AGRONEGÓCIO

Participação brasileira na Café Show Seoul 2023 pode gerar US$ 22,4 milhões

Publicado em

A participação brasileira na Cafe Show Seoul 2023, principal evento do setor na Coreia do Sul e um dos maiores na Ásia, que ocorreu de 8 a 11 de novembro, na capital sul-coreana, pode render US$ 22,4 milhões. Como ação do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”, realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), 11 empresas nacionais realizaram contatos comerciais com 90 compradores e formadores de opinião da região, sendo 40 novos, o que possibilitou a concretização de US$ 6,126 milhões em negócios na feira e a projeção para mais US$ 16,264 milhões nos próximos 12 meses.

Segundo Vinicius Estrela, diretor-executivo da BSCA, a Coreia do Sul é um importante parceiro dos cafés brasileiros e o foco no produto especial é crescente. “Desde o ano passado, temos observado um ‘pool’ de pequenas torrefações sul-coreanas que emergem e, diante da competitividade existente na oferta, qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e história dos cafés especiais são critérios que geram grande diferencial. Nesse sentido, o Brasil está muito bem estruturado para consolidar e ampliar sua participação nesse mercado”, destaca.

Na Cafe Show Seoul 2023, os representantes brasileiros realizaram cinco sessões de cupping no estande da BSCA e três sessões de degustação, abertas ao público, nas quais foram apresentados os cafés vencedores do Cup of Excellence – Brazil 2023. Também houve bancadas das empresas que participam do “Brazil. The Coffee Nation” e um brew bar, onde foram servidos cafés filtrados vencedores do principal concurso de qualidade do mundo e de diferentes origens produtoras do país.

Leia Também:  Exportações de carne bovina crescem em ritmo e valor em julho, mas tarifas dos EUA acendem alerta no setor

A BSCA também participou de uma sessão de cupping organizada pela Alliance for Coffee Excellence (ACE) — entidade que coordena o Cup of Excellence em todo o mundo —, que convidou importadoras e torrefações sul-coreanas para provarem os cafés vencedores da última edição da competição no Brasil. “A oferta dos cafés do Cup of Excellence – Brazil 2023, tanto no estande, quanto na degustação promovida pela ACE, foi estratégica por apresentar esses lotes a importantes compradores locais, há pouco menos de um mês da realização do leilão desses cafés, que ocorrerá no dia 6 de dezembro”, conta Estrela.

Em 2023, no acumulado de janeiro a outubro, a Coreia do Sul figura como o 12º principal destino das exportações dos cafés brasileiros. Nesses 10 meses, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), foram remetidas 723.302 sacas de 60 kg do produto ao país asiático, volume que representa 2,4% das remessas totais efetuadas pelo país até o mês passado.

BRAZIL. THE COFFEE NATION

O projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”, realizado pela BSCA em parceria com a ApexBrasil, tem como foco a promoção comercial do café especial brasileiro no mercado internacional, reforçando os pilares de qualidade, diversidade e sustentabilidade. A iniciativa tem como objetivo apresentar o Brasil como uma nação dotada dos recursos naturais essenciais para o cultivo dos melhores cafés e que ativamente investe ativamente para atingir os mais altos requisitos de qualidade, de forma sustentável e em observância a rígidas normas de direito social e ambiental.

Leia Também:  Agritempo: 20 Anos de Suporte Crucial à Agricultura Brasileira

Com vigência até agosto de 2025, uma das prioridades do projeto será investir em ações de qualificação e diversificação, com foco no apoio aos produtores de café canéfora (robusta e conilon) do país, nas certificações de qualidade e de sustentabilidade e nos cafés produzidos por mulheres, fomentando a equidade de gênero na cafeicultura brasileira e a capacitação de provadoras profissionais de café. O projeto atual tem como mercados-alvo: i) África do Sul, Austrália, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, França, Japão, Malásia, Polônia, Rússia e Taiwan para os cafés crus especiais; e ii) Canadá, Chile, China e Estados Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem.

As empresas que ainda não fazem parte podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / 99824-9845 / 99879-8943 ou do e-mail [email protected].

Fonte: BSCA

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em maio e receita supera US$ 1,3 bilhão

Published

on

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte ritmo de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pela valorização da proteína animal no mercado externo e pelo avanço consistente dos embarques. Até a terceira semana do mês, o faturamento acumulado das vendas externas alcançou US$ 1,321 bilhão, superando todo o resultado obtido em maio de 2025, quando a receita somou US$ 1,134 bilhão.

O desempenho reforça a competitividade da carne bovina brasileira no comércio global e mantém o setor pecuário atento aos impactos positivos da demanda internacional sobre o mercado interno.

Preço médio da carne bovina exportada registra forte valorização

O principal fator por trás do crescimento da receita foi a expressiva valorização do preço médio pago pela carne bovina brasileira no exterior.

Até a terceira semana de maio de 2026, a tonelada da proteína exportada foi negociada, em média, a US$ 6.492,4. No mesmo período do ano passado, o valor médio era de US$ 5.202,2 por tonelada.

A alta demonstra maior valorização da carne brasileira nos mercados compradores e amplia a rentabilidade das exportações realizadas pelos frigoríficos nacionais.

Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a receita média diária. Em maio deste ano, o faturamento diário das exportações chegou a US$ 88,072 milhões, avanço de 63,1% em relação aos US$ 54,005 milhões registrados em maio de 2025.

Leia Também:  Dólar tem queda de olho em estímulos da China e apostas sobre Fed
Embarques de carne bovina mantêm ritmo acelerado

Além da valorização dos preços, o volume exportado também segue elevado em 2026.

Até a terceira semana de maio, o Brasil embarcou 203,480 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O volume já se aproxima do total exportado durante todo o mês de maio do ano passado, quando os embarques fecharam em 218,003 mil toneladas.

Na média diária, os embarques atingiram 13,565 mil toneladas em maio de 2026, acima das 10,381 mil toneladas por dia registradas no mesmo período de 2025.

O desempenho confirma a continuidade da demanda internacional aquecida pela proteína brasileira, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por oscilações econômicas e custos elevados de produção em diferentes países.

Demanda externa fortalece pecuária brasileira

A valorização da carne bovina exportada impacta diretamente toda a cadeia pecuária nacional. Com maior rentabilidade nas vendas externas, os frigoríficos exportadores tendem a intensificar a demanda por animais prontos para abate no mercado interno.

O movimento é acompanhado de perto pelos pecuaristas, já que o mercado internacional exerce forte influência sobre os preços do boi gordo e sobre a dinâmica de compra da indústria frigorífica.

Leia Também:  Pesquisadora brasileira recebe Prêmio Internacional de História

Além disso, o aumento do valor agregado da proteína brasileira reforça a posição do Brasil entre os principais fornecedores mundiais de carne bovina, sustentado pela escala de produção, competitividade e capacidade de atender grandes mercados consumidores.

Mercado acompanha fechamento das exportações de maio

O setor pecuário segue atento ao desempenho das exportações nas próximas semanas, já que o fechamento completo de maio poderá consolidar um dos melhores resultados recentes para a carne bovina brasileira.

A expectativa do mercado é de continuidade da demanda externa firme ao longo de 2026, especialmente diante da necessidade global de abastecimento regular de proteínas animais.

Com preços mais altos e embarques em ritmo forte, a carne bovina brasileira mantém protagonismo no comércio internacional e fortalece a geração de receita para a cadeia exportadora do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA