AGRONEGÓCIO

Estratégia Conjunta: Mapa e ApexBrasil firmam acordo para impulsionar comércio e competitividade no setor agropecuário

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Este acordo estabelece uma parceria estratégica entre as instituições, visando a definição de diretrizes, alinhamento de processos e atribuição de responsabilidades para a execução de iniciativas destinadas a impulsionar a competitividade do setor agropecuário brasileiro.

O foco da ação é estimular empresas nacionais da cadeia do agronegócio que buscam iniciar ou ampliar o processo de exportação, aumentar suas vendas ou receber investimento direto estrangeiro. Além disso, o acordo visa atrair empresas estrangeiras interessadas em investir no Brasil.

O secretário executivo adjunto, Cleber Soares, ressaltou que o acordo surge em um momento global marcado por três grandes desafios: segurança alimentar, segurança climática e segurança energética. Ele enfatizou a importância de estar conectado com a adidância para captar tendências, realizando inteligência estratégica e comercial em parceria com a Apex, fortalecendo assim a agenda de segurança climática e segurança energética. Soares destacou que o Brasil possui potencial para contribuir com o déficit energético global por meio de biocombustíveis derivados da agricultura.

O presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, destacou o histórico de parceria entre Mapa e Apex em eventos de promoção comercial, incluindo feiras internacionais, rodadas de negócios, missões empresariais e seminários.

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A assinatura do acordo ocorreu durante o 1º Encontro Nacional do Agro e o 5º Encontro Nacional dos Adidos Agrícolas, que tem como propósito reunir adidos agrícolas para discutir temas técnicos relacionados a barreiras comerciais, acesso a mercados, promoção comercial, sustentabilidade, imagem e oportunidades para o agronegócio. O evento se estenderá até o dia 28 de novembro.

O Acordo de Cooperação terá vigência de dois anos, podendo ser prorrogado. Será desenvolvido por meio de um Plano de Trabalho baseado em três eixos de ação: Comercial e Imagem, Atração de Investimentos e Inteligência Comercial.

Promoção Comercial e Imagem: Ações para facilitar o acesso de empresas brasileiras aos mercados internacionais, diversificar produtos e destinos de exportação, e melhorar a percepção internacional sobre as empresas e produtos do país. Isso inclui o contato direto das empresas do agro e produtores rurais com parceiros de negócios internacionais, facilitando a inserção ativa e competitiva no mercado global.

Atração de Investimentos: Ações para promover e facilitar a atração de investimentos estrangeiros diretos, visando melhorar a imagem do Brasil como um mercado atrativo para investimentos estrangeiros, impulsionando o desenvolvimento e a competitividade do país.

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Inteligência Comercial: Realização de estudos para desenvolver informações que auxiliem na estratégia de promoção, definindo mercados prioritários e na agenda de promoção comercial de ambas as instituições. A colaboração entre o Mapa e a ApexBrasil busca otimizar recursos, ganhar escala e qualificar as empresas do setor.

O acordo representa uma união de esforços para o alinhamento e convergência de iniciativas de promoção comercial internacional e atração de investimentos diretos estrangeiros, buscando otimização de recursos e qualificação das empresas do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Expointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%

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A 49ª Expointer encerrou sua programação com R$ 6,18 bilhões em negócios, crescimento de 39,8% sobre a edição de 2025. O resultado superou as expectativas iniciais e mostrou disposição dos produtores para voltar a investir em máquinas, tecnologia, animais e modernização das propriedades.

O setor de máquinas e implementos agrícolas liderou as negociações, com R$ 5,46 bilhões, alta de 44,83% em um ano. O segmento respondeu por aproximadamente 88% de todo o volume financeiro movimentado durante os nove dias de feira no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O desempenho ficou acima das projeções apresentadas antes e durante o evento. Representantes da indústria trabalhavam com a possibilidade de vendas próximas de R$ 4 bilhões em máquinas. O resultado final ultrapassou essa referência em cerca de R$ 1,46 bilhão.

A reação é relevante porque a compra de uma máquina representa uma decisão de investimento de longo prazo. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e equipamentos de precisão não atendem apenas à expansão das lavouras. Também permitem reduzir perdas, economizar insumos, executar as operações dentro da janela ideal e aumentar a produtividade.

Parte da procura está relacionada à necessidade de renovação da frota. Produtores que adiaram a substituição de equipamentos voltaram a avaliar compras, especialmente diante da perspectiva de recuperação dos preços de grãos e da valorização da pecuária. A proximidade da implantação da safra de verão também ajudou a colocar tecnologia e capacidade operacional no centro das decisões.

A Massey Ferguson levou 11 lançamentos à Expointer, com atenção especial aos equipamentos destinados à agricultura familiar. A empresa identificou demanda entre produtores profissionalizados que mantiveram o planejamento de médio prazo e precisam ampliar a eficiência das propriedades.

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A CNH, controladora das marcas New Holland e Case IH, também utilizou a feira para reforçar suas soluções financeiras e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. As condições oferecidas incluíram consórcios e linhas do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos), o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e sua modalidade destinada ao médio produtor.

Além das linhas bancárias tradicionais, consórcios, cooperativas, financiamento das próprias fabricantes e operações de troca de insumos ou equipamentos por parte da produção ampliaram as possibilidades de negociação. A combinação dessas modalidades permitiu adequar prazos e pagamentos ao fluxo de receita de diferentes propriedades.

O resultado não ficou restrito às máquinas. O setor automobilístico movimentou R$ 668,75 milhões durante a feira. As vendas de animais alcançaram R$ 21,99 milhões, avanço de 21,02% em comparação com 2025. Ao todo, 7.926 animais foram inscritos para exposições, julgamentos e competições.

O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou R$ 14,4 milhões em vendas, aumento de 5,57%. Os 509 estandes reuniram empreendimentos de 216 municípios gaúchos, entre agroindústrias, produtores de plantas e flores, artesãos e cozinhas.

Das iniciativas presentes no pavilhão, 400 eram agroindústrias familiares, 74 atuavam no artesanato e 28 comercializavam plantas, mudas e flores. A feira também reuniu 265 empreendimentos conduzidos por jovens, 179 liderados por mulheres e 69 com certificação orgânica.

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O artesanato movimentou outros R$ 2,11 milhões. Entre os expositores estavam empreendimentos indígenas e quilombolas, ampliando a presença de diferentes formas de produção e geração de renda dentro do espaço destinado à agricultura familiar.

A movimentação econômica foi acompanhada por um público de 938.470 visitantes. Somente no domingo (6), último dia do evento, 144.516 pessoas passaram pelo parque. A presença de consumidores urbanos, famílias, estudantes e profissionais do setor reforçou a função da Expointer como ligação entre o campo, a indústria e as cidades.

Os números mostram uma feira com crescimento distribuído entre diferentes segmentos. O avanço mais forte das máquinas revela confiança na continuidade da produção e na busca por ganhos de eficiência, enquanto os resultados da agricultura familiar, dos animais e dos veículos demonstram que a movimentação alcançou propriedades de diferentes portes.

Mais do que contabilizar propostas e contratos, a Expointer funcionou como uma vitrine das decisões que deverão aparecer nas próximas safras. A renovação de equipamentos, a adoção de novas tecnologias e a procura por soluções financeiras indicam que parte dos produtores voltou a planejar investimentos.

A próxima edição terá caráter histórico. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A feira chegará aos 50 anos depois de encerrar 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios e um sinal positivo de confiança no futuro do campo.

Fonte: Pensar Agro

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