Tribunal de Justiça de MT

Poder Judiciário de Mato Grosso

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Para fortalecer as ações no combate à violência contra a mulher e encontrar possibilidades para aumentar a efetividade da Lei Maria da Penha, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT) realiza Curso sobre Grupos Reflexivos para homens autores de violência doméstica.
 
A capacitação, realizada em conjunto com a Escola dos Servidores, é voltada para participantes que integram a Rede de Proteção, equipe multidisciplinar e servidores(as) que atuam nas comarcas do Estado. As aulas, híbridas, tiveram início nessa quarta-feira (12/04) e seguem até amanhã (14).
 
A ação diz respeito a capacitar no sentido de abordar aspectos críticos, metodologias, conceitos para desenvolver no Estado ampliação desse tipo de atuação.
 
Quem ministra o curso é o professor Adriano Beiras, do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele estuda sobre o tema há mais de 10 anos num trabalho de pesquisa e intervenção, projetos de extensão e metodologias de atenção e trabalho com homens autores de violência doméstica.
 
“É uma capacitação muito importante e indicada também pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O trabalho com homens autores de violência é integrado, sistêmico e precisa estar junto do enfrentamento da violência contra a mulher porque se a gente não trabalhar com o autor de violência é como se enxugássemos gelo. A ideia é que a rede possa aprimorar seus conhecimentos nesse âmbito em termos de conceitos teóricos, atualização de referências. A proposta é que se amplie as ações, não ingenuamente, mas consolidada diante das rede e das necessidades locais do Estado”, pontuou.
 
A professora Doutora Irenilda Angela dos Santos, do curso de Serviço Social da Universidade Federal de Mato Grosso participa da capacitação. Para ela é fundamental que os participantes entendam como funcionam os grupos reflexivos para que estes se tornem políticas públicas que possam ajudar a tratar a questão da violência doméstica não somente na mulher que foi a vítima, mas também do homem que foi autor de alguma agressão.
 
“Se a gente não trata o autor da agressão, a possibilidade, mesmo que ele não esteja mais com aquela mulher, possivelmente ele vai cometer a mesma agressão com quem ele vai se relacionar futuramente. Temos que trata-lo, não como uma vítima, mas como alguém que precisa entender o seu papel e ser responsabilizado pelo ato que cometeu e entendendo o motivo de ter feito aquilo para que ele possa mudar.”
 
Quem também participa do curso é o investigador da Polícia Judiciária Civil e professor da rede estadual de ensino, Nilton Cesar, que já trabalha com grupo reflexivo em parceria com o Tribunal de Justiça e Cemulher-MT, “Papo de Homem para Homem.
 
Para ele, é sempre importante adquirir conhecimento para agregar no trabalho diário. “O curso é de extrema importância para ganhar conhecimento, aprender novas metodologias e visões sobre o tema para contribuir na formação que a gente tem trabalhando com grupo reflexivo. A capacitação é o caminho. Os investimentos devem ser constantes para melhorar a sociedade a curto, médio e longo prazo.”
 
O curso é oferecido de forma híbrida, sendo presencial para participantes das comarcas de Cuiabá e Várzea Grande e virtual para participantes de outras comarcas.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: captura de tela da sala de aula durante o curso. Segunda imagem: o instrutor do curso usa camisa de manga longa na cor azul marinho. Terceira Imagem: a professora concede entrevista. Ela está com blusa preta de maga comprida. Quarta imagem: investigador da PJC usa uma camiseta preta gola polo com o emblema da Polícia Civil.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Trabalho desenvolvido em penitenciária ganha espaço na Corrida da Justiça e Cidadania

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Close de uma mulher vestindo terno vermelho e blusa branca, segurando horizontalmente com as duas mãos uma faixa elástica preta com fivela e a inscrição "Justiça e Cidadania"A 2ª Corrida da Justiça e Cidadania de Rondonópolis (219 km de Cuiabá), marcada para o dia 16 de agosto, terá neste ano um diferencial que reforça ainda mais o caráter social e inclusivo da iniciativa. Reeducandos da Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa irão confeccionar mais de mil cintos porta-número que serão entregues aos atletas da prova.
A parceria entre o Fórum da Comarca de Rondonópolis, a Polícia Penal e o Ateliê Escola da unidade prisional une esporte, cidadania e ressocialização. Os acessórios são produzidos pelos internos que participam das oficinas profissionalizantes de costura e serigrafia desenvolvidas dentro da penitenciária. O porta-número é utilizado em corridas de rua para fixar o número de peito de forma prática e segura, substituindo os tradicionais alfinetes e evitando danos às camisetas esportivas.
A juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, diretora do Fórum de Rondonópolis e coordenadora da Corrida da Justiça e Cidadania, destaca que a iniciativa foi planejada para ampliar o impacto social do evento e fortalecer ações de inclusão e ressocialização. Ela explicou que a organização buscou adotar uma visão humanizada em cada detalhe da corrida, envolvendo projetos que gerassem oportunidades, dignidade e transformação social.
Visão aproximada de várias faixas elásticas pretas com fivelas sobre uma superfície marmorizada. As faixas possuem detalhes refletivos e o logotipo "Justiça e Cidadania".“A princípio, a ideia da organização era adquirir esses porta-números prontos, inclusive de fornecedores da China, como normalmente acontece em grandes eventos esportivos. Porém, durante as conversas sobre a corrida, surgiu a possibilidade de desenvolver esse material dentro do Ateliê Escola da penitenciária. A proposta foi abraçada imediatamente, porque acreditamos no potencial transformador do trabalho e da ressocialização”, afirmou.
Mulher de terno vermelho e um homem de camiseta amarela e boné branco manuseiam juntos uma tela de serigrafia com tinta branca sobre uma mesa de madeira.Em visita à unidade prisional no dia 15 de maio, a juíza ressaltou ainda a confiança no trabalho desenvolvido pelos reeducandos da unidade prisional e destacou o comprometimento dos participantes do projeto. “Existe talento, dedicação e comprometimento desses reeducandos, e essa parceria demonstra justamente isso: quando a sociedade oferece oportunidade e confiança, muitas pessoas conseguem reconstruir suas histórias com dignidade. Além de receberem um acessório de qualidade, os atletas também levarão consigo um símbolo de inclusão, recomeço e valorização do trabalho humano”, completou.
A magistrada lembrou ainda que toda a renda líquida arrecadada com a corrida será destinada neste ano à Escola Louis Braille, instituição que atende pessoas com deficiência visual e múltiplas deficiências em Rondonópolis.
Retrato de uma mulher de cabelos presos, sorrindo em frente a uma parede branca com a inscrição "Ateliê Escola". Ela veste uma camisa cinza com um brasão estampado.A policial penal Maria Leite da Silva, responsável pelo ateliê da penitenciária, explica que os internos receberam o convite com entusiasmo e já iniciaram a produção das peças piloto.
“É uma satisfação muito grande participar de um projeto do Judiciário. Eles receberam muito bem o convite, gostam de participar dessas ações voluntárias e fazem tudo com muito carinho. Nós recebemos o modelo, adquirimos os materiais e já estamos preparando toda a produção para quando chegarem os materiais definitivos”, contou.
Maria atua há mais de duas décadas na área de ressocialização da unidade prisional e destaca que iniciativas como essa fortalecem a autoestima e criam perspectivas de vida para os participantes.
Homem de costas veste camiseta amarela com a inscrição "Penitenciária Major Eldo Sá Correa - Rondonópolis - MT" e boné branco e lilás. Ele está em uma sala com máquinas de costura.Oséias, um dos reeducandos envolvidos no projeto, relatou que a participação representa uma oportunidade concreta de recomeço.
“Pra gente significa muito. Além do aprendizado, é uma oportunidade de voltar a se socializar e construir um futuro diferente. Eu trabalhei mais de 20 anos como motorista de caminhão e aqui dentro já aprendi várias profissões. Hoje estou aprendendo costura mecânica também. Isso pode mudar a vida da gente e da nossa família”, afirmou.
Ele também ressaltou o sentimento de contribuição social proporcionado pelo trabalho desenvolvido dentro da oficina. “É gratificante saber que, mesmo daqui de dentro, a gente consegue ajudar de alguma forma. São pequenas coisas que acabam virando grandes oportunidades”, completou.
Serviço
A 2ª Corrida da Justiça e Cidadania será realizada no dia 16 de agosto, em frente ao Fórum Desembargador William Drosghic, em Rondonópolis. A largada está prevista para às 6h30 (horário de MT).
A expectativa da organização é reunir mais de 900 participantes entre corredores, caminhantes e crianças nas atividades da Corrida da Justiça e Cidadania. Além da prova adulta, o evento contará pela primeira vez com a Corrida Kids, prevista para o dia 15 de agosto, voltada a crianças de 2 a 12 anos.
As inscrições seguem abertas e podem ser feitas de forma on-line pelo site da Acrono Esportes, até o preenchimento do limite técnico de vagas disponibilizadas para esta edição.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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