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Fertilizantes contendo biofertilizantes geram 6% de incremento em produtividade na cultura da soja, mostra estudo de campo

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A utilização de biofertilizantes na agricultura cresceu no Brasil – dados divulgados durante o Fórum Bioinsumos no Agro, realizado em outubro deste ano, o crescimento anual está na ordem dos 32%. A informação foi apresentada pelo presidente da ABISOLO, Roberto Levrero, e retrata uma série de levantamentos de mercado de 2019 a 2022. Esse crescimento se dá por uma série de motivos: esses compostos, derivados de substâncias naturais, desempenham um papel crucial na redução do estresse das plantas, oferecendo uma abordagem sustentável para aumentar a produtividade, mitigando os desafios enfrentados pelas culturas agrícolas. Em alguns casos, como na cultura da soja, o incremento da produtividade pode chegar na ordem de 6,61%.

Ao agir como impulsionadores metabólicos, os biofertilizantes, também conhecidos como bioestimulantes no exterior e em parte da literatura científica, promovem o crescimento radicular, melhoram a eficiência na absorção de nutrientes e fortalecem a resistência das plantas a condições adversas, como variações climáticas e deficiências hídricas. Além disso, sua aplicação contribui para a otimização dos processos fisiológicos das plantas, resultando em colheitas mais robustas e saudáveis. A legislação brasileira contempla no grupo de biofertilizantes os aminoácidos, substâncias húmicas, extratos de algas e extratos vegetais.

O incremento de 6,61% na produtividade, um dos principais resultados buscados pelos agricultores, foi comprovado após dezenas de testes em situação real de produção feitos pela Agrocete, multinacional brasileira referência internacional na área de adjuvantes, fisiológicos, biológicos e nutrição. O intuito foi analisar o desempenho dos novos produtos Breed PRO e Field PRO, com estudos de campo feitos em 24 áreas polo em soja, em 7 diferentes estados do Brasil. Os produtos integram a Família PRO, que, por meio de três produtos, visa fornecer auxílio na eficiência nutricional, no manejo do estresse e no equilíbrio fisiológico das plantas por meio de duas fases da construção da produtividade, propostas pela companhia: plantio e vigor e enraizamento; e arranque e força do crescimento.

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“O Breed PRO tem o papel de auxiliar no processo de fixação biológica do nitrogênio, redução do abortamento floral, transporte de açúcares e formação de raízes. Já o Field PRO foi criado para dar sequência no manejo, também com suporte na fixação de N, além de maior mobilização de nutrientes e antagonismo ao etileno. Ambos os têm uma ação antiestresse bastante evidente, desintoxicando as células de compostos tóxicos. Assim, temos uma ação fisiológica e nutricional com o máximo de eficiência durante todo o ciclo”, explica Andrea de Figueiredo Giroldo, Diretora de Marketing e Desenvolvimento Técnico da Agrocete.

Além dos resultados citados acima, os produtos, ao serem utilizados em conjunto, trouxeram outros números positivos nas culturas da soja e cana durante a safra 2022/23, em análise em 32 áreas polo, distribuídas por 9 estados. Na cana, em 11 avaliações feitas em áreas comerciais do estado de São Paulo, houve incremento na altura das plantas (+9,6%) e no número de perfilhos (+31,2%). Na soja, em áreas de Minas Gerais e Goiás, houve incremento no stand (+6,7%), altura de plantas (+6,5%) e número de vagens por planta (+22%). Outros estudos, realizados desde a safra 21/22, mostram resultados positivos na produtividade da soja em 86,95% das áreas testadas com Breed PRO e Field PRO.

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“Os estudos foram feitos contemplando as culturas de cana, milho, algodão, café, feijão, arroz, cebola, manga, uva, tomate e soja, e mais dezenas de áreas lado a lado em nossos clientes. Após termos resultados consistentes, lançamos os produtos, que podem ser aplicados em qualquer cultura – sendo necessário ajustes no posicionamento para que atenda as necessidades nutricionais e fisiológicas por fase do desenvolvimento das plantas de acordo com a fenologia”, continua Giroldo.

A linha PRO conta ainda com um terceiro produto, ST PRO, responsável por proporcionar melhor estabelecimento do estande e velocidade de germinação devido a ação do hormônio vegetal giberelina, além de dar suporte nutricional para maior eficiência da fixação biológica do nitrogênio, uma vez que possui em sua formulação nutrientes indispensáveis para a viabilidade do processo. Em resumo, o ST PRO deve ser aplicado no tratamento de sementes ou no sulco de plantio; já o Field e Breed PRO têm aplicação foliar no estágio vegetativo e reprodutivo. Todos os produtos já estão disponíveis para venda.

Fonte: 5P2R Marketing de Precisão

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mercado de arroz enfrenta travamento nas negociações e pressão nos preços em maio

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O mercado brasileiro de arroz encerrou o mês de maio em um ambiente de forte defensividade, marcado por baixa liquidez, negociações lentas e dificuldade crescente na formação de preços ao longo de toda a cadeia produtiva. O cenário reflete a perda de sintonia entre produtores, indústrias beneficiadoras e varejo, ampliando a fragilidade comercial do setor.

De acordo com análise da consultoria Safras & Mercado, o fluxo de comercialização segue limitado no mercado físico, com negócios acontecendo de forma pontual e sem presença significativa de compradores. As referências permanecem abaixo de R$ 60 por saca de 50 quilos FOB Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país.

Em Santa Catarina, as indicações de preços variam predominantemente entre R$ 52 e R$ 56 por saca, reforçando o movimento de pressão observado no Sul do Brasil.

Segundo o analista e consultor Evandro Oliveira, o mercado atravessa um momento de fragmentação entre os diferentes segmentos da cadeia. Enquanto os produtores tentam evitar novas reduções diante das margens apertadas, a indústria mantém postura cautelosa nas aquisições e o varejo segue pressionando os preços de reposição.

“O setor vive um cenário de travamento operacional, com baixa previsibilidade comercial e dificuldade de alinhamento entre produção, beneficiamento e supermercados”, aponta o consultor.

Produto beneficiado se torna gargalo nas negociações

O arroz beneficiado voltou a ganhar destaque como um dos principais pontos de dificuldade do mercado neste momento. A desaceleração nas vendas no varejo tem reduzido o ritmo das compras por parte das grandes redes supermercadistas, afetando diretamente o escoamento do produto industrializado.

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Segundo agentes do setor, o consumo mais retraído e a maior seletividade dos consumidores têm limitado o giro nas gôndolas em diversas regiões do país. Com isso, os supermercados seguem reduzindo volumes de compra e pressionando ainda mais os preços negociados com a indústria.

Cenário internacional traz sinais mais positivos

Apesar das dificuldades no mercado doméstico, o setor começa a observar fatores externos que podem contribuir para uma melhora gradual do ambiente comercial nos próximos meses.

Entre os elementos considerados mais favoráveis estão as dificuldades competitivas enfrentadas pelos Estados Unidos, a recente valorização dos preços do arroz na Ásia e os riscos climáticos globais que podem impactar a oferta mundial do cereal.

Esses fatores vêm sendo monitorados pelo mercado como possíveis sustentadores de preços no médio prazo, especialmente caso ocorram ajustes na oferta internacional.

Preço do arroz acumula forte queda em 2025

No fechamento do dia 28 de maio, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul — produto com 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista — foi cotada a R$ 59,49.

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O valor representa recuo de 0,13% em relação à semana anterior. Na comparação mensal, a desvalorização chega a 6,61%. Já frente ao mesmo período de 2025, a queda acumulada atinge 18,87%, refletindo o momento de fragilidade vivido pelo mercado arrozeiro brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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