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Indústria global do etanol e do açúcar se reúne em São Paulo, com a presença do IICA

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Funcionários e representantes da indústria global do etanol e do açúcar se reuniram em São Paulo, a maior cidade do Brasil, para participar da 23ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol, um evento tradicional e relevante vinculado à promoção dos biocombustíveis líquidos.

A última edição reuniu especialistas internacionais nos diversos aspectos econômicos, técnicos e de cooperação.

A Conferência Internacional DATAGRO, realizada a partir de 2000, foi desde então o evento de apoio técnico da Sugar & Ethanol Dinner Brasil, promovida pelo Sugar Club local.

Na reunião, foram realizados 10 tipos diferentes de painéis e sessões simultâneas que permitiram a informação e o fornecimento de material útil para a consolidação de esforços presentes e futuros para o desenvolvimento do setor de açúcar e etanol.

Um tema emergente e promissor associado são os combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, sigla em inglês). Neste contexto, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) contou com a representação de seu especialista em biocombustíveis, Agustín Torroba, que participou do painel “SAF – Tecnologia e velocidade de implementação”, com outros especialistas na matéria.

Nesse painel, o perito apresentou uma conjuntura geral dos biocombustíveis sustentáveis de aviação (SAF) como um novo paradigma de mobilidade nas agendas de descarbonização do setor transporte, concluindo por um potencial especial de desenvolvimento na região das Américas.

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“A rota tecnológica Alcool to Jet (ATJ) permite a industrialização do etanol combustível que hoje se produz no mundo e sua conversão em combustível sustentável de aviação. Essa rota tecnológica e a hidrogenação de ácidos graxos (HEFA) são os dois caminhos mais desenvolvidos para a produção dos SAF”, disse Torroba, que ressaltou que América Latina e o Caribe “têm vantagens comparativas notórias em relação ao resto do mundo pela abundância de matérias-primas, pela grande quantidade de insumos para a produção de óleos e gorduras para a rota HEFA e pela muita biomassa rica em açúcares e amidos para a produção der ATJ”.

E acrescentou: “Também conta com as cadeias de valor desenvolvidas e muito competitivas para fornecer insumos intermediário, isto é, tem grandes complexos produtores de óleos e álcoois”.

Para o especialista, o continente americano “pode ser o grande fornecedor mundial de combustíveis sustentáveis para a aviação, produto que reduzirá em 65% as emissões de gases de efeito estufa do setor aéreo comercial até 2050 em linha com os compromissos do setor de ter emissões líquidas igual a zero”.

Participou do evento o Vice-Presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, que destacou que o setor sucroenergético é crucial para o início de uma nova industrialização no país, porque o segmento gera emprego, renda e, consequentemente, desenvolvimento sustentável, por estar ancorado na economia de produtos verdes.

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Alckmin lembrou que o Brasil tem a matriz energética mais limpa do mundo e que o governo está trabalhando para aumentar gradualmente a percentagem de biodiesel mesclado com diesel e de etanol com gasolina.

Também presente na abertura, o deputado federal brasileiro Arnaldo Jardim afirmou que a agricultura brasileira tem um compromisso absoluto com a sustentabilidade, o que foi avalizado pelo Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Roberto Massa.

Entre outras autoridades, a cerimônia de abertura também contou com a participação do novo Secretário de Agricultura de São Paulo, Guilherme Piai, que anunciou que o estado mais povoado e rico do Brasil terá um Plano de Colheita exclusivo a partir de 2024.

Participaram ainda outros importantes representantes do setor, como Cesário Ramalho, do Conselho de Agronegócios da Associação Comercial de São Paulo (ACSP); Sérgio Bortolozzo, da Sociedade Rural Brasileira (SRB); e Evandro Gussi, da União da Indústria da Cana-de-Açúcar e da Bioenergia (Única).

Fonte: IICA

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Futuro do agro depende das pessoas e da qualificação profissional, destaca análise do Grupo J2M

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O futuro do agronegócio brasileiro está cada vez mais ligado às pessoas e à capacidade de formação profissional no campo. A avaliação é do produtor rural e presidente do Grupo J2M, Evandro Martins, que destaca que o setor já passou por uma profunda transformação estrutural e tecnológica, deixando para trás antigos estereótipos ligados exclusivamente ao trabalho manual.

Segundo ele, o campo se consolidou como um ambiente altamente estratégico, conectado a cadeias globais e impactado por fatores como mudanças climáticas, exigências de mercado, avanços regulatórios e a necessidade constante de aumento de eficiência produtiva.

Agro moderno é guiado por tecnologia, dados e decisões estratégicas

A rotina das propriedades rurais envolve, cada vez mais, o uso de tecnologias digitais, automação, inteligência artificial, agricultura de precisão, sensores e sistemas de monitoramento em tempo real. Essas ferramentas ampliaram a capacidade produtiva e reduziram desperdícios, mas também elevaram a complexidade da gestão no campo.

Apesar do avanço tecnológico, especialistas reforçam que nenhuma inovação gera resultados de forma isolada. O desempenho das ferramentas depende diretamente da interpretação humana e da capacidade de transformar dados em decisões práticas dentro da propriedade.

Formação profissional é desafio central para evolução do setor

De acordo com a análise, um dos principais gargalos do agro não está no acesso às tecnologias, mas na formação de profissionais preparados para utilizá-las de forma estratégica.

A demanda por mão de obra qualificada cresce em toda a cadeia produtiva, abrangendo funções técnicas, operacionais e de gestão. Há espaço para engenheiros agrônomos, técnicos, operadores especializados, analistas de dados, profissionais de tecnologia e gestores com visão integrada do negócio rural.

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No entanto, o setor ainda enfrenta um descompasso entre as competências exigidas pelo novo ambiente produtivo e a formação disponível em parte do mercado de trabalho.

Novo perfil profissional exige visão ampla do negócio rural

O profissional do agro atual precisa ir além da execução técnica. Entre as competências essenciais estão análise de dados, tomada de decisão em cenários incertos, domínio de ferramentas digitais e compreensão integrada da cadeia produtiva, da produção à comercialização.

Em um setor marcado por variações climáticas, volatilidade de preços e aumento dos custos de produção, a capacidade de planejamento e interpretação de cenários se tornou fundamental para a competitividade das propriedades rurais.

Sucessão familiar depende de inovação e oportunidades no campo

O processo de sucessão rural também passa por transformação. Para especialistas, a permanência das novas gerações no campo não depende apenas de vínculos familiares, mas da oferta de um ambiente profissional moderno, inovador e economicamente atrativo.

A continuidade dos negócios rurais está diretamente ligada ao acesso à educação, conectividade, crédito, gestão eficiente e participação dos jovens nas decisões da propriedade. Quando há inclusão na gestão e espaço para inovação, aumenta a chance de permanência e fortalecimento das atividades familiares.

Tecnologia avança, mas decisão humana segue essencial

Embora a tecnologia tenha papel central na modernização do agro, seu impacto depende da capacidade humana de interpretação e aplicação estratégica. Dados, sensores e sistemas digitais só geram valor quando são convertidos em decisões operacionais eficientes.

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Por isso, a formação de profissionais precisa evoluir para além da operação de máquinas, formando gestores com visão sistêmica, habilidades de liderança, comunicação e capacidade de adaptação.

Comunicação do agro também precisa evoluir

Outro ponto destacado é a necessidade de reposicionar a comunicação do setor com a sociedade. Ainda há uma percepção limitada que associa o trabalho rural apenas ao esforço físico e à tradição, deixando em segundo plano sua dimensão tecnológica e inovadora.

Segundo a análise, essa visão pode dificultar a atração de novos talentos, especialmente entre jovens que buscam ambientes conectados à inovação e ao desenvolvimento profissional.

Futuro do agro será cada vez mais digital e humano ao mesmo tempo

A tendência é de intensificação da digitalização no campo, com maior uso de dados, automação e conectividade. No entanto, o fator humano seguirá como elemento central.

Mesmo em um ambiente altamente tecnológico, serão as pessoas responsáveis por interpretar informações, definir estratégias e conduzir a evolução do setor. O agronegócio do futuro será mais automatizado e conectado, mas continuará dependente da inteligência, da capacitação e da visão de seus profissionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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