OPINIÃO

Dia da advocacia: momento de celebração e reflexão

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Itallo Leite*

O dia 11 de agosto é um dia de festa para a advocacia. Junto da celebração, é de fundamental importância que a data também seja usada para a reflexão. Para avaliarmos o estágio atual da profissão que escolhemos, pensarmos nos desafios que estão à nossa frente e reafirmarmos nosso compromisso inabalável com nossa vocação, a de promovermos, em todos os níveis, a justiça.

Para seguirmos fortes, coesos e unidos em defesa deste ideal, ao longo dos anos foram criadas estruturas voltadas exclusivamente para o apoio da advocacia, do advogado e de sua família, também fundamental na construção das nossas carreiras no Direito. Uma delas é a Caixa de Assistência dos Advogados (CAA), entidade que tenho a honra de presidir em Mato Grosso.

Ao aceitar esta missão, confiada a mim por meus pares, tinha em mente, como um mantra, que a principal causa da CAA/MT é justamente a vida dos advogados. Este é o nosso mantra, transformado em ações que, com certeza, auxiliam e muito os profissionais, seja na capital ou no mais distante município mato-grossense. E é orgulhosamente que apresento alguns destes resultados.

Por meio de uma parceria firmada com um plano de saúde, hoje a Caixa garante o atendimento médico com preços acessíveis a mais de 6,6 mil vidas. Já por meio da Telemedicina, que ganhou muita importância após a triste pandemia da Covid-19, foram registrados 30,5 mil consultas, sem nos esquecermos da saúde mental, viabilizada por meio do Programa Psicologia Viva, com outros mil atendimentos.

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Sabemos da importância e do quão único é o momento de gerar uma nova vida. Por isso, conseguimos viabilizar o pagamento de 319 auxílios-maternidade, que somam quase R$ 300 mil em recursos disponibilizados para as advogadas em um momento tão especial. Do mesmo modo, quando a família do advogado se fragiliza e sofre por uma partida, a Caixa esteve presente, repassando em 14 oportunidades o auxílio funeral.

E este apoio vai além da vida pessoal do advogado, se estende às questões profissionais. Com a pandemia, muitos profissionais passaram, por diversos motivos, a desmobilizar seus escritórios, passando a adotar o home office. Para apoiar estes advogados e aqueles que estão começando suas trajetórias, a Caixa criou o Meu Escritório, um espaço totalmente estruturado para assegurar o pleno exercício da advocacia, de forma gratuita. Foram 5,3 mil agendamentos nas duas unidades, de Cuiabá e Rondonópolis, e em breve a advocacia de Primavera do Leste também contará com esta comodidade. Aos jovens advogados, foram mais de mil certificados digitais entregues.

Mato Grosso tem dimensões desafiadoras, com longas distâncias e, por muitas vezes, os profissionais do interior não conseguem estar próximos da nossa capital. Para minimizar isso, ouvir as demandas dos profissionais de todos os municípios e entregar nossos serviços, retomamos a Caravana da Caixa. Levamos a estes profissionais do interior uma campanha de vacinação e a oportunidade de conversar sobre os desafios da nossa profissão. Capital e interior não pode ter diferença, devem ter a mesma importância na entrega dos produtos e serviços.

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É momento de celebrar. Comemorar nossa escolha, nossa vocação, nossa contribuição para uma sociedade melhor. É momento também de refletir, sobre nossa trajetória, sobre o futuro que nos espera e o que podemos fazer para que ele seja grandioso. Mas, acima de tudo, é momento de enaltecer a cada advogado, cada advogada, que dia e noite trabalha sem cessar em nome de um sentimento: a justiça.

*Itallo Leite é presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso

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Credibilidade não se negocia

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João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA
João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA

Por João Pedro

Eu não entrei no mercado médico por acaso. Entrei por observação. Em determinado momento, ficou claro para mim que muitos médicos enfrentavam dificuldade para acessar materiais de qualidade com rapidez e o suporte necessário. Aquilo não era apenas um problema pontual — era uma falha estrutural. E falhas, quando bem compreendidas, abrem espaço para quem está disposto a fazer diferente.

Sem vir da área da saúde, entendi desde o início que não bastava vender. Era preciso estudar, compreender os procedimentos e, principalmente, saber como gerar valor dentro da sala cirúrgica. Foi esse movimento que transformou uma oportunidade em especialização.

O começo não foi simples. A maior barreira era também a mais sensível: credibilidade. Em um ambiente onde não existe margem para erro, confiança não se constrói com discurso. Ela vem da presença, da consistência e da entrega — todos os dias, sem exceção.

Com o tempo, fui estruturando minha atuação em três pilares que sigo até hoje: agilidade, proximidade com o médico e curadoria técnica. Nunca fez sentido trabalhar com volume pelo volume. Sempre enxerguei mais valor em oferecer a solução certa, no momento certo. Naturalmente, a relação deixou de ser apenas comercial e passou a ser de parceria, dentro do próprio procedimento.

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Esse mercado exige que você jogue em duas frentes ao mesmo tempo: a técnica e a relacional. A técnica abre portas, mas é o relacionamento que sustenta. E a confiança, no fim, nasce de atitudes simples — estar presente quando importa, apoiar nos momentos críticos e nunca prometer além do que é possível cumprir.

Minha estratégia de crescimento seguiu essa lógica. Em vez de disputar por preço, optei por construir autoridade e fortalecer relações. Com o tempo, as indicações começaram a acontecer de forma natural — e, dentro desse setor, esse é provavelmente o ativo mais valioso.

Nem todas as decisões foram acertadas. Em algum momento, tentei competir apenas por preço e rapidamente entendi os limites dessa escolha. Foi quando passei a apostar em produtos mais tecnológicos e diferenciados que encontrei um caminho mais consistente de crescimento.

Nos bastidores, os maiores testes vieram com a imprevisibilidade da demanda. Manter a operação de pé, lidando com pressão financeira e emocional, exigiu maturidade e visão de longo prazo. Pensar em desistir aconteceu. Continuar, no entanto, foi uma decisão consciente.

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Com o amadurecimento, vieram também os processos, a padronização e uma gestão mais estruturada. Hoje, crescimento para mim está diretamente ligado à previsibilidade e ao fortalecimento das relações com clientes-chave.

Olhando para frente, o movimento do setor é claro: mais tecnologia, margens mais apertadas e uma exigência cada vez maior por resultado clínico. A tendência é que se destaquem aqueles que conseguem entregar uma solução completa — produto, suporte e logística funcionando de forma integrada.

É nesse grupo que quero estar. De forma consistente, com base sólida e crescimento sustentável.

Ser jovem ainda pode gerar alguma resistência, mas, no fim, o que sustenta qualquer posição nesse mercado são os resultados. E eles precisam falar por si.

Se eu tivesse que resumir tudo em uma ideia simples, seria essa: credibilidade não se constrói no discurso. Ela é consequência de presença, entrega e consistência. E, nesse mercado, isso não é diferencial — é requisito.

João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA. E-mail: [email protected]

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