AGRONEGÓCIO

Dólar tem leve alta frente ao real com expectativa por fala de Powell

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O dólar tinha leve alta frente ao real nesta sexta-feira, em meio a expectativas por fala do chair do Federal Reserve, que pode oferecer sua visão sobre as apostas do mercado de que o banco central norte-americano já terminou de elevar os juros e pode cortá-los na primeira metade do ano que vem.

Às 10:31 (horário de Brasília), o dólar à vista avançava 0,10%, a 4,9203 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,21%, a 4,9335 reais.

Powell participará de evento a partir das 13h desta sexta-feira, após dados mais fracos do que o esperado sobre a inflação nos Estados Unidos terem impulsionado as apostas de cortes de juros já no primeiro semestre de 2024.

Leonel Mattos, analista de inteligência de mercados da StoneX, disse que a fala de Powell será importante especialmente porque alguns de seus colegas no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), como o diretor Christopher Waller, indicaram nesta semana que estariam satisfeitos com o atual nível de aperto monetário e com a evolução da inflação, gerando a possibilidade de cortes de juros caso o cenário favorável se mantenha.

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“Por isso as falas do presidente da autarquia, Jerome Powell, serão importantes, porque elas podem dar peso a esta nova informação ou tentar frear um pouco as apostas de mercado, tentando tirar peso. Powell vai ser realmente o fiel da balança no discurso de hoje”, disse Mattos.

A perspectiva de juros mais baixos nos Estados Unidos costuma levar a um redirecionamento de recursos para países mais rentáveis, ainda que mais arriscados, como o Brasil.

Na cena doméstica, alguns operadores têm alertado para uma tendência sazonal de alta do dólar conforme o fim do ano se aproxima e as empresas se preparam para enviar recursos ao exterior.

Na véspera, o dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9154 reais na venda, em alta de 0,59%. Em novembro, no entanto, a moeda acumulou baixa de 2,48%.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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