AGRONEGÓCIO

Radiografia do Agro destaca a contribuição do campo para a balança comercial goiana

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As exportações do agronegócio goiano somaram US$ 11,7 bilhões em 2022. O valor superou em 62,8% o faturamento de 2021 e representou 82,9% de todas as vendas externas de Goiás no ano passado. Números como estes, que ajudam a compreender a importância do agro para a economia estadual, estão na quarta edição da Radiografia do Agro. A publicação é uma iniciativa do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), e acaba de ser disponibilizada ao público no site do órgão (link abaixo).

O amplo panorama das vendas externas de Goiás é uma das novidades da quarta edição da Radiografia do Agro. A publicação traz o ranking dos produtos goianos que registraram maiores participações nas exportações brasileiras em 2022. Revela também os principais destinos dos produtos agropecuários goianos no exterior, e a posição de Goiás no ranking de estados exportadores. Uma série histórica aponta que o agronegócio goiano atingiu, no ano passado, o maior faturamento dos últimos dez anos e também a maior participação no total das vendas externas goianas.

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Além de painéis inéditos com dados gerais sobre Valor Bruto de Produção Agropecuária VPB) e Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, a nova Radiografia do Agro oferece informações detalhadas sobre o desempenho de 46 segmentos da agricultura, pecuária e silvicultura goianas — da produção de abacate à de madeira em tora. Os números são apresentados por meio de gráficos, mapas e rankings, englobando informações como produção, exportações, cotações de preços e principais produtores municipais e estaduais.

“A Radiografia do Agro possibilita esse olhar abrangente e ao mesmo tempo detalhado do setor primário goiano. Reúne uma vasta gama de dados consolidados de várias fontes — Conab, IBGE e outros — e processa esses dados para entregar ao leitor um produto fácil de ler e compreender”, destaca o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende. “É um registro histórico deste momento do nosso agro e também uma ferramenta estratégica de gestão, uma vez que hoje em dia qualquer decisão na esfera pública ou privada se baseia em dados objetivos”, completa.

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A Radiografia do Agro é produzida pela Gerência de Inteligência de Mercado Agropecuário da Seapa, departamento ligado à Superintendência de Produção Rural. Entre as fontes utilizadas no trabalho estão pesquisas e levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa). A íntegra do periódico está disponível em PDF no link.

Fonte: Comunicação Setorial da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa GO)

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

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Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

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A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

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O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

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