Tribunal de Justiça de MT

Poder Judiciário de Mato Grosso

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Os 25 novos juízes(as) substitutos(as) estão tendo a oportunidade de vivenciar na prática a rotina de um magistrado. Nesta fase do Curso Oficial de Formação Inicial do Poder Judiciário de Mato Grosso (Cofi), eles têm acompanhado os trabalhos executados nas comarcas de Cuiabá e Várzea Grande.
 
No fórum várzea-grandense, os estudos foram implementados na Segunda e Terceira Vara Cíveis. “Eles presenciarão a rotina do gabinete, o dia a dia do magistrado, a gestão dos processos em gabinete, a relação gabinete e secretaria, bem como presenciarão as audiências de instrução”, assinalou o juiz Luís Otávio Pereira Marques, diretor do Foro.
 
A juíza substituta de Direito Rafaella Barbosa aprova a iniciativa. “Aqui a gente pode vivenciar, de fato, a rotina do magistrado. Ontem o magistrado que eu acompanhei demonstrou os sistemas que ele utiliza, como Sisbajud, Renajud, Infojud, dentre outros, e hoje eu vou acompanhar uma audiência”, afirmou.
 
“As aulas práticas eu acredito que tenha tanto peso ou até mais do que a parte teórica, que nós também vemos no curso. Essa é uma oportunidade, uma forma de nós conhecermos a estrutura, a atuação e as peculiaridades do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso”, complementou a juíza substituta de Direito Louisa Imperador.
 
Já no Fórum da Capital a aula foi realizada na Terceira, Sexta e Sétima Vara Cíveis. “A ideia hoje é apresentar primeiro o sistema OMNI, esclarecer a importância de dados para a instituição e para a gestão que eles irão exercer nas unidades, explicar como eles podem montar uma gestão eficaz, eficiente, dentro das comarcas que assumirão, e começar a apresentar o PJE. Serão passados também alguns processos ao final do dia para que eles atuem nesses processos, para que a gente possa avaliar e verificar a atuação deles na prática, redigindo sentenças, decisões”, observou o juiz Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, titular da Terceira Vara Cível.
 
“É essencial na vida cotidiana do magistrado, que chegando nas comarcas já terá esse suporte prático, do dia a dia, e isso vai dar mais segurança, eficiência e praticidade ao magistrado”, observou o juiz substituto Ricardo Maziero. “A experiência é única, é inovadora, justamente porque no Estado que eu venho não tínhamos esse sistema, um sistema novo, principalmente em relação ao OMNI, que traz uma figura, um retrato de todo o processo, o andamento da unidade como um todo, isso é algo que me trouxe conhecimento e vai agregar para minha atividade nutricional”, avaliou o juiz substituto Fernando Maeda.
 
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: imagem colorida onde aparecem os juízes substitutos atentos, em pé, acompanhando uma atividade no Fórum de Várzea Grande. Imagem 2: imagem colorida onde aparecem os juízes substitutos sentados em uma mesa, atentos à explanação de um magistrado que fala enquanto gesticula. Ao fundo, uma tela grande com algumas imagens coloridas.
 
Lígia Saito (com informações da TV.JUS)
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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