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Abertas as inscrições para o curso preparatório do Enem na Escola do Legislativo

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A Escola do Legislativo está com as inscrições abertas para os cursos de Português e Espanhol, preparatórios para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Gramática em Língua Portuguesa, Espanhol para iniciantes e Inglês para viagens. Os cursos são abertos aos servidores da Casa de Leis e ao público em geral.

“Os cursos preparatórios para o Enem terão início agora, já na segunda quinzena de agosto, e se estendem até novembro, com possibilidade de aulas às sextas-feiras ou aos sábados. Ainda iremos definir qual dia da semana ficará melhor para atender os alunos interessados nessa capacitação, por conta da carga horária que eles já têm que cumprir nas escolas”, explicou a gerente pedagógica da ELMT, Bianca Carvalho.

“Já cursos de grade fixa, como por exemplo de Inglês para viagens, terá início no dia 26 de agosto, com duração de dois meses e meio” . As aulas acontecem aos sábados, na sala 32, na sede da Assembleia Legislativa, das 9h às 11h.

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Ainda conforme a gerente, esses cursos oferecidos pela ELMT são gratuitos e estão disponíveis na modalidade presencial, com carga horária de cerca de 25 horas, cada aula terá aproximadamente duas horas de duração. 

Todas as informações sobre os cursos estão disponíveis no site da Casa de Leis, basta acessar www.al.mt.gov.br/institucional/escola-legislativo ou pelo telefone: (65) 3313- 6930.

Durante todo ano, a ELMT oferece cursos de pós-graduação e de EaD – Educação a Distância. Em breve, serão ofertadas capacitações para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), para os ensinos fundamental e médio, além de saúde e bem-estar.

Fonte: ALMT – MT

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Audiência pública discute caminhos para fortalecer economia indígena em MT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) discutiu economia indígena e caminhos para fortalecer a autonomia dos povos originários no estado em audiência pública na tarde desta quarta-feira (15). O debate foi proposto pela deputada estadual em exercício Eliane Xunakalo (PT).

Na avaliação da parlamentar, é importante entender melhor a realidade econômica nas aldeias. “A ideia de discutir a economia indígena é para que possamos trazer propostas e levá-las ao poder executivo. Há uma ausência de políticas, talvez por não compreenderem quais são as nossas necessidades”, afirmou.

Eliane ressaltou que a economia indígena é diversa e envolve diferentes cadeias produtivas. “Temos a economia de subsistência, a agricultura familiar, onde se vende o excedente, e também povos que trabalham com monocultura. Precisamos entender essa dinâmica para apoiar desde a produção até a comercialização”, explicou.

Durante a audiência, lideranças e representantes de instituições também apontaram desafios como falta de assistência técnica, dificuldades logísticas e acesso limitado a mercados. O coordenador da Operação Amazônia Nativa (Opan), Ivar Busatto, destacou que o cenário atual exige novas estratégias. “As formas tradicionais de sustento continuam importantes, mas hoje não bastam sozinhas para garantir qualidade de vida. É fundamental investir em educação e em uma assistência técnica forte, que respeite a diversidade de cada povo”, disse.

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Ele reforçou ainda a importância de garantir a segurança alimentar e avançar na geração de renda. “A produção tradicional responde por grande parte das necessidades básicas. A partir disso, é preciso pensar na comercialização do excedente, com apoio à logística, feiras e até ao turismo”, pontuou.

Foto: Helder Faria

Conforme destacado durante a discussão, os povos indígenas atualmente precisam de renda para adquirir itens que não produzem, acessar serviços essenciais como saúde, educação e transporte, e enfrentar as mudanças ambientais e pressões externas que impactam seus territórios. “As mudanças climáticas têm impactado nossas plantações, com períodos de seca e chuva desregulados, o que dificulta o trabalho nas roças. Já tivemos situações em que a mandioca acabou cozinhando na própria terra por causa do calor”, relatou Suyani Terena. Ela é vice-presidente de um projeto que tem fortalecido a agricultura familiar, com protagonismo feminino na Aldeia Enawenê-Nawê, em Sapezal.

A experiência no local demonstra que o apoio faz diferença, uma vez que contam com assistência da Empaer em parceria com o município. “Trabalhamos com foco nas mulheres e na segurança alimentar. Hoje temos cerca de 30 mulheres atuando diariamente na terra, produzindo alimentos como mandioca, macaxeira e abóbora para o consumo e também para a venda. Mas precisamos de mais apoio para ampliar as culturas, incluindo o fortalecimento de pomares, da produção de citros e de alimentos tradicionais como a mandioca e a araruta”, explicou Suyani Terena.

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Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Nelson Borges afirmou que o governo federal busca ampliar o apoio às comunidades. “Estamos trabalhando para aumentar o número de parcerias nos municípios e viabilizando financiamentos, como o Pronaf A Indígena. Também vamos promover feiras para fortalecer a comercialização dos produtos”, destacou o superintendente em Mato Grosso.

A deputada Eliane Xunakalo reforçou que as propostas debatidas serão encaminhadas ao Executivo estadual. “Vamos direcionar as demandas às secretarias para provocar ações concretas. Esse espaço é justamente para ouvir os povos e construir soluções”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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