Várzea Grande

Secretaria de Saúde de Várzea Grande alerta população sobre a leptospirose

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Doença infecciosa aguda pode ser confundida com dengue, chikungunya, ou mesmo com a doença do carrapato

Com o período de chuvas, a secretaria municipal de Saúde de Várzea Grande alerta a população sobre os cuidados necessários no combate à leptospirose. Os ratos são os principais reservatórios da doença e atuam como disseminadores da bactéria viva no meio ambiente. Sua urina pode contaminar água, solo e alimentos tornando fontes de infecção. No Município dois casos foram confirmados sem maiores complicações aos pacientes.

Como explica a gerente de Vigilância Epidemiológica, Alessandra Carreira, a leptospirose pode ser confundida com doenças como dengue, chikungunya e a doença do carrapato. “É isso é o que mais nos preocupa, você contrair a doença e apresentar sintomas semelhantes a outras doenças. Por isso ao apresentar febre alta, dor de cabeça, dores musculares (especialmente na panturrilha), vômitos, icterícia (pele e olhos amarelados) e, nos casos graves, insuficiência renal ou respiratória, o paciente deve procurar imediatamente um médico para que possa ser avaliado e diagnosticado, seja para essa doença ou outras que estão circulando no cenário epidemiológico atual”.

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Alessandra Carreira destaca que Várzea Grande está preparada e que a secretaria de Saúde está confeccionando uma nota informativa à população e para os profissionais. “O objetivo é alertar para importância de estarmos atentos ao manejo adequado e para procedermos de forma mais correta possível com os nossos pacientes, para evitarmos piores desfechos, seja para a leptospirose, dengue, chikungunya ou influenza”, informou.

Uma das orientações da profissional, é que a população esteja atenta quanto aos cuidados de higiene, principalmente, neste momento. “Evitar exposição de locais de alagamentos, de lama ou sujeira. Para os profissionais, que já estão expostos em decorrência de trabalho realizado, há a necessidade do uso de equipamentos de proteção”.

Sintomas da leptospirose:

Febre, dor de cabeça, dores musculares (especialmente na panturrilha), vômitos, icterícia (pele e olhos amarelados) e, nos casos graves, insuficiência renal ou respiratória.

Prevenção:

Evitar contato com água de enchentes ou lama.

Proteger ferimentos com plásticos ou materiais impermeáveis em caso de exposição inevitável.

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Higienizar alimentos e objetos que tiveram contato com água contaminada, usando água sanitária.

Sintomas da dengue, zika e Chikungunya

Essas doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti que se prolifera em água parada.

Sintomas principais:

Dengue: Febre alta, dor muscular, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas no corpo e cansaço extremo.

Zika: Febre baixa, manchas no corpo, coceira intensa, dor articular e conjuntivite sem secreção.

Chikungunya: Febre alta e intensa, dores articulares que podem persistir por meses.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Resultado das ovitrampas orienta força-tarefa contra o Aedes aegypti em Várzea Grande

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Equipes de Controle de Endemias e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) deram continuidade, nesta segunda-feira (10), às ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, em vários bairros de Várzea Grande. A atividade faz parte da segunda etapa do trabalho realizado por meio das ovitrampas, armadilhas utilizadas para identificar a presença e a intensidade da circulação do mosquito no território.

Durante a primeira etapa, realizada no mês de julho, 211 ovitrampas foram instaladas em pontos estratégicos do município. Após cinco dias de exposição, as armadilhas foram recolhidas e encaminhadas ao laboratório, onde os ovos encontrados foram contabilizados e analisados pelas equipes.

A partir dos resultados, foi possível identificar os pontos com maior concentração de ovos do Aedes aegypti. No Setor 1, que contempla a região do Grande Cristo Rei, foram trabalhados os bairros Parque do Lago, Santa Luzia, Santa Clara, Dom Bosco e Cristo Rei, com a delimitação das áreas de foco.

Segundo Roseane Félix, supervisora-geral do Setor 1, no bairro Parque do Lago, por exemplo, foi identificado que o quarteirão 22 apresentou o maior quantitativo de ovos do mosquito e, por isso, foi definido como área prioritária para a atuação das equipes.

A partir dessa identificação, a força-tarefa realizou a delimitação e o bloqueio da área, com o objetivo de eliminar a presença do vetor no quarteirão positivo e nos imóveis circunvizinhos.

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Durante a ação, os agentes percorrem os imóveis de porta em porta, realizando a inspeção de quintais, recipientes que possam acumular água, caixas-d’água e outros possíveis criadouros. Também são realizadas ações de controle mecânico, com a eliminação de recipientes e focos, aplicação de larvicida, quando necessária, e orientação aos moradores.

Roseane explica que o trabalho permite direcionar as ações de campo para as áreas que apresentam maior risco.

“A ovitrampa é uma importante ferramenta de vigilância, porque nos permite identificar onde há maior circulação do mosquito. A partir dos resultados, conseguimos direcionar as equipes para uma atuação mais efetiva, realizando a eliminação dos criadouros, o tratamento quando necessário e, principalmente, orientando os moradores.”

A orientação à população é uma das principais estratégias para evitar a proliferação do mosquito, especialmente antes do período de chuvas, quando aumenta a possibilidade de formação de criadouros. Os moradores são orientados a manter os quintais limpos e sem recipientes com água acumulada, manter as caixas-d’água devidamente tampadas e evitar água parada em pratos de plantas, que devem permanecer secos ou receber areia.

Moradora do Parque do Lago há 40 anos, Conceição Lino, de 65 anos, recebeu as agentes em sua residência e destacou a importância do trabalho de orientação realizado pelas equipes.

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“Eu já conheço elas há muito tempo e já tenho elas como minhas amigas. Acho muito importante o trabalho que elas fazem, a orientação, o conselho e a informação. É um trabalho importantíssimo, principalmente antes que chegue o período das chuvas e aumente os mosquitos. É uma forma de evitar a dengue, a zika e a chikungunya.”

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate ao Aedes aegypti depende da atuação conjunta do poder público e da população. A eliminação de pequenos pontos de água parada dentro das residências é uma das principais medidas para impedir que o mosquito complete seu ciclo de reprodução.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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