Várzea Grande

Educação abre processo seletivo para o cargo de diretor na rede pública

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Avaliação com critérios técnicos de mérito e desempenho tem como objetivo garantir a gestão democrática e a valorização dos profissionais da rede pública de ensino

A Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) vai realizar processo seletivo para a escolha de diretores para as unidades escolares da rede pública municipal de Várzea Grande. O Edital normatizando o processo seletivo foi publicado no Diário Oficial Eletrônico do Município no último dia 15.

As inscrições estão abertas até o dia 26 de outubro, a aplicação da prova objetiva de conhecimentos será no dia 26 de novembro e o resultado final do processo seletivo será divulgado no dia no dia 11 de dezembro. Os candidatos aprovados tomaram posse como diretor(a) escolar no dia primeiro de janeiro de 2026, para exercer o cargo num mandato de 3 anos.

De acordo com o secretário da pasta, Igor Cunha, o processo seletivo contempla as Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB) e os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI), obedecendo a um processo de avaliação com critérios técnicos de mérito e desempenho, tendo como objetivo garantir a gestão democrática e a valorização dos profissionais da rede pública de ensino.

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Conforme o Edital, para concorrer à função, os candidatos devem ser titular efetivo ou estável no cargo de professor(a), garantindo a observância do princípio da legalidade e da continuidade do serviço público; Possuir experiência mínima de dois anos em docência, em qualquer nível ou sistema de ensino, público ou privado; Ter, na data da inscrição, no mínimo um ano de efetivo exercício em uma escola da rede municipal, ainda que em estágio probatório; Ter formação em curso superior de Pedagogia; ou ter licenciatura plena, acrescida de pós-graduação na área de Educação, Ter disponibilidade para atuação em regime de dedicação exclusiva, garantindo a plena dedicação às atividades de gestão escolar e idoneidade funcional.

Para a subsecretária da SMECEL, professora Eva de Paulo, a realização do processo seletivo para diretor escolar representa um grande avanço na consolidação da gestão democrática da educação municipal. “Essa iniciativa reforça o compromisso com a transparência, a valorização dos profissionais da educação e a construção de uma escola cada vez mais participativa e comprometida com a qualidade do ensino” declarou.

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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Várzea Grande (Sintep/VG), professor Juscelino Dias de Moura, destacou a importância da ampla divulgação do processo seletivo em todas as unidades escolares de Várzea Grande. “É fundamental que todos os profissionais da educação tenham conhecimento do edital e das oportunidades abertas. A escolha democrática de diretores é uma conquista da categoria e precisa ser garantida com transparência e participação ampla”, reforçou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Prefeita decreta calamidade financeira em Várzea Grande e no DAE após bloqueio de R$ 19 milhões e avanço da dívida bilionária de precatórios

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Município, que arrecada cerca de R$ 2 bilhões por ano, acumula aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios e passou a desembolsar cerca de R$ 6 milhões por mês para quitar a dívida judicial. Além disso, sofreu o bloqueio de recursos do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A medida determina cortes de gastos e prioridade à manutenção dos serviços essenciais.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, decretou situação de calamidade financeira e fiscal em toda a administração municipal e também no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Os dois decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (16) e estabelecem uma série de medidas de contenção de despesas para evitar o agravamento da crise fiscal.

A decisão foi motivada pelo bloqueio judicial de R$ 19 milhões nas contas do município, atingindo recursos do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além do elevado comprometimento das finanças com o pagamento de precatórios. Embora tenha arrecadação anual em torno de R$ 2 bilhões, Várzea Grande acumula uma dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios, situação que tem comprometido a gestão financeira. Atualmente, o município desembolsa cerca de R$ 6 milhões por mês para cumprir o cronograma de pagamentos judiciais, valor muito superior aos cerca de R$ 500 mil mensais pagos pela gestão anterior.

Antes da publicação dos decretos, na quarta-feira (15), a prefeita reuniu secretários municipais e vereadores para apresentar o cenário financeiro da administração e explicar as medidas adotadas.

Segundo Flávia Moretti, a gestão conseguiu recursos por meio de emendas parlamentares para áreas como Saúde, Assistência Social e Infraestrutura, mas a falta de aprovação de um projeto de remanejamento orçamentário pela Câmara Municipal impediu a utilização desses valores.

“Desde 2025 busquei emendas para custear principalmente a Saúde, a Assistência Social e a Infraestrutura. Quando precisei de um remanejamento orçamentário, o dinheiro ficou parado na Câmara Municipal por ‘brio’ do presidente daquela Casa. Por isso, tive que utilizar recursos próprios para pagar despesas que poderiam ser custeadas com as emendas”, afirmou.

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A prefeita informou ainda que o bloqueio judicial ocorreu após o não pagamento de três parcelas de precatórios, de aproximadamente R$ 6,5 milhões cada, referentes a débitos acumulados nos exercícios de 2023 e 2024.

Ela também afirmou que o município enfrenta outros passivos herdados de gestões anteriores, como uma dívida de R$ 19,4 milhões em créditos tributários e outra de R$ 36 milhões, que impedem a emissão de certidões fiscais. Segundo a gestora, sem a aprovação de um projeto pela Câmara Municipal autorizando o parcelamento desses débitos, Várzea Grande continuará impossibilitada de acessar recursos provenientes de emendas parlamentares.

Durante a reunião, Flávia Moretti pediu o empenho dos secretários na redução de despesas e afirmou que a prioridade será manter os serviços essenciais.

“Agora é hora de apertar os cintos. Precisamos reduzir despesas, cortar tudo o que não for essencial e concentrar esforços para garantir os serviços básicos à população.”

Os decretos determinam a suspensão da criação de novas despesas, da realização de eventos e festividades, da aquisição de bens permanentes sem caráter urgente e da celebração de novos contratos, salvo em situações indispensáveis. Todas as secretarias terão cinco dias úteis para apresentar um plano de redução de gastos administrativos.

Saúde, Educação, Assistência Social, folha de pagamento, limpeza urbana e abastecimento de água passam a ter prioridade absoluta na destinação dos recursos públicos.

DAE em situação crítica

Em outro decreto, a prefeita também declarou estado de calamidade financeira no Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG), apontando que a autarquia enfrenta um grave desequilíbrio econômico que ameaça a continuidade do abastecimento de água no município.

O documento cita decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que apontou irregularidades nas contas da autarquia, déficit orçamentário de R$ 28,7 milhões, dívida de R$ 172,2 milhões com a concessionária de energia elétrica, créditos não inscritos em dívida ativa que somam R$ 158,8 milhões e um passivo em precatórios superior a R$ 314 milhões.

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O DAE terá prazo de 60 dias para apresentar um Plano de Recuperação Econômico-Financeira contendo diagnóstico da situação, metas para aumento da arrecadação, cronograma de investimentos e medidas para restabelecer a sustentabilidade da autarquia.

Procuradoria explica alcance do decreto

O procurador-geral do Município, Maurício Magalhães, explicou que o decreto tem caráter administrativo e busca criar condições para reorganizar as contas públicas sem interromper a prestação dos serviços essenciais.

“O decreto estabelece um regime extraordinário de gestão fiscal para enfrentar uma situação financeira extremamente delicada. O objetivo é preservar os serviços essenciais, reorganizar as finanças do município e implementar medidas de recuperação fiscal, sempre dentro da legislação e dos princípios da responsabilidade fiscal.”

Segundo ele, a decretação da calamidade financeira não produz, automaticamente, os efeitos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“O reconhecimento administrativo permite a adoção imediata de medidas de contenção e reorganização das despesas. Já os efeitos específicos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal dependem do reconhecimento pelos órgãos competentes, conforme estabelece o próprio decreto.”

A situação de calamidade financeira terá validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada caso os indicadores fiscais e financeiros não apresentem melhora no período.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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