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Preço da gasolina registra primeira alta nas bombas após 13 semanas de estabilidade, indica ANP

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Essa elevação marca a primeira alta após 13 semanas consecutivas de quedas ou estabilidade nos preços médios nacionais. Na última elevação registrada, no final de agosto, o preço médio da gasolina subiu R$ 0,23 por litro, atingindo R$ 5,88, consequência direta do aumento de 16,3% praticado pela Petrobras em suas refinarias a partir de 16 de agosto.

Nas 13 semanas seguintes, ocorreram quedas de R$ 0,01 ou R$ 0,02 por litro, resultado de ajustes competitivos no varejo, além da redução de 4% realizada pela Petrobras em 21 de outubro e do declínio no preço do etanol anidro.

O etanol anidro, representando 27,5% da mistura da gasolina comum, registrou uma queda acumulada de 5,6% desde o final de agosto, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq-USP). Na semana entre 27 de novembro e 1º de dezembro, o etanol anidro ficou 1,63% mais barato, atingindo R$ 2,05 por litro.

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Sem reajustes da Petrobras ou variações no preço do etanol anidro, o leve aumento no preço médio da gasolina nesta semana pode ser atribuído a ajustes de mercado relacionados à lógica concorrencial do varejo.

Preço Médio do Diesel e Gás de Cozinha

No mesmo período, o preço médio do litro do diesel S10 teve uma redução de 0,32%, alcançando R$ 6,16 em comparação com a semana anterior, quando custava R$ 6,18, em média, nacionalmente.

Essa é a quarta semana consecutiva de queda do diesel S-10, que atingiu R$ 6,26 por litro no início de novembro, impulsionado por um aumento de 6,58% nos preços praticados pela Petrobras em suas refinarias em 21 de outubro. O preço médio do produto saltou de R$ 6,18 para R$ 6,25 na ocasião e, desde então, registrou reduções de R$ 0,03 ou R$ 0,02 semanalmente.

Outro aumento significativo ocorreu em meados de agosto, quando a Petrobras elevou o preço do diesel S10 em 25,8%, fazendo com que o preço médio nacional subisse de R$ 5,50 para R$ 6,05 de uma semana para outra.

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Os reajustes da Petrobras são repassados pelos varejistas ao consumidor final, havendo um impacto inicial e, posteriormente, um residual vinculado à dinâmica de estoques dos revendedores. Na sequência, ajustes relacionados à lógica concorrencial do varejo influenciam esses preços.

A ANP também informou que o preço médio do botijão de 13 quilos de gás de cozinha, ou gás liquefeito de petróleo (GLP), apresentou queda de 0,47% nesta semana, atingindo R$ 100,84. Na semana anterior, esse preço estava em R$ 101,32.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de soja dos EUA seguem 20% abaixo do ano passado, enquanto embarques de milho avançam 26%, aponta USDA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu mais recente relatório semanal de embarques de grãos, confirmando o forte desempenho das exportações norte-americanas de milho e o ritmo ainda mais lento da soja em comparação com a temporada anterior.

Os dados referentes à semana encerrada em 11 de junho mostram que os embarques de soja e milho ficaram dentro das expectativas do mercado, enquanto o trigo apresentou resultado inferior ao esperado pelos analistas.

O relatório é acompanhado de perto por agentes do agronegócio mundial por servir como importante indicador da demanda internacional pelos grãos produzidos nos Estados Unidos, principal concorrente do Brasil no mercado global.

Embarques de soja permanecem abaixo da temporada passada

De acordo com o USDA, os Estados Unidos embarcaram 522,687 mil toneladas de soja na última semana, volume situado dentro da faixa projetada pelos operadores, que variava entre 345 mil e 600 mil toneladas.

Apesar do desempenho semanal positivo, o acumulado da safra 2025/26 ainda demonstra desaceleração em relação ao ano anterior.

Até o momento, os embarques norte-americanos de soja somam 36,596 milhões de toneladas, resultado 20% inferior ao registrado no mesmo período da temporada passada.

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O cenário reforça a forte concorrência no mercado internacional de soja, especialmente diante da ampla oferta brasileira e do avanço das exportações da América do Sul nos últimos meses.

Milho mantém ritmo forte e supera temporada anterior

No milho, os números seguem impressionando o mercado internacional.

Os embarques semanais alcançaram 1,637 milhão de toneladas, dentro das projeções que variavam entre 1,5 milhão e 2 milhões de toneladas.

Com esse resultado, o volume total embarcado pelos Estados Unidos na temporada chega a 65,614 milhões de toneladas, um crescimento de 26% em comparação ao mesmo período do ciclo anterior.

O desempenho confirma a forte demanda global pelo cereal norte-americano e reforça a competitividade dos Estados Unidos no comércio internacional de milho.

Segundo a analista internacional Karen Braun, o ritmo atual das exportações é historicamente elevado.

Ela destaca que os embarques de soja vêm permanecendo acima da média semanal há vários meses, enquanto os volumes de milho continuam muito superiores aos padrões históricos.

A especialista observa ainda que, na semana anterior, os embarques de milho ultrapassaram a marca de 2 milhões de toneladas pela quinta vez no atual ano comercial, um desempenho considerado raro dentro das mais de quatro décadas de registros disponíveis.

Trigo decepciona e fica abaixo das expectativas

Diferentemente da soja e do milho, os embarques de trigo apresentaram desempenho mais fraco.

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O USDA informou exportações semanais de 334,292 mil toneladas, abaixo da faixa esperada pelo mercado, que variava entre 350 mil e 550 mil toneladas.

Com o início do ano comercial 2026/27 para o trigo em 1º de junho, o volume acumulado de embarques alcança 554,075 mil toneladas.

O resultado representa uma queda de 6% em relação ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

Mercado acompanha demanda global por grãos

Os números divulgados pelo USDA reforçam o atual cenário de forte demanda mundial por milho, ao mesmo tempo em que evidenciam os desafios enfrentados pela soja norte-americana para recuperar participação no mercado internacional.

Para produtores, exportadores e tradings, os dados seguem sendo um importante termômetro da competitividade dos Estados Unidos e da dinâmica global do comércio de grãos.

Nas próximas semanas, o mercado continuará monitorando o avanço da safra norte-americana, o comportamento da demanda internacional e a competitividade das exportações brasileiras, fatores que devem influenciar diretamente a formação dos preços globais de soja, milho e trigo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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