AGRONEGÓCIO
ApexBrasil e Consevitis-RS assinam convênio com valor histórico para a promoção do setor vitivinícola brasileiro no exterior
Publicado em
28 de novembro de 2023por
Da RedaçãoVisando promover os vinhos, espumantes e sucos de uva brasileiros no mercado internacional, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) assinaram, em 21 de novembro, um novo convênio para o projeto setorial Wines of Brazil. Com um aporte de mais de R$ 10 milhões em investimentos – o maior da história para o projeto -, o acordo terá vigência entre 2024 e 2025.
No ano passado, o Brasil bateu recorde nas exportações do setor, com US$ 13,6 milhões. Mas, segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ainda é pouco para o tamanho do potencial do setor. “Temos produtos de altíssima qualidade e um espaço enorme a crescer. Por isso estamos aqui, com nosso time Apex, com o Consevitis e com o governo do Estado para assinar esse novo convênio, que tem o maior valor da história desse projeto, e que sem dúvida terá um impacto muito positivo no setor vitivinícola do país”, afirmou Viana durante cerimônia que ocorreu em Pinto Bandeira-RS, na Vinícola Don Giovanni.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também participou da cerimônia de assinatura e ressaltou a importância do apoio ao setor. “É um setor que gera um impacto muito positivo para o país e para a nossa região, que gera emprego e renda não só na sua própria cadeia produtiva, mas movimenta também a cadeia do turismo e gera todo um desenvolvimento econômico que beneficia a toda a população”, afirmou.
Segundo o presidente do Consevitis-RS, Luciano Rebelatto, o novo convênio representa a continuidade de um suporte essencial, que tem impulsionado o segmento a alcançar patamares cada vez mais altos. “Representa um marco em nossa história, com um investimento sem precedentes. Um testemunho do comprometimento conjunto de elevar o patamar da vitivinicultura brasileira nos mercados internacionais”, disse Rebelatto.
Além de Viana, Leite e Rebelatto, estiveram presentes também na cerimônia o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Roberto Perosa, o prefeito de Pinto Bandeira, Hadair Ferrari, o prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira, e o vice-presidente do Consevitis-RS e dono da vinícula Dom Giovanni, Daniel Panizzi.
O novo capítulo do Wines of Brazil
Além de fortalecer os esforços de promoção comercial internacional do setor vitivinícola brasileiro, o novo convênio para o projeto Wines of Brazil traz, entre as suas metas, a qualificação de novas vinícolas, com foco em todas as regiões vitivinícolas do Brasil. A promoção do suco de uva também se destaca como um novo objetivo do projeto.
Alinhado com as diretrizes da nova gestão da ApexBrasil, entre os destaques do novo plano estão também capacitações e apoio às vinícolas para obtenção de certificações em ESG, foco em outras regiões produtoras, destacando a potência, a diversidade e a pluralidade do setor vitivinícola nacional, bem como a qualificação de mais mulheres para cargos de gestão nas empresas, impulsionando sua participação nos negócios internacionais. Por meio do programa “Minha Primeira Exportação”, ações específicas para promover a inserção de pequenas vinícolas e cooperativas no mercado internacional através da qualificação e treinamento também estão contempladas no convênio assinado.
“Trata-se de um novo momento do projeto Wines of Brazil e um novo capítulo de oportunidades para o setor vitivinícola brasileiro”, afirmou Daniel Panizzi.
Realizações do projeto
O Wines of Brazil tem desempenhado papel fundamental na presença internacional das vinícolas brasileiras no exterior. Ao longo deste ano, o projeto oportunizou a promoção da categoria por meio da participação nas principais feiras do setor, eventos com embaixadas, projeto comprador, projeto imagem e diversas outras ações.
Em março, por exemplo, seis empresas brasileiras tiveram a oportunidade de participar presencialmente na “Prowein Dusseldorf”, a maior feira do setor no mundo, na Alemanha. Segundo a Consevitis, na ocasião, as perspectivas de negócio geraram em torno de US$ 152 mil, com perspectivas de mais US$ 145 mil para os 12 meses seguintes.
A mais recente edição do projeto comprador foi em setembro, durante a “Wine South America”. Foram mais de 350 rodadas de negócios internacionais, que envolveram 28 vinícolas de cinco estados diferentes e 14 importadores estrangeiros. O resultado: US$ 1,6 milhão em negócios em três dias de ação e uma perspectiva de mais US$ 5 milhões para os próximos 12 meses.
Segundo Daniel Pinazzi, “os números refletem o compromisso das vinícolas brasileiras com a excelência e evidenciam o crescente interesse mundial pelos vinhos brasileiros”.
Dados do setor
Com mais de 200 mil pessoas envolvidas no setor, atualmente, o Brasil tem mais de 1.100 vinícolas e é a sexta maior área de plantação do hemisfério Sul, com 81 mil hectares de área plantada. O país também possui oito regiões de indicações geográficas e duas denominações de origens para vinhos e espumantes, inclusive no Nordeste, com destaque para o Vale do São Francisco.
O Brasil tem conquistado cada vez mais espaço no cenário internacional da produção de vinhos e espumantes. Em 2022, foi alcançado o recorde histórico de exportação dos produtos, totalizando USD 13,6 milhões (10,5% de crescimento em relação a 2021). Também no ano passado, o Brasil exportou para mais de 50 países, sendo os principais: Paraguai, Uruguai, China, Estados Unidos e Reino Unido. Já a exportação de suco de uva em 2022 chegou a USD 2,9 milhões (crescimento de 20,8%), com os destinos de destaque sendo: China, Portugal, Espanha e Paraguai.
Para 2023, as expectativas são ainda mais positivas. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações de vinhos e espumantes brasileiros no primeiro semestre de 2023 totalizaram USD 5.775.799. O valor representa um aumento de 1,7% em relação ao mesmo período de 2022.
Fonte: ApexBrasil
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção
Published
7 horas agoon
15 de junho de 2026By
Da Redação
O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.
As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.
Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde
O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.
A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.
Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.
“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.
Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.
Paraná lidera produção nacional de cevada
O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.
De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.
Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo
O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.
A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.
Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.
Exportações de carne de peru ganham força
A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.
Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.
No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.
Maior oferta pressiona preços do brócolis
No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.
A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.
Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume
O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.
As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.
Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.
O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.
Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento
Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.
Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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