Várzea Grande

Secretaria de Saúde debate padronização na distribuição de leites e fórmulas nutricionais

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Nutricionistas da rede municipal de saúde estiveram reunidas com o superintendentes da Atenção Secundária à Saúde, Vitor José Carvalho, para discutir uma nova estratégia de organização do fluxo de distribuição de leites e fórmulas nutricionais destinadas aos pacientes assistidos pelas unidades vinculadas à pasta. O encontro contou também com a participação do superintendente da administrativa, assessoria de gabinete, assessora jurídica e as nutricionistas.

A proposta é padronizar e centralizar o processo de controle e distribuição desses insumos, que atendem crianças, adolescentes e adultos, internados ou assistidos pela saúde, conforme suas necessidades nutricionais específicas. Os produtos são utilizados por pacientes acompanhados por serviços como o EMAD (Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar), SAE (Serviço de Assistência Especializada) e pelo Pronto-Socorro, entre outras unidades da rede.

Atualmente, a distribuição ocorre de forma descentralizada entre os serviços, o que muitas vezes gera dificuldades para identificar rapidamente onde determinado tipo de leite ou fórmula está disponível quando o estoque de uma unidade se esgota. Com a nova estratégia, a equipe estuda a criação de um fluxo padronizado com um ponto central de controle e consulta de estoque, por meio de sistema eletrônico, permitindo que as unidades verifiquem a disponibilidade dos produtos e façam a solicitação de forma mais ágil.

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De acordo com a nutricionista Beatriz Camarinho, a iniciativa busca tornar o processo mais organizado e eficiente para garantir que os pacientes não fiquem sem o suporte nutricional necessário.

“Estamos trabalhando para estruturar um fluxo único de distribuição, com controle centralizado das fórmulas especializadas. Isso vai facilitar o acesso das unidades às informações de estoque e agilizar o atendimento aos pacientes que dependem dessas dietas específicas”, destacou.

O superintendente da Atenção Secundária, Vitor José Carvalho, reforçou que a medida também contribui para fortalecer a organização da rede assistencial, especialmente para os pacientes acompanhados em serviços especializados.

“Grande parte desses pacientes é acompanhada pela atenção secundária e terciária, e a organização desse fluxo é fundamental para garantir continuidade do cuidado e mais agilidade no atendimento. A padronização vai permitir melhor controle dos insumos e maior eficiência na distribuição”, afirmou.

A Secretaria Municipal de Saúde destaca que a iniciativa faz parte das ações de aprimoramento da gestão interna dos serviços, com foco em melhorar os processos e assegurar que os pacientes tenham acesso contínuo aos insumos necessários para o tratamento nutricional.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Mordida de cachorro: saiba quando é necessário tomar vacina antirrábica

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Uma simples mordida ou arranhão de cachorro pode exigir atenção. Em casos de acidentes com animais domésticos ou de rua, o paciente deve procurar uma unidade de saúde para avaliação médica, já que existe o risco de transmissão da raiva, doença grave e quase sempre fatal após o aparecimento dos sintomas.

De acordo com a enfermeira da Vigilância em Saúde, Maria José Neves, a primeira medida após a mordida é lavar o local com água corrente e sabão em abundância, além de procurar atendimento médico o mais rápido possível.

ANIMAIS DOMÉSTICOS – Se o animal for domiciliado, saudável e puder ser acompanhado, a orientação é mantê-lo em observação por 10 dias. Durante esse período, é importante verificar se o cachorro apresenta mudanças bruscas de comportamento, como agressividade, salivação excessiva, dificuldade para engolir, medo da água, tendência a se esconder da claridade, paralisia ou sinais neurológicos.

Caso o animal permaneça saudável ao final dos 10 dias, normalmente não há necessidade de completar o esquema antirrábico. Porém, se o cachorro adoecer, morrer ou desaparecer nesse período, a pessoa deve retornar imediatamente ao serviço de saúde para iniciar ou complementar a vacinação.

ANIMAIS DE RUA – Nos casos envolvendo cães de rua ou animais desconhecidos, que não podem ser observados, a recomendação é iniciar a profilaxia antirrábica, conforme avaliação médica.

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O esquema vacinal geralmente é realizado em quatro doses, aplicadas nos dias 0 (dose inicial), 3, 7 e 14. Em situações consideradas graves, também pode ser necessário o uso do soro antirrábico.

Entre os casos considerados graves estão mordidas profundas, múltiplos ferimentos, lesões em mãos, pés, rosto e mucosas, além de ataques de animais silvestres ou morcegos.

SINTOMAS EM HUMANOS – Os primeiros sintomas da raiva em seres humanos podem incluir febre, dor de cabeça, mal-estar, fraqueza e sensação de formigamento ou dor no local da mordida. Com a evolução da doença, o paciente pode apresentar ansiedade, agitação, dificuldade para engolir, espasmos musculares, confusão mental e paralisia. Após o surgimento dos sintomas, a doença apresenta alta taxa de mortalidade.

CUIDADOS IMPORTANTES – Além da vacina contra a raiva, a equipe de saúde também avalia a necessidade de vacina antitetânica e uso de antibióticos, dependendo da gravidade do ferimento.

Maria José alerta que a raiva não tem cura e pode levar à morte caso o paciente desconsidere a importância de uma avaliação médica após mordedura de animal.

“Muitas vezes não levamos a sério a mordida de um cão ou gato, e isso pode resultar em algo muito grave se não tomarmos os cuidados necessários”, alerta a enfermeira.

A médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), Amanda Nunes, orienta a população a evitar contato com animais desconhecidos, principalmente cães e gatos em situação de rua, além de nunca tocar em morcegos ou animais silvestres.

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“É de suma importância que a população, principalmente crianças e pessoas curiosas, não toque em animais que não conhece, nem em animais de rua ou silvestres, como capivaras. Eles podem transmitir a raiva”, reforça.

ATENDIMENTO NO MUNICÍPIO – Em Várzea Grande, pacientes vítimas de mordidas podem buscar atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande (HPSVG) para avaliação e encaminhamento da vacina antirrábica humana.

No município, a raiva animal está erradicada desde 2015. A equipe do CCZ segue monitorando a situação para manter Várzea Grande livre da doença.

A veterinária Amanda Nunes orienta que, em casos suspeitos ou para mais informações sobre a doença, a população pode entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses pelo WhatsApp (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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