Saúde

Consultor da Opas vê pouco avanço em redes regionais de saúde

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O consultor Renilson Rehem, da Organização Pan-americana da Saúde (Opas), afirmou, nesta segunda-feira (30), que, embora, nos anos 2000, o debate sobre a estruturação de redes regionais de saúde tenha sido retomado com mais intensidade, o que se vê na prática é pouco avanço. A avaliação foi compartilhada em uma mesa do semináro internacional 35 anos do SUS – SP, promovido pela Opas, Instituto Butantan e governo de São Paulo, entre outras entidades.

Como principal obstáculo no contexto abordado, Rehem destacou que a implementação de políticas públicas fica fortemente condicionada a acordos políticos. Além disso, ele disse que é preciso haver financiamento disponível.

“Nosso sistema, do ponto de vista de governança, é muito diferente do italiano. No nosso caso, a regionalização, entendida como construção de redes regionais, depende de acordo político, o que torna esse processo muito mais complexo”, afirmou.

Para Rehem, uma das formas de facilitar o processo é que o estado demonstre disposição para provocar uma abertura de diálogo com os municípios. “Outro passo que a gente deu foi trazer para o processo os próprios prestadores, o que, no caso de São Paulo, abrange prestadores de serviços públicos e filantrópicos”, disse o consultor da Opas, mencionando o que ocorreu no âmbito da unidade federativa.

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Na Itália

Um dos participantes do seminário, no período da manhã, foi o conselheiro de saúde Sergio Venturini, da região Emília Romagna, na Itália. Segundo Venturini, de modo geral, os serviços na área da saúde são gratuitos, mas o governo cobra por alguns, quando o usuário tem mais condições financeiras, tomando como base uma tabela de valores que variam conforme a renda.

Em sua fala, Venturini enumerou fatores que considera impedimentos à universalização dos serviços de saúde, entre os quais estão as listas de espera para atendimento, a crise das profissões de saúde e a migração de profissionais, que, no caso da Itália, segundo ele, têm sido atraídos para locais como Emirados Árabes Unidos, por causa das propostas de elevados salários.

O conselheiro italiano citou ainda as interferências dos seres humanos no meio ambiente e a crise climática que o mundo vive atualmente, cenário que envolve aquecimento global, a primazia da agricultura, os índices crescentes de desmatamento, a escassez de água e a poluição do ar, conjunto de elementos que aumenta a incidência de doenças não transmissíveis.

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“Nós não falamos sobre isso, falamos quando tem alguma crise de temperatura, quando não chove, mas, na minha opinião, deveriam ter mais interesse por isso. No meu país, pelo menos”, argumentou. “Estamos falando de saúde planetária, uma política da saúde para todos.”

Fonte: EBC SAÚDE

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Saúde

Ministério da Saúde abre inscrições para observatório de boas práticas de equidade no SUS

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Uma iniciativa dedicada à troca de experiências dos profissionais de saúde, com foco em fortalecer a equidade na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS): esse é objetivo do Observatório de Boas Práticas de Equidade, lançado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (1º). As inscrições para a divulgação das iniciativas de já estão abertas e seguem até 20 de maio.

O observatório possibilitará a análise e a divulgação de projetos de gestão do cuidado já realizados em diferentes localidades. A ideia é que as trabalhadoras e os trabalhadores compartilhem seus conhecimentos produzidos na prática profissional do dia a dia e, assim, contribuam para a melhoria do atendimento e da organização dos serviços.

Para a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, esse espaço valoriza as iniciativas dos profissionais e incentiva o compartilhamento de saberes. “O observatório vai revelar as inovações da atenção primária que acontecem no cotidiano dos serviços. O papel do Ministério da Saúde é justamente dar visibilidade a essas experiências e criar condições para que elas ganhem escala, contribuindo para um SUS mais resolutivo e equitativo”, detalha.

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As experiências selecionadas terão seus relatos disponibilizados no site “APS nos territórios”, além de compor uma publicação institucional do Ministério da Saúde.

Eixos temáticos

As iniciativas inscritas, além de apresentarem soluções relevantes para o SUS, deverão estar obrigatoriamente vinculadas a um dos três eixos temáticos seguintes: equidade e acesso; cuidado integral e saúde mental; e participação social.

O primeiro abarcará ações e estratégias para diminuir desigualdades em saúde e superar barreiras geográficas, institucionais e sociais no acesso da população ao cuidado. Já o segundo terá ações intersetoriais de cuidado e acolhimento e de atenção em saúde mental com ênfase para populações em situação de vulnerabilidade. O terceiro reunirá iniciativas de fortalecimento do vínculo entre os serviços de saúde e o território.

Quem pode se inscrever   

Todos os profissionais de saúde da atenção primária que trabalham em espaços de saúde cadastrados e ativos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) poderão participar. As propostas, que devem ser inovadoras e originais, precisam estar adequadas às diretrizes do SUS.

Confira os profissionais que atuam em equipes e serviços da atenção primária à saúde que podem participar:

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*Nos casos de experiências realizadas nos CEO, LRPD e Sesb, as inscrições devem ser realizadas por pelo menos um dos profissionais que atuam nesses estabelecimentos. 

Acesse a página de inscrição do Observatório de Boas Práticas de Equidade na APS

Acesse também o passo a passo para a inscrição.

Acesse o cronograma completo, critérios de análise e outros detalhes nas orientações.

Agnez Pietsch
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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