AGRONEGÓCIO

Tendências para o agronegócio brasileiro em 2023 são promissoras, diz FGV

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As projeções para o ano de 2023 trazem boas perspectivas para o agronegócio brasileiro. Impulsionado por uma safra recorde de grãos e o crescimento do setor pecuário, este importante segmento da economia nacional tem todas as condições para se destacar e contribuir significativamente para o Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) estima um crescimento expressivo de até 12% no PIB do agronegócio em 2023. Esse otimismo fundamenta-se na conjuntura atual de recuperação econômica e nas projeções favoráveis para o setor agropecuário.

Embora a agroindústria brasileira tenha enfrentado algumas flutuações nos últimos meses, seu desempenho geral continua positivo. Mesmo com um leve declínio em abril, o setor apresentou crescimento em maio, reafirmando seu potencial de impulsionar a economia nacional.

O primeiro trimestre de 2023 registrou um salto no PIB agro, destacando-se especialmente o abate de frangos, responsável por uma alta de 6,4%. Essa taxa de crescimento é a maior desde 1996, solidificando o setor avícola como um dos principais impulsionadores do PIB brasileiro. Nesse sentido, o setor de aves apresenta-se como uma aposta promissora para continuar impulsionando o PIB nos próximos meses.

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As expectativas para o segundo semestre de 2023 são igualmente positivas, com a continuação da safra recorde de grãos. O setor agroindustrial brasileiro mantém o otimismo em relação a suas possibilidades de contribuir ainda mais para o PIB do país.

Dessa forma, fatores como a estabilidade sanitária e as oportunidades de exportação desempenham um papel fundamental para o sucesso contínuo do agronegócio nacional. A gestão cuidadosa dos riscos, aliada a uma postura proativa de abertura para novos mercados, fortalece ainda mais o potencial do setor agro em promover o crescimento econômico do Brasil.

As previsões encorajadoras e o empenho do agronegócio em superar desafios reforçam sua posição estratégica como pilar essencial da economia brasileira, com um futuro promissor que reflete a força, a resiliência e a capacidade de inovação do setor.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Frio favorece plantio, mas produtores seguem cautelosos com custos e clima

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A chegada da primeira massa de ar polar de 2026 mudou o ambiente das lavouras de inverno no Sul do Brasil e trouxe um cenário diferente para cada fase do trigo no país. Enquanto o frio atual tende a beneficiar áreas recém-plantadas no Paraná, produtores do Rio Grande do Sul seguem cautelosos diante das incertezas climáticas e econômicas para a próxima safra.

O trigo é uma cultura típica de clima frio, mas os efeitos das baixas temperaturas variam conforme o estágio da lavoura. Neste momento, o frio ajuda mais do que atrapalha.

No Paraná, onde o plantio da safra 2025/26 já começou, cerca de 17% da área prevista havia sido semeada até a última semana, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral). As áreas implantadas estão principalmente em germinação e crescimento vegetativo inicial.

Nessa fase, temperaturas mais baixas favorecem o desenvolvimento da cultura. O frio ajuda na emergência uniforme das plantas, reduz parte do estresse térmico e cria um ambiente mais adequado para o crescimento vegetativo inicial.

Por isso, a onda de frio que derruba as temperaturas no Centro-Sul neste início de maio tende a ser positiva para o trigo recém-semeado no Paraná e em parte de Santa Catarina. O cenário muda completamente mais adiante, durante o florescimento e o enchimento de grãos. Nessas fases, geadas fortes podem provocar perdas severas de produtividade e qualidade, queimando espigas e comprometendo o potencial industrial do cereal. É justamente esse risco futuro que mantém parte dos produtores cautelosa neste início de safra.

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No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional de trigo, a semeadura ainda não começou. Os produtores seguem em fase de planejamento da temporada, avaliando custos, clima e perspectivas de mercado antes de ampliar os investimentos.

Além da preocupação climática, o setor acompanha um cenário econômico mais apertado. Fertilizantes mais caros, custos elevados com operações mecanizadas, dificuldades no seguro rural e maior cautela no crédito vêm reduzindo o apetite por expansão da área cultivada.

Ao mesmo tempo, o mercado oferece sustentação importante aos preços. A baixa disponibilidade de trigo argentino com qualidade adequada para panificação continua limitando a oferta no Mercosul e fortalecendo as cotações no Brasil.

No Rio Grande do Sul, os preços seguem ao redor de R$ 1.300 por tonelada no interior. No Paraná, as referências se aproximam de R$ 1.400 por tonelada nos moinhos.

A dificuldade de encontrar trigo argentino com teor de proteína acima de 11,5% também vem levando parte da indústria brasileira a buscar produto nos Estados Unidos, operação mais cara e logisticamente mais complexa.

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Esse ambiente ajuda a sustentar os preços internos justamente no momento em que o produtor começa a decidir quanto investir na nova safra.

Mesmo assim, a preocupação com o clima permanece no radar. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS), a previsão de maior frequência de chuvas durante o inverno e a primavera pode elevar riscos nas fases mais sensíveis da cultura, especialmente florescimento e enchimento de grãos.

Por isso, muitos produtores vêm adotando uma postura mais conservadora, reduzindo o pacote tecnológico, diminuindo investimentos em insumos e até substituindo parte da área de trigo por outras culturas de inverno.

O próprio Deral projeta queda de 15% na produção paranaense de trigo na safra 2025/26, reflexo principalmente da redução da área cultivada.

Neste início de maio, porém, o frio ainda joga a favor do trigo brasileiro. O desafio do setor será transformar esse começo climático positivo em uma safra rentável em meio aos altos custos, às incertezas do mercado internacional e aos riscos climáticos que costumam ganhar força ao longo do inverno.

Fonte: Pensar Agro

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