Várzea Grande

Prefeitura entrega primeiro ponto de apoio de alvenaria para motoboys e fortalece dignidade dos entregadores em Várzea Grande

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A Prefeitura de Várzea Grande cedeu um espaço para funcionar como ponto de apoio aos entregadores de aplicativos que atuam no município, no sábado (08). A estrutura foi criada para oferecer melhores condições de trabalho, descanso e convivência a uma categoria que passa grande parte do dia nas ruas e que reúne cerca de 4 mil profissionais na cidade.

O espaço conta com estrutura para atender necessidades básicas dos trabalhadores durante a jornada, como banheiro, pia, micro-ondas, filtro de água potável, tomadas e energia elétrica. A proposta também prevê a instalação de bebedouro e disponibilização de puffs para ampliar o conforto dos entregadores durante os períodos de descanso.

A iniciativa representa uma mudança na rotina de profissionais que, muitas vezes, precisam utilizar praças, calçadas, estabelecimentos comerciais ou outros espaços improvisados para fazer uma pausa entre uma entrega e outra.

Para o entregador Estevan Cardoso, de 32 anos, o novo espaço representa mais tranquilidade e dignidade durante a jornada.

“É muito gratificante ter um espaço para sentar, descansar e almoçar com tranquilidade. Agora temos um lugar nosso, onde podemos estar com os amigos e ter mais respeito e dignidade no dia a dia.”

Também entregador de aplicativo, Pablo Henrique, de 24 anos, destacou a estrutura oferecida pelo ponto de apoio.

“É gratificante ter um espaço pensado para quem trabalha com entregas. Temos lugar para descansar, carregar o celular e até cuidar do capacete. É uma experiência muito boa para a categoria.”

José Ivanildo, de 22 anos, ressaltou ainda a importância do espaço para quem trabalha durante a noite.

“A gente muitas vezes fica pelas praças, sem um lugar específico. Esse ponto vai beneficiar muito a categoria e também oferece mais segurança para quem trabalha no período noturno.”

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Segundo João, conhecido como Barba, presidente do Instituto dos Motoboys, a estrutura foi pensada para atender necessidades práticas dos trabalhadores.

“Temos micro-ondas, pia, banheiro, filtro, água potável, tomadas e energia. Também vamos colocar bebedouro e puffs para descanso. É tudo o que precisamos para ter melhores condições durante o trabalho.”

A criação do ponto de apoio também contou com a articulação da vereadora Rose Prado, que levou a demanda dos entregadores ao Legislativo e participou das discussões para viabilizar a estrutura. A parlamentar destacou que a reivindicação chegou ao gabinete por meio da própria categoria e que foram buscados entendimentos com o Ministério Público e com a administração municipal.

“É um momento muito feliz. Essa é uma categoria importante, que merece atenção e melhores condições. Estamos cumprindo nosso papel de buscar melhorias para a população e, neste momento, para os motoboys e motogirls.”

Para a secretária de Assuntos Estratégicos, Ina Maria, a iniciativa reforça o compromisso do Município em olhar para as diferentes categorias que movimentam a cidade e dependem diariamente dos espaços públicos para exercer suas atividades.

“É um espaço de apoio, acolhimento e respeito para quem trabalha diariamente pelas ruas de Várzea Grande. A Prefeitura reconhece a importância desses profissionais e busca oferecer condições mais dignas durante a jornada de trabalho.”

O ponto de apoio passa a ser uma referência para os entregadores de aplicativos, oferecendo uma estrutura básica para descanso, alimentação, hidratação e recarga de equipamentos, contribuindo para uma rotina de trabalho mais segura e humanizada.

Na ocasião o gestor de Mobilidade Urbana, Cidomar Arruda se fez presente representando o secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana de Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas

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Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.

O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.

Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.

Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.

Uma doença que pode passar despercebida

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.

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A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.

“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.

A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.

Diagnóstico

O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.

A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.

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A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.

“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.

E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.

Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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