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Zapmudas ganha novo número e facilita acesso da população ao Programa Verde Novo

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Quem deseja plantar árvores em casa, na calçada, no bairro ou até organizar ações coletivas de plantio agora tem um caminho ainda mais simples. O Programa Verde Novo atualizou o número do Zapmudas, canal oficial de atendimento via WhatsApp que conecta diretamente a população às ações de arborização urbana. O novo número do Zapmudas é o (65) 3617-3090. As solicitações podem ser feitas também pelo e-mail [email protected].

Por meio do WhatsApp, qualquer cidadão pode solicitar mudas gratuitas, tirar dúvidas, agendar plantios e até se tornar parceiro do programa, ajudando a transformar Cuiabá e Várzea Grande em cidades mais verdes e agradáveis.
Mulher de cabelos cacheados veste camiseta azul com a logo De acordo com a engenheira florestal do Programa Verde Novo, Rosiani Carnaíba, a iniciativa vai muito além do paisagismo. “O objetivo do Programa Verde Novo é arborizar Cuiabá novamente, resgatar o título de Cidade Verde e enfrentar as questões climáticas. A gente tem visto temperaturas muito altas nos centros urbanos, e a arborização ajuda a amenizar esse calor, tornando o clima mais agradável para toda a população”, explicou.
Como funciona o Zapmudas
O Zapmudas é um dos diferenciais do Verde Novo. Ele aproxima o programa da população e transforma o cidadão em protagonista da arborização da cidade.
Funciona assim:
  1. A pessoa envia uma mensagem pelo WhatsApp (65) 3617-3090;
  2. Informa o local onde deseja plantar (calçada, quintal, praça ou parque);
  3. Deixa o espaço preparado, com os berços abertos e o solo pronto;
  4. A equipe do programa orienta sobre as espécies mais adequadas para o local.
As mudas são disponibilizadas gratuitamente para o plantio.
O programa disponibiliza espécies de pequeno, médio e grande porte, adequadas para diferentes espaços urbanos. Entre elas estão árvores ornamentais como ipês, oiti e pata-de-vaca, e espécies frutíferas como pitanga, acerola e amora, muito procuradas para quintais e pequenos pomares.
Um programa que transforma a cidade
Criado em 2017 pelo desembargador Rodrigo Curvo, o Programa Verde Novo já distribuiu e plantou mais de 252 mil mudas de espécies nativas e frutíferas do Cerrado. A iniciativa é coordenada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e tem como foco a conscientização ambiental e a ampliação da arborização urbana.
Os resultados são visíveis. Quando o programa começou, Cuiabá ocupava a 20ª posição no ranking nacional de arborização urbana, com apenas 39,6% das vias arborizadas (IBGE/2010). Em 2025, a capital alcançou a 8ª colocação, com 74,23% das ruas e avenidas arborizadas, segundo dados do IBGE de 2022.
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Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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