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Workshop aborda a contribuição dos remineralizadores de solo na agricultura brasileira

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Organizado pelo Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS) e pela Associação Brasileira dos Produtores de Remineralizadores de Solo e Fertilizantes Naturais (Abrefen), o evento destacará os benefícios do uso de remineralizadores, com ênfase nos efeitos relacionados à captura de carbono atmosférico no solo, considerando as características da agricultura brasileira. As inscrições estão disponíveis na página oficial do workshop (https://gaasbrasil.com.br/eventos/) até a próxima segunda-feira (4), ou enquanto houver vagas.

Os remineralizadores são insumos multifuncionais que proporcionam nutrientes, corrigem o solo e geram novos minerais funcionais. Durante o evento, especialistas do setor mineral, universidades, órgãos governamentais, produtores rurais e representantes de empresas e mineradoras participarão de painéis abordando os avanços e desafios desses insumos nos setores mineral e agrícola, assim como na agricultura regenerativa nos trópicos, incluindo seu crédito de carbono e sequestro de carbono.

O diretor-executivo de Pesquisa e Inovação da Embrapa, Clenio Pillon, proferirá a palestra “Desafios da Pesquisa no Desenvolvimento dos Remineralizadores” no primeiro dia do evento, às 20h, logo após a cerimônia de abertura. Já o pesquisador Éder Martins, da Embrapa Cerrados (DF), discorrerá sobre o estado atual dos remineralizadores e fertilizantes silicatados no dia 7, às 9h30, apresentando uma síntese do conhecimento construído desde o século XIX.

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Martins ressalta que, apesar de vários pesquisadores brasileiros terem contribuído para a pesquisa sobre remineralizadores, foi a partir dos anos 2000 que o tema foi sistematizado no Brasil, culminando em quatro edições do Congresso Brasileiro de Rochagem. A regulamentação desses insumos pela Lei 12890/2013 e pela Instrução Normativa nº 5 em 2016 fortaleceu seu papel como novos insumos agrícolas, resultando em 65 produtos registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária.

Martins destaca a crescente demanda por esses insumos no Cerrado, especialmente em Mato Grosso, e a necessidade de desenvolver redes de pesquisa regionais para estudar os remineralizadores próximos às principais áreas agrícolas. O pesquisador salienta a importância desses insumos na promoção de sequestro de carbono inorgânico e orgânico no solo, destacando os esforços dos grupos de pesquisa da Embrapa nessa área.

Entre 2000 e 2023, o Brasil produziu 160 dissertações de mestrado e 35 teses de doutorado sobre remineralizadores de solo. Globalmente, há cerca de 850 publicações em revistas indexadas, reforçando o papel de destaque do Brasil na produção científica sobre remineralizadores. A Embrapa Cerrados, junto com a Universidade de Brasília, foi pioneira na sistematização desse tema desde os anos 2000.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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