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Análise da Evolução de Preços do Frango Vivo e Abatido desde Janeiro de 2022

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Os dados preliminares do mercado indicam que, devido à correção de preços no início deste mês, a margem do frango abatido pode apresentar uma leve redução em novembro, aproximadamente dois pontos percentuais menor em comparação a outubro, que registrou o maior diferencial do ano, caindo para cerca de 45%.

No entanto, essa redução na margem não se reflete em uma melhoria no desempenho do frango vivo, que, pelos indicadores atuais, sugere uma evolução de não mais que 3% em relação a janeiro de 2022, quase dois anos atrás. Isso representa uma evolução inferior à inflação acumulada no período, cerca de 10% pelo IPCA.

A situação é diferente para o frango abatido, que tem a expectativa de encerrar novembro com um preço cerca de 23% superior ao de janeiro de 2022. No entanto, permanece com um valor nominal aproximadamente 8% inferior ao de abril de 2022, quando atingiu o melhor preço da história moderna (por uma diferença mínima, esse valor seria superado em setembro/22).

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Por outro lado, o frango vivo não teve a mesma performance. Em relação ao recorde histórico, mantido desde abril do ano passado, o valor atual é cerca de 20% inferior, indicando uma menor demanda ao longo de 2023.

Sob esse aspecto, nota-se um significativo aumento na margem entre os dois produtos neste ano. Em 2022, nos primeiros onze meses, a diferença entre vivo e abatido não ultrapassou um terço (32%), enquanto em 2023 está em 40%.

De toda forma, o menor índice de 2022 concentrou-se principalmente no primeiro semestre do ano, com uma média de 26% entre janeiro e junho, aumentando consideravelmente no segundo semestre, com uma média de 42% entre janeiro e dezembro, atingindo um pico de 51% no último mês do ano.

Isso sugere que, com a industrialização e a ampla variedade de produtos à base de frango, a criação independente para o Natal já não possui o mesmo apelo das décadas passadas.

Fonte: Análise da evolução de preços do frango vivo e abatido desde janeiro de 2022

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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