AGRONEGÓCIO

Desafios na semeadura do Arroz no Brasil: Como o clima afeta a safra atual

Publicado em

No Rio Grande do Sul, um dos principais produtores de arroz, a semeadura está enfrentando lentidão devido às frequentes chuvas. Comparado à safra anterior, especialmente na região Central, há um notável atraso, agravado por alagamentos em algumas áreas, exigindo replantio. Enquanto isso, a região Sul do estado está mais adiantada, quase concluindo a semeadura.

Em Santa Catarina, outro estado crucial na produção de arroz, as chuvas limitaram o avanço na semeadura, e a alta nebulosidade prejudicou o desenvolvimento das plantas em fase de perfilhamento, afetando tratamentos fitossanitários.

Em Goiás, a maioria das lavouras está em desenvolvimento vegetativo, apresentando boas condições sanitárias. No Tocantins, a baixa incidência de chuvas tem retardado a semeadura, ocorrendo de maneira lenta e pontual. No Mato Grosso, a falta de chuvas impactou a semeadura, mas a umidade no solo tem sido suficiente para o crescimento inicial.

No Maranhão, a colheita avança com diversas fases de desenvolvimento devido ao extenso período de plantio da região.

Até o momento, 72,1% da área estimada para o arroz foi semeada, representando um atraso de 7,2% em relação à safra anterior, principalmente devido às condições climáticas desfavoráveis.

Leia Também:  Déficit Hídrico Prejudica Produtividade da Cana-de-açúcar na Safra 2024/25

O Tocantins mostrou uma recuperação significativa, passando de 28% para 40%, embora ainda atrase em comparação ao mesmo período do ano passado, que registrou 60% de progresso. Maranhão permanece estável em 4%, indicando atraso em relação à safra anterior. Mato Grosso avançou de 28,5% para 36,8%, Goiás de 53% para 60%, e Santa Catarina de 92% para 95%, este último indicando um progresso normal, embora atrase em comparação com a safra anterior, que estava em 99%. No Rio Grande do Sul, houve um aumento de 72% para 82%, indicando avanço em relação à semana anterior, mas ainda com atraso em comparação com o mesmo período da safra passada, que estava em 94%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Circuito das Águas Paulista conquista Indicação Geográfica do café e reforça posição da Serra da Mantiqueira na produção de cafés especiais

Published

on

O café produzido no Circuito das Águas Paulista, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, passou a contar com Indicação Geográfica (IG), reconhecimento oficial concedido pelo INPI. O registro foi publicado na última terça-feira (26) e consolida a reputação da região como uma das áreas de destaque na produção de cafés especiais no país.

A certificação foi resultado de um trabalho de articulação e acompanhamento conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, fortalecendo a valorização dos produtos ligados à origem geográfica.

Com a nova concessão, esta é a 15ª Indicação Geográfica do estado de São Paulo e a sétima relacionada diretamente ao café, ampliando a relevância paulista no mercado de produtos diferenciados.

Tradição cafeeira da Serra da Mantiqueira fortalece identidade produtiva

A produção de café na região do Circuito das Águas Paulista tem raízes históricas que remontam à segunda metade do século XIX. O desenvolvimento da atividade foi impulsionado pelo processo de colonização europeia, com forte presença de imigrantes italianos e portugueses, que contribuíram para a expansão do cultivo no território.

Leia Também:  Maior empregador do Brasil, JBS vai promover 40 mil pessoas em 2024

Atualmente, o café da região é reconhecido pela alta qualidade, resultado de fatores naturais como altitude, clima e características do solo da Serra da Mantiqueira, que favorecem o cultivo de grãos especiais com perfil sensorial diferenciado.

IG abrange nove municípios produtores

A Indicação Geográfica tem como entidade representativa a Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap), responsável pela gestão do selo de origem e pela organização dos produtores locais.

O reconhecimento abrange os municípios de Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro, que compõem o território produtivo da IG.

Indicação Geográfica agrega valor e fortalece competitividade do café brasileiro

As Indicações Geográficas são instrumentos de propriedade intelectual que identificam produtos ou serviços com características diretamente ligadas ao território de origem. No caso do café, o selo reforça atributos como qualidade, rastreabilidade e identidade regional, ampliando o valor agregado do produto no mercado nacional e internacional.

Para o setor produtivo, o reconhecimento contribui para a diferenciação dos cafés especiais brasileiros, estimulando o turismo rural, a organização dos produtores e o fortalecimento das cadeias locais.

Leia Também:  Colheita de Arroz no RS atinge 67%

Com a nova certificação, o Circuito das Águas Paulista se consolida como uma das referências da cafeicultura de qualidade no estado de São Paulo e no cenário nacional.

mapa-ig-sp

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA