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Nova Política Industrial: Investimento de R$ 20 Bilhões Impulsionará Mecanização na Agricultura Familiar

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A apresentação da nova política industrial pelo governo federal destaca um investimento expressivo de R$ 20 bilhões destinado à mecanização da agricultura familiar. Segundo informações divulgadas hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a “Missão 1” do programa denominado “Nova Indústria Brasil” concentra-se na cadeia agroindustrial, visando promover projetos sustentáveis para as áreas de segurança alimentar, energética e nutricional. Esses recursos serão direcionados à aquisição de máquinas nacionais destinadas à agricultura familiar até o ano de 2033.

Dentro das metas delineadas pelo programa, o governo almeja atingir a marca de 70% de mecanização nos estabelecimentos de agricultura familiar, atualmente em 18%. O programa estabelece que 95% das máquinas e equipamentos para a agricultura familiar devem ser de origem nacional, promovendo, segundo o MDIC, um aumento significativo na produtividade agrícola e o fortalecimento da indústria de máquinas.

No âmbito da cadeia agroindustrial, o governo prioriza áreas como a fabricação de equipamentos para agricultura de precisão e de biofertilizantes. O MDIC destaca a possibilidade de financiamentos com recursos não reembolsáveis para fertilizantes e defensivos com nanotecnologia ou biotecnologia, bem como produtos de maior valor agregado baseados em biomassa. Outras ações incluem o melhoramento genético animal e vegetal, a redução da pegada de carbono na atividade agropecuária, e projetos de soluções biotecnológicas para nutrição e defesa de plantas e proteínas animais. O financiamento para esses projetos será disponibilizado com recursos reembolsáveis, com juros de Taxa Referencial (TR) mais 2% ao ano.

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No escopo agroindustrial, o MDIC projeta a expansão do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o reajuste dos valores do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), a racionalização das taxas portuárias e aprimoramento do sistema de garantias. A meta ambiciosa do governo é aumentar a participação do setor agroindustrial no PIB agropecuário de 23% para 50% até o ano de 2033.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cafés premium crescem no Brasil e ampliam participação em lares de diferentes classes sociais

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O mercado de cafés premium segue em forte expansão no Brasil e já alcança uma parcela cada vez maior dos lares. Segundo levantamento da Worldpanel by Numerator, a penetração da categoria passou de 26,9% em 2024 para 34,2% em 2025, evidenciando a consolidação dos cafés diferenciados no consumo diário dos brasileiros.

O crescimento ocorre de forma disseminada entre todas as classes sociais, com destaque para o avanço entre consumidores das classes DE, onde a participação saltou de 20,6% para 29,7%. O movimento indica a democratização do acesso a cafés com maior valor agregado, antes mais concentrados em públicos específicos.

Mudança de comportamento impulsiona consumo de cafés de maior qualidade

O aumento da presença dos cafés premium nos lares brasileiros reflete uma transformação no perfil de consumo da bebida no país. Produtos associados à qualidade superior, origem controlada e diferenciação sensorial passam a integrar a rotina de um público mais amplo e diverso.

Especialistas do setor apontam que o consumidor brasileiro está mais aberto à experimentação e à valorização de atributos como aroma, sabor, rastreabilidade e métodos de produção, impulsionando toda a cadeia produtiva, da lavoura à indústria.

Cooxupé amplia aposta em cafés especiais e registra forte crescimento

O avanço da demanda por cafés diferenciados também se reflete na produção. Na Cooxupé, maior cooperativa de café arábica do mundo, o programa Especialíssimo — desenvolvido em parceria com a SMC Specialty Coffees — evidencia a crescente valorização da qualidade.

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Desde 2019, o volume de lotes encaminhados para avaliação aumentou 389%, enquanto a participação de cooperados no programa cresceu 678%, reforçando a adesão dos produtores à produção de cafés especiais.

Os grãos selecionados no último ano foram exportados para mercados exigentes como Japão, Reino Unido, Estados Unidos, Coreia do Sul, Itália, Grécia, Israel, Alemanha e Bélgica, além de integrarem blends exclusivos da indústria torrefadora da cooperativa.

Indústria reforça portfólio e aposta em novas experiências de consumo

A valorização dos cafés premium também é observada na indústria de torrefação da Cooxupé. Segundo o gerente de Planejamento da Torrefação Cooxupé, Daniel Salguele, o comportamento do consumidor tem se tornado mais sofisticado e diversificado.

De acordo com o executivo, cresce a busca por categorias superiores, gourmet e especiais, com consumidores mais atentos à origem do produto e às experiências sensoriais proporcionadas pela bebida.

Linha premium ganha novos formatos e amplia acesso ao consumidor

O crescimento da demanda levou à ampliação do portfólio da Torrefação Cooxupé. Entre os lançamentos recentes estão o Prima Qualità Superior moído 250 gramas e o Prima Qualità Gourmet em grãos 250 gramas, desenvolvidos para atender consumidores que desejam experimentar cafés diferenciados em embalagens menores e mais acessíveis.

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A linha de cafés especiais também foi expandida com novas versões em grãos do Prima Qualità Cultivado por Mulheres e do Prima Qualità Especialíssimo, alinhadas à tendência de valorização de métodos de preparo que priorizam moagem na hora e maior preservação dos atributos sensoriais.

Segundo Salguele, o interesse do público por diferentes formas de preparo tem impulsionado a inovação. “A moagem na hora proporciona uma experiência mais completa, com maior percepção de aroma e frescor. Nosso objetivo é oferecer opções que atendam perfis variados, sempre priorizando a qualidade”, afirma.

Mercado de cafés especiais se expande e amplia opções ao consumidor

Além das linhas premium, o portfólio da Cooxupé inclui o Café Evolutto Premium, produto 100% arábica, além dos solúveis Evolutto Premium Granulado e Prima Qualità Liofilizado.

O conjunto de produtos reforça a estratégia da cooperativa de atender diferentes perfis de consumo e ocasiões, acompanhando a evolução do mercado brasileiro de cafés, que segue em trajetória de valorização da qualidade, da origem e da experiência sensorial.

Fonte: Portal do Agronegócio

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