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Expectativa de poucos movimentos no mercado brasileiro de milho nesta terça-feira

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Apesar do aumento da demanda por parte dos consumidores no cenário nacional, a oferta continua restrita. Diante desse panorama, produtores buscam comercializar o cereal a preços mais elevados. Internacionalmente, a Bolsa de Mercadorias de Chicago apresenta variações de preços, enquanto o dólar registra avanço em relação ao real.

O mercado nacional de milho iniciou a semana com preços sustentados. Conforme observado por Paulo Molinari, consultor da SAFRAS & Mercado, a oferta permanece equilibrada em nível regional, com negociações um tanto mais tranquilas nos portos, mas ainda com uma demanda significativa.

No Porto de Santos, a saca foi negociada entre R$ 66,50/70,00 (CIF). Já no Porto de Paranaguá, os preços oscilaram entre R$ 63,50/68,00 por saca.

No Paraná, a cotação situou-se em R$ 57,00/60,00 por saca em Cascavel. Em São Paulo, foi registrado um valor de R$ 62,00/65,00 na Mogiana, enquanto em Campinas CIF, a saca foi cotada a R$ 66,50/68,00.

No Rio Grande do Sul, o preço variou de R$ 65,00/70,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, o valor foi de R$ 65,00/66,00 por saca em Uberlândia. Em Goiás, a cotação esteve entre R$ 56,00/R$ 60,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, o preço situou-se entre R$ 44,00/48,00 a saca em Rondonópolis.

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CHICAGO

Os contratos com vencimento em março de 2024 mantêm-se estáveis, cotados a US$ 4,85 1/2 por bushel, demonstrando volatilidade em meio a oscilações positivas e negativas. O mercado é influenciado positivamente pelo relatório favorável de inspeção de exportação dos Estados Unidos e pelo avanço do petróleo em Nova York. Por outro lado, o término da colheita norte-americana e a expectativa de uma maior oferta exercem pressão nas cotações, colocando o cereal próximo às mínimas dos últimos três anos. Ontem (4), os contratos de milho com entrega em março de 2024 fecharam a US$ 4,85 1/2 por bushel, com um avanço de 0,75 centavo de dólar, ou 0,15%, em relação ao fechamento anterior. A posição de maio de 2024 encerrou a sessão a US$ 4,97 por bushel, registrando um aumento de 0,25 centavo de dólar, ou 0,05%, em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

O dólar comercial apresenta um acréscimo de 0,16%, alcançando R$ 4,9558. O Dollar Index registra uma valorização de 0,08%, atingindo 103,79 pontos.

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INDICADORES FINANCEIROS

As principais bolsas da Ásia encerraram com preços mais fracos, com Xangai registrando -1,67% e o Japão, -1,37%. Nas principais bolsas europeias, os índices operam de forma mista, com Paris apresentando +0,32%, Frankfurt +0,19%, e Londres -0,51%.

O preço do petróleo opera em baixa, com o barril de janeiro do WTI em Nova York cotado a US$ 72,71, representando uma diminuição de 0,45%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de suco de laranja encerram safra 2025/26 com receita 30% menor apesar de volume estável

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As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram a safra 2025/26 com volume praticamente estável, mas registraram forte queda na receita em consequência da retração da demanda global e do recuo dos preços internacionais. Os embarques totalizaram 746,9 mil toneladas de FCOJ (Frozen Concentrated Orange Juice) equivalente, alta de apenas 0,2% em relação às 745,7 mil toneladas exportadas na safra anterior.

Em contrapartida, a receita cambial caiu cerca de 30%, passando de US$ 3,42 bilhões na temporada 2024/25 para US$ 2,38 bilhões na safra 2025/26. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), referentes às exportações realizadas pelo Porto de Santos, compilados pela CitrusBR.

Segundo a entidade, o resultado reflete um cenário de ajuste do mercado internacional após o período de preços elevados registrado nas últimas safras.

Demanda enfraquecida reduz receita das exportações

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, os elevados preços praticados nas últimas temporadas levaram muitos consumidores a substituírem o suco de laranja por bebidas mais acessíveis. Além disso, problemas de qualidade provocados pelas condições climáticas adversas e pelo avanço do greening também influenciaram o comportamento da demanda mundial.

Esse conjunto de fatores provocou uma forte correção nas cotações internacionais, reduzindo significativamente o faturamento do setor exportador brasileiro, mesmo com o volume embarcado praticamente inalterado.

Estados Unidos assumem liderança entre os compradores

A principal mudança na geografia das exportações ocorreu no mercado norte-americano.

Os Estados Unidos ultrapassaram a União Europeia e se consolidaram como o maior destino individual do suco de laranja brasileiro durante a safra 2025/26.

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As importações norte-americanas alcançaram 355,8 mil toneladas de FCOJ equivalente, crescimento de 16,3% na comparação com as 305,8 mil toneladas registradas na temporada anterior. Com isso, o país passou a responder por quase 48% de todo o volume exportado pelo Brasil, ante aproximadamente 40% na safra passada.

Apesar do aumento dos embarques, a receita obtida com as vendas aos Estados Unidos recuou 20,6%, totalizando cerca de US$ 1,08 bilhão, reflexo direto da queda dos preços internacionais.

União Europeia perde participação nas exportações

Historicamente principal destino do suco brasileiro, a União Europeia registrou retração tanto em volume quanto em receita.

As exportações para o bloco caíram 10,9%, passando de 376,5 mil para 335,2 mil toneladas de FCOJ equivalente. O faturamento recuou aproximadamente 38%, encerrando a safra em cerca de US$ 1,11 bilhão.

Com esse desempenho, a participação da União Europeia no total exportado diminuiu de aproximadamente 50% para cerca de 45%, abrindo espaço para o avanço dos Estados Unidos e de outros mercados internacionais.

China amplia compras

A China apresentou um dos melhores desempenhos entre os principais destinos do suco brasileiro.

As importações cresceram 26% na safra 2025/26, passando de 20,1 mil para 25,5 mil toneladas de FCOJ equivalente.

A receita acompanhou esse avanço de forma mais moderada, registrando alta de 1% e atingindo aproximadamente US$ 70,3 milhões.

O resultado reforça o potencial do mercado chinês como um dos principais vetores de crescimento das exportações brasileiras nos próximos anos.

Japão registra maior queda entre os principais mercados

O mercado japonês apresentou a retração mais significativa da temporada.

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O volume embarcado caiu 28,6%, recuando de 20,1 mil para 14,3 mil toneladas de FCOJ equivalente.

A receita sofreu impacto ainda maior, com queda de 45,9%, totalizando aproximadamente US$ 58,9 milhões. O resultado foi consequência da combinação entre menor demanda e redução dos preços praticados naquele mercado.

Exportações seguem abaixo dos níveis históricos

Os números da safra 2025/26 confirmam que o setor ainda opera abaixo dos volumes registrados na última década.

Entre as safras 2014/15 e 2023/24, o Brasil exportou frequentemente volumes próximos ou superiores a 1 milhão de toneladas de FCOJ equivalente. Nas duas últimas temporadas, porém, os embarques permaneceram abaixo de 750 mil toneladas, refletindo os desafios enfrentados pela citricultura nacional.

Apesar disso, o país mantém a liderança global nas exportações de suco de laranja, abastecendo os principais mercados consumidores do mundo.

Perspectivas para o setor

O desempenho da próxima safra dependerá da recuperação da demanda internacional, da evolução dos preços globais e das condições da produção brasileira.

Além do comportamento do consumo, o setor continuará monitorando os impactos do greening, considerado atualmente o principal desafio fitossanitário da citricultura, e das condições climáticas sobre a produtividade dos pomares.

A expectativa do mercado é que uma combinação entre maior oferta, estabilização dos preços e retomada gradual da demanda internacional contribua para melhorar o desempenho das exportações brasileiras nas próximas temporadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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