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Técnicos da Emater-MG de várias regiões farão imersão em cafeicultura durante a Semana Internacional do Café

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Em uma ação inédita, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) trará 35 extensionistas de várias regiões do estado para uma visita guiada à Semana Internacional do Café (SIC). O evento será realizado nos dias 8, 9 e 10 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte, e deve reunir mais de 20 mil pessoas, de cerca de 40 países.

O coordenador estadual de Culturas da Emater-MG, Sérgio Brás Regina, explica que a visita dos técnicos, coordenadores e gerentes regionais será em formato de capacitação. “A nossa intenção é proporcionar a esses colegas extensionistas uma imersão no mundo dos cafés. Já selecionamos os temas das palestras que entendemos ser as mais apropriadas, além de outras atividades, como visitas aos estandes, para que eles conheçam o negócio dos cafés fora da porteira”, afirma.

Sérgio, que está responsável pela coordenação das atividades da Emater-MG durante a 11ª SIC, adianta ainda que será realizado um cupping (prova da bebida), com os vencedores dos concursos de qualidade dos municípios de Serranópolis de Minas e Santo Antônio do Retiro, ambos no Norte de Minas. “Vamos aproveitar para mostrar aos extensionistas visitantes todos os detalhes de um cupping, que é um momento para avaliar a qualidade dos cafés. E vamos apresentar esses produtos a compradores de vários países e de várias regiões do Brasil”, informa o coordenador estadual.

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Além disso, a Emater-MG, juntamente com as outras vinculadas à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Epamig e IMA), estará presente no estande do Governo de Minas. “Vamos participar do Plantão Técnico, com o apoio de colegas no Departamento Técnico da empresa, para tirar dúvidas sobre a produção de café e políticas públicas disponíveis para o setor. E também teremos cafeicultores participantes do CertificaMinas Café, que irão apresentar seus produtos e oferecer degustação dos seus cafés. A cada dia do evento, serão três produtores diferentes”, detalha Sérgio Brás Regina.

Ele destaca que a SIC é uma oportunidade importantíssima de troca de conhecimentos e experiências na cafeicultura. “É a única vez no ano em que todo o setor se encontra em um mesmo espaço. Produtores, pesquisadores, estudantes, extensionistas, torrefadores, cafeterias, baristas, exportadores, enfim, todo mundo junto. É o grande momento da cafeicultura, justamente na capital do maior estado produtor do Brasil, que por sua vez é o maior exportador mundial do café”, diz Sérgio, com entusiasmo.

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Os 35 profissionais da Emater-MG selecionados para a visita guiada à Semana Internacional do Café já atendem cafeicultores em suas regiões, e foram selecionados tendo como critério os municípios com maior potencial de desenvolvimento da cafeicultura.

A 11ª Semana Internacional do Café é promovida pelo Governo de Minas, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), em parceria com o Sistema Faemg Senar, o Sebrae Minas e a Espresso&CO. A programação inclui palestras, workshops, degustações, cursos e competições, como um campeonato de baristas (profissionais especializados no preparo da bebida). A programação completa do evento e o link para inscrições estão no site www.semanainternacionaldocafe.com.br.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Emater-MG

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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