brasileiro ganha acesso a um mercado de R$ 130 trilhões

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em vigor de forma provisória nesta sexta-feira (1º), conectando o agronegócio brasileiro a um mercado estimado em mais de R$ 130 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB) e cerca de 700 milhões de consumidores. Na prática, o tratado inaugura uma nova etapa de inserção internacional do agro, com redução de tarifas, padronização de regras e maior previsibilidade para exportadores.

O impacto potencial é direto: mais de 80% das exportações brasileiras para o bloco europeu passam a contar com tarifa de importação zerada, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria. Com a entrada em vigor do acordo, a fatia das importações globais cobertas por acordos comerciais do Brasil pode saltar de cerca de 9% para mais de 37%, ampliando significativamente o alcance dos produtos nacionais.

No campo, o efeito é duplo. De um lado, a redução de custos de entrada tende a aumentar a competitividade do produto brasileiro, especialmente em cadeias com forte presença no comércio exterior, como café, suco de laranja, frutas, celulose e proteínas animais. De outro, a harmonização de regras técnicas e sanitárias reduz incertezas e facilita contratos de longo prazo, elemento crítico para investimentos e planejamento produtivo.

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Produtos agrícolas já competitivos ganham tração adicional. O café — principal item da pauta brasileira — mantém acesso livre de tarifas, enquanto derivados, como o café solúvel e torrado, passam a entrar com custo reduzido. No segmento de frutas, a abertura é ainda mais relevante: itens como uva têm tarifa zerada imediatamente, enquanto abacate, limão, melão, melancia e maçã entram em cronogramas de desgravação que variam de quatro a dez anos. A janela comercial é favorecida pela complementaridade entre as safras — o Brasil exporta, em grande medida, na entressafra europeia.

O acordo também elimina tarifas para mais de 5 mil produtos do Mercosul, incluindo sucos, pescados, óleos vegetais e parte relevante dos produtos industrializados de base agropecuária. No conjunto, cerca de 77% dos itens agrícolas exportados ao bloco europeu terão tarifa zerada ao longo do período de transição.

Há, contudo, limites relevantes. Cadeias consideradas sensíveis pela Europa — como carne bovina, frango e suínos — permanecem sujeitas a cotas tarifárias. Isso significa que a redução de impostos está condicionada a volumes pré-definidos, refletindo a pressão de produtores europeus, que veem o avanço do agro sul-americano como concorrência direta.

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Mesmo com resistências políticas e questionamentos ambientais que ainda tramitam em instâncias europeias, a aplicação provisória já permite a ativação dos principais mecanismos comerciais. Para o Brasil, o movimento representa mais do que ganho tarifário imediato: sinaliza abertura de um dos mercados mais exigentes do mundo, com potencial de elevar padrões, atrair investimentos e consolidar cadeias de valor.

No curto prazo, o desafio será operacional. A ampliação do acesso exige adequação a requisitos técnicos, rastreabilidade e logística eficiente — fatores que, na prática, definem a capacidade de capturar esse novo mercado. No médio prazo, o acordo reposiciona o agro brasileiro em uma geografia comercial mais ampla, menos dependente de poucos destinos e com maior previsibilidade regulatória.

Em síntese, a entrada em vigor do tratado não altera apenas tarifas. Ela redesenha o ambiente de negócios do agro, ao inserir o Brasil de forma mais competitiva em um dos maiores e mais sofisticados mercados consumidores do planeta.

Fonte: Pensar Agro

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