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Incaper disponibiliza novas tecnologias para agricultores familiares produzirem cafés especiais e sustentáveis

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Os excelentes resultados são frutos da execução do projeto “Avaliação Econômica e Socioambiental das Tecnologias Recomendadas para Produção de Cafés Especiais no Espírito Santo”, contemplado pelo Banco de Projetos da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), com um investimento de aproximadamente R$ 490 mil repassados pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).

O projeto é constituído por 15 unidades de processamento via úmida e secagem de baixo custo adaptadas à agricultura familiar, que foram implantadas em propriedades nos municípios de Venda Nova do Imigrante, Conceição do Castelo, Brejetuba, Afonso Cláudio e Marechal Floriano.

Para proporcionar uma maior diversidade de perfis sensoriais, as unidades foram instaladas em diversas altitudes, faces de exposição do solo, condições edafoclimáticas, entre outras características que influenciam na qualidade do café. Todas foram devidamente licenciadas.

As unidades de referências disponibilizadas são compostas por lavador moega de alvenaria, descascador/separador de café, caixa de fermentação e sistema de recirculação de água. Processam de 5 a 30 sacos de café por hora. Também foram cedidos aos agricultores pequenos terreiros suspensos com cobertura plástica para secagem dos grãos.

Os trabalhos de implantação foram conduzidos por meio da atuação integrada de pesquisadores e extensionistas do Incaper que atuam na área da cafeicultura na região das Montanhas do Espírito Santo. As tecnologias empregadas na iniciativa foram adaptadas à agricultura familiar pelo extensionista Fabiano Tristão Alixandre e pelo pesquisador Rogério Carvalho Guarçoni.

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Funcionários das Secretarias de Agricultura e de Meio Ambiente das cidades envolvidas também colaboraram com a execução do projeto.

Qualidade e sustentabilidade atestadas

Durante a execução do projeto, têm sido realizadas análises sensórias dos cafés produzidos nas unidades. Os resultados demonstram que os produtores vêm produzindo cafés especiais com pontuação variando de 82,5 a 90 pontos, de acordo com o protocolo internacional da Specialty Coffee Association (SCA).

Além disso, dois agricultores participantes do projeto foram finalistas do Coffee Of The Year (COY) 2023, concurso nacional de qualidade de café. Essas conquistas estão ajudando os cafeicultores a agregarem valor aos seus produtos, de acordo com o coordenador do Projeto, pesquisador Rogério Carvalho Guarçoni.

Os ganhos no âmbito do desenvolvimento sustentável também são monitorados. “Estamos acompanhando a evolução dos indicadores de sustentabilidade, por meio do Sistema para Avaliação de Indicadores de Sustentabilidade da Cafeicultura do Espírito Santo, uma vez que o projeto tem como finalidade a produção de cafés especiais e sustentáveis”, destaca Guarçoni.

Produtores satisfeitos

Os produtores assistidos pelo projeto estão satisfeitos com as unidades, com a assistência técnica recebida e com os resultados obtidos até agora.

“O Incaper tem me dado todo o suporte, desde a assistência técnica, na orientação como cuidar da lavoura, também na colheita, e ainda mais agora, com a unidade de descascamento de café. É a equipe do Incaper que prova o meu café, que me orienta como cuidar do café no terreiro, como participar de concursos e todo o processo para que, no final da colheita, a gente tenha um preço melhor, um valor agregado no nosso café”, relata Miguel Quaioto, da localidade de Bela Aurora, em Venda Nova do Imigrante.

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“Está sendo excelente para nós, ajudando demais. O descascador funciona muito bem, deu um café muito bonito e está nos atendendo bem na quantidade que produzimos”, avalia Adelson José de Oliveira, produtor da localidade de Serra do Boi, em Afonso Cláudio.

Difusão e transferência de tecnologias para outros agricultores

Desde a fase de implantação, as unidades de referências do projeto são utilizadas para a realização de métodos coletivos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), visando à difusão e transferência de tecnologias para a produção de cafés especiais para os cafeicultores da região do café arábica do Espírito Santo. Já foram realizados cursos, palestras, dias de campo e visitas técnicas.

“Esta ação vai contribuir de forma expressiva para aumentar o número de agricultores inseridos na produção de cafés especiais e com isso ampliar o volume de cafés especiais produzidos de forma sustentável no Estado”, destaca o extensionista e coordenador de Cafeicultura do Incaper, Fabiano Tristão.

Produtores interessados em conhecer as unidades podem entrar em contato com os extensionistas dos escritórios locais do Incaper nos cinco municípios contemplados pelo projeto para agendar visitas. Os contatos e endereços podem ser conferidos no site incaper.es.gov.br/agenda-de-contatos.

Fonte: Incaper

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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