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Tecnologias de autonomia e posicionamento para máquinas agrícolas são destaques da Hexagon na Agritechnica 2023

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Em novembro, a Hexagon leva para a Agritechnica, principal feira mundial de máquinas agrícolas, que ocorre em Hanover, na Alemanha, soluções customizadas de autonomia, posicionamento e precisão com foco em fabricantes. O evento é promovido pela Sociedade Agrícola Alemã (DLG) e deve reunir, entre os dias 12 e 18 de novembro, 450 mil visitantes de 135 países e mais de 2.800 expositores de diferentes partes do mundo, com as principais inovações para o setor.

Considerado um ponto de virada para a produção agrícola, o uso do Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS) possibilitou um salto no desenvolvimento de tecnologias para a operação de máquinas autônomas – um mercado aquecido que alavanca ainda outras soluções, como robótica, sensores e inteligência artificial. Para Eric Wuestefeld, Executive VP of Agriculture da Hexagon, líder global em soluções autônomas de sensores e softwares, a tecnologia GNSS é fundamental para as operações de máquinas autônomas, que irão desempenhar um papel primordial na produção de alimentos em todo o mundo.

Segundo o vice-presidente, a integração de soluções GNSS confiáveis e robustas em máquinas autônomas para a agricultura requer uma nova forma de pensar. “O rumo e a orientação devem ser sempre conhecidos na cerca geográfica, para manter a integridade da posição e garantir que as máquinas nunca ultrapassem os limites físicos. A Hexagon | NovAtel está na vanguarda da tecnologia GNSS e possui uma seleção completa de soluções que podem avançar os robôs agrícolas na obtenção da conformidade com os padrões ISO relevantes”, destaca.

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Para as operações agrícolas, contar com soluções que forneçam posicionamento baseado em GNSS ininterrupto e de alta precisão é essencial para manter a máquina operando, de modo que ela não fique parada no campo desnecessariamente e não desrespeite os limites geográficos pré-definidos. “Na Hexagon, oferecemos soluções customizáveis de hardware e software que apoiam os fabricantes de máquinas no cumprimento de suas metas de segurança funcional e estão prontas para o escalonamento da produção desde o desenvolvimento até a próxima geração de máquinas agrícolas”, destaca o executivo.

Dentre as soluções, vale destacar a tecnologia SPAN GNSS+INS, da Hexagon | NovAtel, parte da divisão Autonomy & Positioning da Hexagon. A tecnologia combina receptores GNSS de precisão com unidades de medição inercial (IMUs) para fornecer informações confiáveis de posição, velocidade e altitude, mesmo em situações de recepção de satélite comprometida, como por exemplo em operações próximas a árvores, linhas de transmissão e pomares. Um produto chave e completo da NovAtel que utiliza a tecnologia é a antena SMART7.

A SMART7 oferece acesso a sinais multi-constelação e multifrequência GNSS para melhor disponibilidade de satélites. Isso é importante ao operar em diversos ambientes e é oferecido nos produtos SMART7 e SMART2 da NovAtel. A SMART7 possui variantes que adicionam funcionalidades como Wi-Fi e Ethernet, tornando-a mais versátil para diferentes cenários de conectividade. Enquanto isso, a SMART2 é conhecida pelo seu tamanho compacto e modos de posicionamento escaláveis. Segundo Wuestefeld, os receptores podem ter o firmware customizado, adaptado às necessidades de posicionamento e interface dos integradores.

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Outro destaque da Hexagon são os serviços de correção de sinal TerraStar, que permite o posicionamento GNSS de alto desempenho em tempo real para todas as operações agrícolas. Alimentadas por um sistema global expansivo, as correções TerraStar oferecem cobertura mundial contínua, fornecendo dados para posicionamento seguro e confiável em qualquer lugar, a qualquer hora. Com TerraStar é possível melhorar a precisão de tratores e implementos, aumentando a eficiência da operação e reduzindo desperdícios.

Piloto automático melhora precisão e eficiência das operações

Outra solução de destaque da Hexagon que será apresentada na Agritechnica é o HxGN AgrOn Piloto Automático. Desenvolvido para aprimorar o desempenho e a precisão das operações, esse produto auxilia na navegação de tratores, máquinas e implementos agrícolas. Ele assegura o alinhamento e minimiza o espaçamento e a sobreposição durante o plantio, aplicação de insumos e tratos culturais. Além disso, a tecnologia também oferece benefícios aos fabricantes, como adaptabilidade à maioria dos tratores do mercado, acionamento elétrico ou hidráulico, compatibilidade com máquinas predispostas, fácil instalação e integração.

Fonte: Dialetto

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de cana 2025/26 no Centro-Sul fecha com 611 milhões de toneladas e setor inicia novo ciclo priorizando etanol

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A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil foi encerrada com moagem de 611,15 milhões de toneladas, segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). O volume representa uma redução de 10,78 milhões de toneladas frente ao ciclo anterior, impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo do desenvolvimento da lavoura.

Apesar da retração, o ciclo se consolida como a quarta maior moagem da história da região, além de registrar a segunda maior produção de açúcar e etanol.

Moagem e produtividade: clima reduz desempenho agrícola

A produtividade média agrícola ficou em 74,4 toneladas por hectare, queda de 4,1% em relação à safra anterior, conforme dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

O desempenho foi desigual entre os estados:

  • Quedas: São Paulo (-4,3%), Goiás (-9,4%) e Minas Gerais (-15,9%)
  • Altas: Mato Grosso (+3,2%), Mato Grosso do Sul (+6,0%) e Paraná (+15,5%)

A qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) ficou em 137,79 kg por tonelada, redução de 2,34% na comparação anual.

Segundo a UNICA, a menor moagem já era esperada diante das condições climáticas observadas durante o ciclo.

Produção de açúcar e etanol: estabilidade e leve recuo

A produção de açúcar totalizou 40,43 milhões de toneladas, praticamente estável frente às 40,18 milhões do ciclo anterior, mas abaixo do recorde histórico de 42,42 milhões registrado em 2023/2024.

Já a produção total de etanol somou 33,72 bilhões de litros, recuo de 3,56% na comparação anual.

O detalhamento mostra movimentos distintos:

  • Etanol hidratado: 20,83 bilhões de litros (-7,82%)
  • Etanol anidro: 12,89 bilhões de litros (+4,22%), segunda maior marca da série histórica

O etanol de milho ganhou ainda mais relevância, com produção de 9,19 bilhões de litros (+12,26%), representando 27,28% do total produzido no Centro-Sul.

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Vendas de etanol: mercado interno segue dominante

No mês de março, as vendas de etanol totalizaram 2,79 bilhões de litros, com forte predominância do mercado doméstico.

  • Mercado interno: 2,75 bilhões de litros (-0,06%)
  • Exportações: 45,11 milhões de litros (-71,22%)

No consumo interno:

  • Etanol hidratado: 1,66 bilhão de litros (+20,25% ante fevereiro)
  • Etanol anidro: 1,09 bilhão de litros (+4,80%)
  • No acumulado da safra:
  • Hidratado: 20,34 bilhões de litros
  • Anidro: 13,04 bilhões de litros (+7,08%)

O avanço do anidro foi impulsionado, entre outros fatores, pela implementação da mistura E30 (30% de etanol na gasolina) a partir de agosto de 2025.

Além do impacto econômico — estimado em R$ 4 bilhões de economia para proprietários de veículos flex — o consumo de etanol evitou a emissão de 50 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, recorde histórico do setor.

Nova safra 2026/27 começa com moagem mais forte

A safra 2026/2027 já começou com ritmo acelerado. Na primeira quinzena de abril de 2026, a moagem atingiu 19,56 milhões de toneladas, crescimento de 19,67% frente ao mesmo período do ciclo anterior.

Ao todo, 195 unidades estavam em operação:

  • 177 com moagem de cana
  • 10 dedicadas ao etanol de milho
  • 8 usinas flex

A qualidade da matéria-prima permaneceu estável, com ATR de 103,36 kg por tonelada.

Novo ciclo prioriza etanol e reduz produção de açúcar

O início da nova safra mostra uma mudança clara de estratégia industrial. Apenas 32,93% da cana foi destinada à produção de açúcar na primeira quinzena, enquanto mais de dois terços foram direcionados ao etanol.

  • Como consequência:
    • Produção de açúcar: 647,21 mil toneladas (-11,94%)
    • Produção de etanol: 1,23 bilhão de litros (+33,32%)
  • Desse total:
    • Hidratado: 879,87 milhões de litros (+18,54%)
    • Anidro: 350,20 milhões de litros
    • Etanol de milho: 411,94 milhões de litros (+15,06%), com participação de 33,49%
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O movimento reflete um cenário de mercado mais favorável ao biocombustível neste início de ciclo.

Vendas na nova safra e expectativa de alta no consumo

Na primeira quinzena da safra 2026/2027, as vendas totalizaram 1,28 bilhão de litros:

  • Hidratado: 820,15 milhões de litros
  • Anidro: 460,87 milhões de litros

No mercado interno, foram comercializados 1,25 bilhão de litros, enquanto as exportações somaram 28,88 milhões de litros (+18,03%).

A expectativa é de aceleração nas vendas nas próximas semanas, à medida que a queda de preços nas usinas seja repassada ao consumidor final, aumentando a competitividade do etanol frente à gasolina.

CBios: setor já avança no cumprimento das metas do RenovaBio

Dados da B3 até 29 de abril indicam a emissão de 14 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios) em 2026.

O volume disponível para negociação já soma 25,13 milhões de créditos. Considerando os CBios emitidos e os já aposentados, o setor já disponibilizou cerca de 60% do total necessário para o cumprimento das metas do RenovaBio neste ano.

Análise: etanol ganha protagonismo em meio a incertezas globais

O início da safra 2026/2027 confirma uma tendência estratégica: maior direcionamento da cana para a produção de etanol, impulsionado por fatores como:

  • demanda doméstica consistente
  • políticas de descarbonização
  • maior previsibilidade no mercado interno
  • cenário internacional de incertezas energéticas

Com isso, o setor sucroenergético reforça seu papel na matriz energética brasileira, ao mesmo tempo em que ajusta sua produção às condições de mercado, buscando maior rentabilidade e segurança comercial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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