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Mercado de arroz desafia expectativas e renova recordes ao encerrar novembro

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O encerramento do mês de novembro no mercado de arroz surpreende ao renovar recordes, mesmo diante de uma liquidez consideravelmente reduzida e um consumo interno que segue em ritmo lento. O analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira, aponta que as estimativas anteriores, que indicavam um possível “teto” nos preços no final do ano, agora estão envoltas em incertezas.

Neste cenário, observa-se uma dinâmica peculiar de comercialização, onde uma parcela da indústria está adquirindo o cereal a preços elevados. Enquanto isso, os produtores, confiantes nessa perspectiva, não demonstram pressa para vender, demandando valores cada vez mais altos. Essa mudança de comportamento implica uma reconfiguração na abordagem do setor de beneficiamento, que agora precisa considerar a constituição de estoques a partir da próxima safra.

O analista destaca a importância de estar atento aos sinais de alerta, especialmente diante do aumento expressivo dos preços que gradualmente chega aos consumidores finais. Nesse contexto, Oliveira ressalta que a possibilidade de intervenção do governo, como a retirada da Tarifa Externa Comum (TEC), pode se tornar uma variável importante, potencialmente favorecendo a importação do cereal.

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No Rio Grande do Sul, a média da saca de 50 quilos de arroz em casca (com 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista) encerrou o último dia de novembro cotada a R$ 117,83, apresentando um avanço de 2,29% em relação à semana anterior. Em comparação ao mesmo período do mês passado, registrou uma alta de 13,19%. O aumento em relação ao mesmo período de 2022 foi expressivo, alcançando 37,56%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Receita Federal adia para 2027 exigência de CNPJ para produtores rurais pessoas físicas emitirem nota fiscal

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A obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas emitirem documentos fiscais foi adiada para 1º de janeiro de 2027. A decisão foi tomada pela Receita Federal do Brasil (RFB) em conjunto com o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS), concedendo mais tempo para a adaptação às exigências da Reforma Tributária.

Com a prorrogação, os produtores poderão continuar utilizando, até o fim de 2026, os mecanismos de identificação atualmente previstos para a emissão de documentos fiscais eletrônicos.

Sistema simplificado será implantado

Segundo a Receita Federal, o prazo adicional permitirá o desenvolvimento e a implementação de um sistema simplificado para inscrição no CNPJ. A proposta é que o processo seja totalmente digital e integrado à emissão de documentos fiscais eletrônicos, reduzindo a burocracia e facilitando o cumprimento das novas obrigações pelos produtores rurais.

A medida busca tornar a transição para o novo modelo tributário mais organizada, especialmente para os produtores pessoas físicas, que passarão a atender às exigências estabelecidas pela Reforma Tributária.

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Produtores devem acompanhar as novas regras

O Sistema Faemg Senar orienta os produtores rurais a permanecerem atentos às futuras regulamentações e às orientações oficiais sobre a implementação da nova exigência.

A entidade ressalta que a prorrogação representa apenas um adiamento da obrigatoriedade, e não o cancelamento da medida. Por isso, é importante que os produtores aproveitem o período de transição para conhecer as novas regras e se preparar para a adequação ao novo sistema antes do início de 2027.

Além disso, a recomendação é buscar orientação técnica e jurídica sempre que houver dúvidas sobre os procedimentos necessários para cumprir as futuras exigências fiscais.

Apoio aos produtores

O Sistema Faemg Senar disponibiliza atendimento por meio de sua Assessoria Jurídica para esclarecer dúvidas relacionadas às mudanças previstas na Reforma Tributária e aos impactos para os produtores rurais pessoas físicas.

Com a ampliação do prazo, o setor ganha mais tempo para se adaptar às novas obrigações fiscais, enquanto os órgãos responsáveis avançam na criação de uma plataforma mais simples, digital e integrada para o cadastramento no CNPJ.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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