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Frente fria: Sul e Sudeste têm alerta de ciclone no litoral de SC e SP

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Mapa da meteorologia Brasil, junho de 2023 - INMET
Divulgação: INMET

Mapa da meteorologia Brasil, junho de 2023 – INMET

A madrugada desta terça-feira (13) marcou a chegada de uma nova onda de frio no Rio Grande do Sul, trazendo de carona uma massa de ar polar de intensidade máxima. O resultado foi o registro das menores temperaturas do ano em várias localidades da região, por exemplo, em Porto Alegre, a mínima atingiu 4,9°C no jardim botânico e 2,7°C no Belém Velho.

Acompanhando o frio intenso, ocorreu o fenômeno conhecido como chuva congelada, ao qual a neve se transforma em água e, em seguida, congela novamente, caindo no chão como pequenos flocos de neve.

Além das baixas temperaturas, é esperado um grande volume de chuva até sexta-feira (19) nos estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo e em toda a região Sul do país.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no centro-sul do Brasil, as temperaturas mínimas devem variar entre 12°C e 18ºC. Também há a possibilidade de formação de geadas em áreas isoladas, principalmente no Sul.

De acordo com a Climatempo, são esperados acumulados de chuva variando de 100 a 300 milímetros (mm) no nordeste do Rio Grande do Sul, sul, leste e nordeste de Santa Catarina, leste do Paraná e sul e litoral de São Paulo.

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Ciclone extratropical

Na quinta-feira (15), a baixa pressão atmosférica na costa entre São Paulo e Santa Catarina se intensificará, dando origem a um ciclone extratropical. Esse fenômeno, caracterizado por um sistema de baixa pressão atmosférica, pode causar adversidades significativas no clima devido ao contraste entre massas de ar quente e frio.

Enquanto isso, na maior parte da região central do Brasil e no interior do Nordeste, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o tempo seco prevalecerá na maioria dos dias.

Previsão de chuva nas regiões do Brasil entre os dias 12 e 19 de junho:

Alto volume de chuva deve atingir a região Norte do país, com previsão de ultrapassar 40 mm em áreas centrais do Amazonas, faixa oeste e nordeste do Pará, Roraima e Amapá. Nos estados de Rondônia, Tocantins e sul do Pará o tempo fica predominantemente seco.

Na faixa leste da região Nordeste , incluindo a área do Sealba (região formada por áreas dos estados de Sergipe, Alagoas e Bahia), há previsãod de chuvas persistentes ao longo de toda a semana. A partir do dia 14, os volumes de chuva podem aumentar entre os estados do Rio Grande do Norte e Sergipe.

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Há previsão de predomínio de tempo seco em praticamente todas as regiões do Centro-Oeste e Sudeste . No centro-sul do Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo, a chegada de um sistema frontal favorecerá a ocorrência de chuvas com volumes que podem ultrassar os 60 mm.

No início da semana, a aproximação de um sistema frontal na região Sul pode provocar chuvas volumosas em Santa Catarina e Paraná. Ao longo da semana, uma área de baixa pressão irá reforçar as instabilidades, provocando volumes elevados de chuva, exceto no sul do Rio Grande do Sul.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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