AGRONEGÓCIO

Saiba como evitar incompatibilidade do Mancozebe na mistura de calda

Publicado em

O Mancozebe é um importante fungicida e acaricida protetor do grupo químico dos ditiocarbamatos, e é atualmente um dos produtos mais utilizados nas lavouras brasileiras para o controle de diversas doenças fúngicas e ácaros como, por exemplo, a temida Ferrugem Asiática na soja. Ao mesmo tempo, as misturas utilizando essa solução devem ser realizadas com cautela e atenção. E para não ter prejuízo ao perder a eficácia e desperdiçar insumos, é preciso fazer a adoção de tecnologias para evitar incompatibilidade entre os princípios ativos na pulverização.

Conforme explica o químico especialista em adjuvantes e pesquisador da Sell Agro, Marcelo Hilário, o Mancozebe pode ser encontrado hoje no mercado de duas maneiras, em formato sólido, formulado como grânulo dispersível em água (WG) ou pó molhável (WP), e ainda na forma líquida, como um óleo dispersível (OD). “Tanto um quanto o outro, uma vez adicionados em caldas junto a vários outros ingredientes, como micronutrientes, inseticidas e outros fungicidas, podem causar problemas de compatibilidade entre os ingredientes da calda”, esclarece.

Leia Também:  Equilíbrio delicado: Preços do boi gordo buscam estabilidade com oferta limitada e demanda contida

Isso ocorre porque o Mancozebe é uma molécula que não é dissolvida em água, e sim, se dispersa e vai para o fundo do tanque, arrastando quase todos os outros ingredientes junto com ele. “É um efeito praticamente visto de forma imediata”, sinaliza o especialista. O desafio então, segundo Hilário, é conseguir umectar a molécula de Mancozebe e assim fazer com que ela permaneça na água e não se deposite.

Tecnologia para resolver

Para auxiliar o produtor e profissionais nestas situações, já estão disponíveis no mercado tecnologias capazes de impedir essa decantação. Uma delas é o adjuvante da Sell Agro, Tankmix, que tem como objetivo compatibilizar caldas de pulverização com misturas de ingredientes e Mancozeb. “No preparo da calda, esse adjuvante mantém o Mancozebe em suspensão, garantindo a performance do ingrediente ativo e uma aplicação segura”, finaliza o químico.

Fonte: Ruralpress

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

Published

on

As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

Leia Também:  Ditadura militar ou civil-militar? Saiba o que está por trás dos nomes
Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

Leia Também:  McDonald’s Reforça Transparência e Revela Origem do Hambúrguer em Série Especial
Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA