Mato Grosso

A ESTRADA DE CHAPADA E O PORTÃO DO INFERNO

Publicado em

O ano era 2009 e eu era o representante da UFMT no CONSEMA, Conselho Estadual do Meio Ambiente. Nas conversas com amigos, ouvia sempre a reclamação do uso indevido daquela estrada por carretas, bitrens e até treminhões.

Em uma reunião do Conselho, narrei o fato, que sensibilizou a todos e foi proposta a criação de uma comissão para estudar e apresentar ao pleno a solução por nós encontrada. Foram indicados para a tarefa o Biólogo Keve Zobogany de Silimon, o Engenheiro Civil representante do CREA MT André Schuring, o Advogado representante da SEMA MT Arnaldo Leite Filho e eu. Após quatro reuniões,
tínhamos uma proposta pronta para ser apresentada, levando em consideração que essa estrada tinha particularidades que precisavam ser observadas: é Estrada Parque, apresenta muita sinuosidade, aclives e declives, além do estrangulamento no trecho conhecido como Portão do Inferno.

Tudo que propusemos estava e está de acordo com a Norma Técnica, estabelecida pelo DNIT. Eram então as seguintes recomendações: veículos com no máximo três eixos e capacidade máxima de carga, de 24T. Apresentada ao pleno, a proposta foi aprovada por unanimidade, apesar de alguns acharem 24T muita carga para essa estrada, porém explicamos que estávamos seguindo norma
nacional. Com a aprovação, na sequência, foi editada a norma para uso dessa estrada.

Leia Também:  Mato Grosso vai receber mais uma grande usina de etanol de milho

Para nosso espanto, ao contrário do que imaginávamos, as reclamações foram muitas. Pecuaristas alegaram que os caminhões boiadeiros tinham mais de três eixos. Os comerciantes locais, que recebiam materiais principalmente de construções, por veículos também com mais de três eixos e dos transportadores de água mineral.

Recorreram então à Justiça e foram atendidos em suas alegações. Primeiro erramos nós, ao deixar de estabelecer um tempo para que os veículos que por ela passam, se adaptassem à nova norma. De igual forma, errou o Judiciário ao atender à solicitação sem estabelecer também esse prazo. É preciso também deixar bem claro que essa formação rochosa já esteve muito mais próxima de Cuiabá e com o passar de milhões e milhões de anos, pela ação das precipitações, elas se desgastaram e se afastaram dia após dia. Isso pode ser constatado com o olhar crítico para o paredão, onde se percebe cores mais escuras e outras mais claras, sendo essas últimas, frutos de
desgaste mais recentes.

Leia Também:  Sinfra deve começar obras no Portão do Inferno no dia 28 de agosto

Um fato inusitado aconteceu quando da inauguração da duplicação do trecho dessa estrada até o
trevo de Manso. Uma repórter indagou o Secretário da SINFRA sobre o porquê da norma não estar sendo obedecida e lhe mostrou a placa onde estava escrito “ESTRADA PARQUE”. De imediato, este se encaminhou para essa sinalização e arrancou-a, atirando-a no acostamento. Aí os desastres acontecem e não se acham culpados.

Rubem Mauro Palma de Moura é Engenheiro Civil formado pela UnB, especialista em Hidráulica e Saneamento pela USP São Carlos, mestre em Ambiente e Desenvolvimento Regional pela UFMT e professor aposentado da UFMT/DESA.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Mato Grosso

SES esclarece que SUS não oferta vacina contra meningite do tipo B

Published

on

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informa que a vacina contra a meningite do tipo B não integra o calendário nacional de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, não é ofertada pelo Ministério da Saúde.

A vacina meningocócica B passou por análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec, mas a recomendação final foi pela não incorporação do imunizante ao sistema público. Em abril de 2026, o Ministério da Saúde publicou portaria oficializando a decisão.

Atualmente, a rede pública oferta os imunizantes meningocócica C e a meningocócica ACWY, que protegem crianças e adolescentes contra a forma grave da doença e ajudam a reduzir complicações e óbitos.

Além dessas vacinas específicas, o SUS também oferta a pneumocócica 10-valente e a pentavalente, que podem prevenir contra alguns tipos de meningite.

“É preciso combater a desinformação e deixar claro que o SUS não oferta a vacina contra meningite tipo B, nem que o Estado solicite, porque esse imunizante ainda não foi incorporado pelo Ministério da Saúde. Neste momento, a melhor estratégia é continuar incentivando a população a manter a vacinação dos outros tipos em dia”, alertou a secretária adjunta de Vigilância e Atenção à Saúde da SES, Alessandra Moraes.

Leia Também:  Governador destaca importância do trabalho das forças de Segurança na redução dos índices de criminalidade em MT

A vacina meningocócica C é aplicada em crianças aos 3 e 5 meses de idade, com reforço aos 12 meses. Já a vacina meningocócica ACWY é destinada a adolescentes de 11 a 14 anos.

Conforme o painel de coberturas vacinais do Ministério da Saúde, Mato Grosso registra 93% de cobertura vacinal pela meningocócica C, 93% da pentavalente e 94% da pneumo10. “A vacinação é uma das principais formas de prevenção contra casos graves de meningite. É fundamental que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação atualizada”, acrescentou Alessandra.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes infecciosos. As formas bacterianas são consideradas as mais graves e podem evoluir rapidamente.

Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sonolência e, em alguns casos, manchas avermelhadas pelo corpo. Ao apresentar sinais suspeitos, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente.

Fonte: Governo MT – MT

Leia Também:  Escola de Governo oferta 200 vagas para o curso Gestão de Documentos e SigaDoc na Prática

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA