Devido ao processo de integração do sistema de identificação civil à nova plataforma da Receita Federal, a Perícia Oficial e Identificação técnica (Politec) necessitará reduzir os atendimentos e suspender temporariamente a emissão das carteiras de identidade nacionais. A medida atende a determinação do Governo Federal, na qual todos os estados deverão se adequar ao novo sistema de emissão de carteira de identidade nacional.
Entre os dias 25 de setembro e 06 de outubro haverá redução na capacidade de atendimento em 50% em todos os postos de identificação, que passarão a funcionar no horário das 8h às 12h. De 9 a 11 de outubro os atendimentos nos postos de identificação e a emissão das carteiras de identidade serão suspensos temporariamente.
As atualizações sistêmicas visam trazer maior eficácia e segurança ao processo de emissão das Carteiras de Identidade Nacionais e são necessárias para ajustes ao novo sistema de integração de dados com a Receita Federal, visto que a CIN adota o número do CPF como um número único do documento.
Conforme a Diretora Metropolitana de Identificação Técnica, Angela Quatti Nogarol, durante o período de redução e suspensão dos atendimentos, os papiloscopistas da capital realizarão uma força-tarefa para a conclusão dos processos de carteiras de identidade já iniciados. “As medidas de redução nos atendimentos por duas semanas e suspensão por três dias visa possibilitar que todos os processos já iniciados no atual sistema sejam finalizados até o dia 14 de outubro de 2023, a fim de evitar que os processos sejam refeitos. Além da necessidade de realização de testes bem como capacitações dos servidores’’, ressaltou a Diretora.
No mês de março, o Estado de Mato Grosso lançou o sistema de emissão da Carteira de Identidade Nacional sendo o quarto estado a emitir o novo modelo em todos os postos de identificação do estado simultaneamente. A busca pela nova Carteira de Identidade aumentou consideravelmente a demanda da Diretoria Metropolitana de Identificação Técnica, ao mesmo tempo em que as adequações sistêmicas ainda se tornam necessárias.
De março a 11 de setembro de 2023, a Politec já emitiu 166.644 carteiras de identidade nacionais em Mato Grosso.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.
Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.
O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.
Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.
Lavagem de dinheiro
As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.
Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.
Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.
“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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