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Cases de sucesso ATeG: Gerações movidas pela apicultura

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Iniciando a atividade ao chegar no Brasil, o avô da produtora, Adolpho Buss, plantou a semente da apicultura que permeia por quatro gerações no interior de Porto União (SC). Atualmente, Irmgard e seu filho Fauryehd Lucas Buss Vezaro são proprietários do Sítio dos Pássaros, onde possuem 26 colmeias distribuídas em dois apiários e integram o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-SC) voltado à apicultura.

Desde fevereiro de 2022, a técnica Franciélli Cristiane Gruchowski Woitowicz acompanha a atividade apícola da família Buss. O trabalho iniciou com o diagnóstico da propriedade e a aplicação da matriz FOFA por meio da avaliação dos pontos fortes e fracos em meios controláveis e não controláveis, resultando na estruturação de um planejamento técnico e econômico da propriedade a curto, médio e longo prazo. “Contamos com a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) desde 2022, porém o Senar vem transformando nossa propriedade desde 2017, período em que o meu filho realizou um curso de apicultura. Isso foi um divisor de águas na história da nossa produção”, relata a produtora Irmgard Luiza Buss.

O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, afirma o compromisso do sistema com os produtores e produtoras catarinenses. “Com o valioso potencial das cadeias produtivas do nosso Estado, é necessário oferecer acompanhamento técnico, com informações de qualidade e profissionais dedicados à evolução e fortalecimento do empreendedorismo rural e é isso que promovemos com a ATeG”, ressalta Pedrozo.

Com o grande entusiasmo da apicultora, a qualidade do manejo da propriedade apresentou evolução desde a primeira visita técnica. A técnica Franciélli ressalta o empenho da família Buss, afirmando como as práticas de alimentação suplementar, troca de cera, nucleação e demais manejos apresentaram excelentes transformações. “Durante o primeiro ano de assistência técnica, os produtores Irmgard e Lucas se destacaram dentre os demais integrantes do grupo. Eles executaram todas as atividades propostas, foram empenhados em todas atividades técnicas e gerenciais”.

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Entre as metas do programa de Assistência Técnica e Gerencial do Senar, acentuam-se “a busca por eficiência e eficácia para elevar a renda e a produtividade dos produtores, além de elaborar o planejamento estratégico das propriedades e capacitar os trabalhadores para o empreendedorismo e a gestão dos negócios”, sublinha o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antonio Zanluchi.

A FORÇA DA MULHER NA APICULTURA

Irmgard iniciou oficialmente na atividade em 1995. Segundo ela, tudo isso em função de sua “paixão pela abelha, pela forma como ela atua na natureza”. Com apenas três colmeias, iniciou sua produção. Teve empecilhos ao longo dos anos, como uma grandiosa perda de produção em função das chuvas de 1999, mas não desistiu de prosperar. Hoje, com 26 colmeias, a apicultora dedica parte do seu tempo à atividade com devoção e esforço, tornando-se um exemplo da força feminina de dentro do setor apícola.

RESULTADOS POSITIVOS

Entre as ações de melhoria e boas práticas recomendadas pela técnica da ATeG e assumidas pela produtora apontam-se a padronização e enumeração das colmeias, a realização de inspeções de rotina e adoção de práticas corretas de manejo, a instalação dos apiários em regiões com boas floradas e a manutenção das colônias em bom estado.

Com o acompanhamento da Assistência Técnica e Gerencial, os resultados econômicos e financeiros da atividade apícola da família Buss são promissores, como afirma a técnica Franciélli. “Eles foram os produtores com maior produção por colmeia na safra 2022/2023 com um total de 19 colmeias e 483kg de mel. Conforme os relatórios indicaram, foi observado um aumento significativo na produção de mel, cera bruta, renda bruta, margem líquida e comercialização de mel”. Para além do desenvolvimento econômico e financeiro da propriedade, os resultados apontaram que a ATeG contribuiu também para a melhoria da qualidade de vida da família de Irmgard, bem como no desenvolvimento da atividade rural de forma sustentável.

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ATEG NA APICULTURA CATARINENSE

O programa da ATeG na apicultura começou a ser desenvolvido no Estado no ano de 2016. Desde então, já transformou a produção de mais de 830 produtores catarinenses. Atualmente o programa conta com 18 grupos, atendendo cerca de 490 apicultores.

Para a coordenadora estadual da ATeG, Paula Coimbra Nunes, a evolução da apicultura de Santa Catarina é significativa e o programa tem contribuído para melhoria das produções, práticas de manejo e qualidade dos produtos “A Assistência Técnica e Gerencial possibilita acompanhar os apicultores em todas as etapas de produção, desde atividades de campo até processos gerenciais. Durante dois anos, os técnicos fazem visitas mensais aos produtores e auxiliam na evolução das propriedades. São muitas oportunidades para os apicultores e, também, para o desenvolvimento da cadeia produtiva”.

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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