Várzea Grande

Prefeitura realiza ‘mutirão’ para regularização fundiária no bairro Vitória Régia

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Os cadastros, totalmente gratuitos, estão sendo feitos na Escola Municipal de Educação Básica José Estejo de Campos das 9h às 12h. Esse ato faz parte do processo de Regularização Fundiária Urbana (Reurb)

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, segue realizando ação de cadastro complementar dos moradores do bairro Vitória Régia. Os cadastros estão sendo feitos na Escola Municipal de Educação Básica José Estejo de Campos das 9h às 12h. Esse ato faz parte do processo de Regularização Fundiária Urbana (Reurb).

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), destaca que a ação garante o direito constitucional à moradia. “Esse é um ato de reconhecer um direito e dar dignidade. É um documento com valor legal, registrado em cartório e que não custa nada para o cidadão. Agradeço ao apoio do governo de Mato Grosso e da Assembleia”, disse.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, o cadastramento é uma etapa essencial para garantir que as famílias tenham segurança jurídica sobre o imóvel onde vivem.

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“Nosso objetivo é assegurar o direito à moradia regularizada e proporcionar mais dignidade aos moradores. Com o título definitivo, as famílias passam a ter a propriedade reconhecida e podem planejar melhorias em suas casas com mais tranquilidade”, destaca a secretária.

Morador há 33 anos do bairro Vitória Régia, Joaquim da Silva, de 77 anos, conta que foi um dos pioneiros da região. “Fico feliz que em breve vamos receber este título e isso mostrará que meu cantinho será meu de fato e de direito”, disse.

O cadastramento é voltado a todos os moradores do bairro que ainda não entregaram ou precisam complementar documentos para a regularização e é totalmente gratuito.

Documentos necessários para o cadastramento:

Pessoas solteiras:

* Certidão de nascimento, RG e CPF.

Casados:

* Certidão de casamento, RG e CPF de ambos.

Divorciados:

* Certidão de casamento com averbação de divórcio, RG e CPF do requerente e partilha de bens/formal de partilha (se houver).

Viúvos:

* Certidão de casamento e certidão de óbito do cônjuge, RG e CPF do requerente e partilha de bens/formal de partilha (se houver).

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União estável:

* Escritura pública de união estável ou homologação judicial, certidão de nascimento, RG e CPF de ambos.

Também é necessário apresentar:

* Contrato de compra e venda ou outro documento do imóvel (com identificação de quadra e lote, como título de posse antigo, IPTU, etc.);

* Comprovante de endereço da residência

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Ação social com ônibus de concessionária em Várzea Grande vira alvo de apuração

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Uma ação social realizada em Várzea Grande utilizando ônibus pertencente a uma concessionária do transporte coletivo passou a ser alvo de questionamentos e deve ser apurada pelos órgãos competentes diante de possíveis irregularidades envolvendo o uso da estrutura concessionada em atividade de caráter político-social.

O caso ganhou repercussão após imagens e vídeos do evento circularem nas redes sociais, mostrando um ônibus da empresa concessionária sendo utilizado durante a realização da ação. A situação levantou dúvidas sobre eventual desvio de finalidade do serviço público concedido e possível utilização indevida de bens vinculados ao sistema de transporte coletivo do município.

Nos bastidores políticos e administrativos de Várzea Grande, o episódio passou a ser tratado com preocupação, principalmente em razão das regras que regem contratos de concessão pública. Especialistas apontam que veículos vinculados à prestação de serviço essencial precisam seguir critérios rigorosos de utilização, já que operam mediante concessão custeada direta ou indiretamente pela população.

A repercussão ocorre em um momento de forte tensão política no município, marcado por sucessivas denúncias, disputas internas e questionamentos envolvendo contratos públicos, concessões e estrutura administrativa da cidade.

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Embora ainda não exista conclusão oficial sobre eventual irregularidade, a utilização do veículo em atividade fora da operação regular do transporte coletivo pode gerar análise sobre possível afronta aos princípios da legalidade, impessoalidade e finalidade pública previstos na administração pública.

O episódio também reacende discussões sobre fiscalização dos contratos de concessão em Várzea Grande e sobre os limites da utilização institucional de bens públicos ou vinculados a serviços públicos delegados à iniciativa privada.

A situação, segundo a denúncia, levanta suspeita porque a União Transportes opera o serviço público de transporte coletivo no município desde 2001, após vencer licitação, e mantém contrato de concessão com a Prefeitura. “Como pode uma prestadora de serviço público, uma empresa que está sujeita à fiscalização do poder legislativo, doa, empresta ou cede um ônibus todo adesivado para ações do presidente da Câmara e qual a isenção na fiscalização do transporte coletivo público?”, questionou o denunciante.

Em nota, a concessionária alega caráter social do veículo

A União Transportes afirmou desenvolver ações sociais no município e disse que disponibiliza um ônibus para apoio a iniciativas comunitárias, conforme demanda e disponibilidade. Segundo a empresa, o veículo é utilizado principalmente para transporte em cortejos fúnebres e atividades de entidades como igrejas e associações, sendo destinado a ações de interesse coletivo.

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A concessionária ainda ressaltou que o ônibus mencionado não integra a frota operacional vinculada ao contrato de concessão firmado com o município.
“As ações reforçam o compromisso social da União Transportes com a população de Várzea Grande, contribuindo não apenas para a mobilidade urbana, mas também para iniciativas que promovem inclusão social e participação comunitária”, declarou.

Assessoria do vereador nega irregularidade

Já a assessoria do presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, negou qualquer irregularidade no uso do veículo e afirmou que a relação com a empresa é “exclusivamente institucional”.Segundo a manifestação, não houve utilização de recursos públicos nem promoção pessoal, e a iniciativa não compromete a atuação fiscalizatória do Legislativo.A assessoria também destacou que:

• Os custos operacionais são arcados pela empresa;

• Não há uso da estrutura da Câmara Municipal;

• O veículo foi disponibilizado mediante autorização formal;

• As ações possuem caráter social e comunitário.

 

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