AGRONEGÓCIO
Inovações Agrícolas da Corteva Agriscience em Destaque na Expodireto Cotrijal
Publicado em
6 de março de 2024por
Da RedaçãoA Corteva Agriscience marca presença na 24ª edição da Expodireto Cotrijal, a renomada feira agrícola da Região Sul, que ocorre de 4 a 8 de março em Não-Me-Toque (RS). Durante o evento, a empresa destaca suas últimas inovações em sementes, defensivos agrícolas e biológicos, demonstrando seu compromisso com a maximização da produção e a proteção dos agricultores do Rio Grande do Sul.
Experiências Imersivas em Boas Práticas Agrícolas
A Corteva, em sua busca por promover uma agricultura mais segura, produtiva, responsável e sustentável, apresenta a Área de Boas Práticas Agrícolas (BPA). Neste espaço, os agricultores terão acesso a experiências de realidade virtual e simulador de deriva por meio de óculos 3D. Essa imersão abrange tópicos essenciais como o Manejo Integrado de Doenças (MID) e o Manejo Integrado de Pragas (MIP), enfatizando a aplicação de fungicidas e a atuação das proteínas Bt nas pragas. Após a experiência, os visitantes podem testar seus conhecimentos em um quiz sobre boas práticas agrícolas.
Programa de Aplicação Responsável e Tecnologia Enlist®
Destaque também para o Programa de Aplicação Responsável (PAR), uma iniciativa da BPA que orienta sobre condições climáticas ideais para a aplicação de defensivos agrícolas, destacando fatores como temperatura, velocidade do vento e umidade relativa do ar. Um simulador de deriva estará disponível para ilustrar como práticas agrícolas corretas contribuem para a redução da deriva.
Entre as principais inovações apresentadas, o Sistema Enlist® assume papel de destaque, oferecendo uma experiência completa ao agricultor, com diversidade de herbicidas, conveniência na aplicação e flexibilidade de uso. As sementes Enlist E3® e Conkesta E3®, tolerantes aos herbicidas Enlist® Colex-D®, glifosato e glufosinato de amônio, demonstram a busca contínua da Corteva por soluções integradas.
Cultivares e Híbridos de Alto Desempenho
A Brevant® Sementes, marca da Corteva, exibe seu robusto portfólio de milho, soja e sorgo. Entre os destaques estão cultivares de soja com a biotecnologia Conkesta E3®, proporcionando controle de lagartas e manejo eficaz de plantas daninhas com o herbicida Enlist® Colex-D. Os híbridos de milho, como o B2315PWU e o B2741PWU, evidenciam a inovação contínua da marca, oferecendo alta estabilidade de produção e tolerância ao estresse hídrico.
Tratamento de Sementes e Biotecnologia
A Corteva reforça seu compromisso com a pesquisa e desenvolvimento ao apresentar o nematicida biológico Lumialza™ e o inseticida Dermacor®, proporcionando soluções eficazes para o controle de nematoides e pragas iniciais. A marca LumiGENTM engloba tratamentos de sementes industrial nas culturas de milho, soja e sorgo, priorizando qualidade, germinação e raízes saudáveis.
A Revolução Biológica e Proteção de Cultivos
A Corteva destaca seu recente investimento na área de biológicos com o lançamento do Utrisha™ N, um fixador biológico de nitrogênio inovador. Aplicado de forma foliar, o Utrisha™ N utiliza a bactéria Methylobacterium symbioticum para captar nitrogênio do ar, promovendo vitalidade e potencial de crescimento às plantas.
Na área de Proteção de Cultivos, a Corteva apresenta seu portfólio completo de fungicidas, herbicidas e inseticidas, incluindo produtos como Viovan®, Aproach Power®, Paxeo®, Gapper®, Expedition®, Exalt® e Intrepid Edge®. Essas soluções, que contam com o princípio ativo OnmiraTM Active, proporcionam controle eficiente das principais pragas e doenças, priorizando a seletividade e a sustentabilidade.
A Corteva Agriscience reafirma seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade, oferecendo aos agricultores ferramentas avançadas para enfrentar os desafios do setor agrícola, consolidando sua posição como referência no mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio + Assessoria
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Agronegócio incorporou 190 mil trabalhadores no primeiro trimestre e viu renda crescer 2,7%
Published
26 minutos agoon
25 de agosto de 2026By
Da Redação
As atividades desenvolvidas dentro das propriedades rurais incorporaram cerca de 190 mil trabalhadores no primeiro trimestre de 2026. O crescimento de 2,5% na comparação com o mesmo período do ano passado ocorreu tanto na agricultura quanto na pecuária e ajudou a limitar a redução do emprego nos demais segmentos do agronegócio.
O avanço da ocupação dentro da porteira foi acompanhado pela valorização da renda. Consideradas todas as categorias de trabalhadores, a massa de rendimentos do agronegócio atingiu R$ 68,90 bilhões, crescimento real de 2,7% em um ano, já descontada a inflação.
Os dados fazem parte do levantamento sobre o mercado de trabalho do agronegócio elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
A agricultura ampliou em 1,8% o número de pessoas ocupadas. Na pecuária, o crescimento chegou a 3,7%. O movimento mostra que, apesar da pressão sobre as margens e das dificuldades de acesso ao crédito, a produção agropecuária continuou demandando trabalhadores no início do ano.
Entre as atividades agrícolas, o cultivo de café registrou aumento de 26,9% na ocupação. O contingente empregado na cana-de-açúcar cresceu 13,9%, enquanto a horticultura apresentou avanço de 5,6%.
Na produção animal, a aquicultura teve crescimento de 40,8% no número de ocupados. Também foram registrados avanços na criação de aves, de 26,4%, na suinocultura, de 18,7%, e em outras atividades pecuárias, de 30,6%.
Os percentuais não representam necessariamente a criação de empregos com carteira assinada, uma vez que o levantamento considera diferentes formas de ocupação. Ainda assim, indicam que a produção primária absorveu mão de obra enquanto outras partes da cadeia reduziram seus quadros.
No conjunto do agronegócio, o número de ocupados recuou 1% em relação ao primeiro trimestre de 2025, com a saída de aproximadamente 267,3 mil pessoas. Mesmo após a queda, o setor manteve 27,79 milhões de trabalhadores, o equivalente a 25,73% de toda a população ocupada no Brasil.
Isso significa que aproximadamente um em cada quatro brasileiros que trabalham permanece ligado ao agronegócio. O cálculo inclui a produção dentro das propriedades, os fornecedores de insumos, as agroindústrias e os serviços necessários para transportar, armazenar, comercializar e distribuir os produtos.
A redução total ficou concentrada fora das propriedades. Os agrosserviços perderam cerca de 308 mil trabalhadores, retração de 2,9%. Nas agroindústrias, o número de ocupados diminuiu em aproximadamente 148,5 mil, queda de 3,1%. O segmento de insumos registrou redução de 1,2%, correspondente a 3,8 mil trabalhadores.
Sem as quase 190 mil novas ocupações registradas na produção primária, portanto, a retração do mercado de trabalho do agronegócio teria sido significativamente maior.
Outro resultado positivo apareceu nos rendimentos. O ganho médio mensal dos empregados do agronegócio chegou a R$ 2.886, com aumento real de 4,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Entre os empregadores, a renda média alcançou R$ 8.961, crescimento de 9,7%, também acima da inflação.
A massa de rendimentos dos empregados e demais trabalhadores assalariados atingiu R$ 43,16 bilhões, avanço real de 1,4%. Entre os trabalhadores por conta própria, o valor chegou a R$ 16,70 bilhões, alta de 3,5%. A massa de renda dos empregadores aumentou 7,5%, para R$ 9,05 bilhões.
O trabalho por conta própria foi a única posição na ocupação que apresentou crescimento. O grupo ganhou aproximadamente 120,2 mil pessoas, alta de 1,8% em um ano. O resultado ajudou a compensar parte das perdas entre empregados, empregadores e trabalhadores familiares auxiliares.
A expansão desse grupo, entretanto, exige uma leitura cuidadosa. O trabalho por conta própria pode representar empreendedorismo e prestação de serviços especializados, mas também pode refletir a substituição de vínculos formais por formas de ocupação com menor proteção trabalhista.
O levantamento também aponta uma mudança no nível de qualificação exigido pelo setor. O agronegócio incorporou aproximadamente 72,9 mil profissionais com ensino superior, crescimento de 1,6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
Isan Rezende
Ao mesmo tempo, diminuiu a participação dos trabalhadores sem instrução e daqueles com ensinos fundamental e médio. O movimento mantém a trajetória de aumento da escolaridade média e acompanha a adoção de máquinas, sistemas digitais, agricultura de precisão, automação, análise de dados e novas técnicas de gestão.
A participação feminina também voltou a crescer, embora o número absoluto de mulheres ocupadas tenha recuado. A ocupação entre os homens caiu 1,2%, enquanto entre as mulheres a retração foi menor, de 0,5%. Com isso, elas ampliaram sua presença proporcional na força de trabalho do agronegócio.
SINAIS DE ALERTA – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, o primeiro trimestre mostra dois movimentos distintos. “A cadeia como um todo passou por um ajuste depois de sucessivos recordes de ocupação, principalmente nos serviços e nas agroindústrias. Dentro das propriedades, porém, agricultura e pecuária contrataram mais trabalhadores, elevaram a presença de profissionais qualificados e contribuíram para o crescimento real da renda gerada pelo setor”.
“Os quase 190 mil trabalhadores incorporados pela produção dentro das propriedades mostram que o campo continua gerando oportunidades, mas o resultado não pode ser analisado isoladamente. O agronegócio como um todo perdeu mais de 267 mil pessoas ocupadas em um ano, com retração principalmente nos serviços e nas agroindústrias. É um alerta de que nem todos os elos da cadeia atravessam o mesmo momento”, afirma Isan.
“Emprego depende de investimento, e o produtor está enfrentando juros elevados, margens menores e um endividamento que limita sua capacidade de contratar, comprar máquinas e ampliar a produção. A renegociação das dívidas rurais precisa sair do papel e chegar efetivamente às propriedades, acompanhada de crédito acessível, seguro rural e condições para que produtores economicamente viáveis retomem seus projetos”, acrescenta.
“Se o Brasil não resolver esses gargalos, a redução observada nos serviços e na agroindústria pode alcançar outras partes da cadeia. O país precisa combinar crédito, segurança jurídica, infraestrutura, inovação e qualificação profissional. Quando o produtor recupera capacidade de investir, o efeito não fica apenas dentro da porteira: alcança o comércio, o transporte, a indústria e milhares de famílias que dependem do agronegócio”, conclui Rezende.
Fonte: Pensar Agro
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