Tribunal de Justiça de MT

VII Sarau Prosa, Poesia e Justiça será realizado em 28 de novembro

Publicado em

A sétima edição do Sarau Prosa, Poesia e Justiça, promovido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), será realizada no dia 28 de novembro, às 17h, nas dependências da Escola. Desta vez, o homenageado será o marechal Cândido Mariano da Silva Rondon.

Coordenado pela vice-diretora-geral da Esmagis, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, o evento é uma oportunidade única para que magistrados(as), servidores (as) e convidados(as) de instituições parceiras e da sociedade civil possam se reunir e compartilhar experiências, assim como ouvir boa música e poesias – como “Pranto dos Índios”, de Carlos Drummond de Andrade, e “Um cordel para Rondon”, de Marco Miranda.

Na oportunidade, será lida uma carta escrita de próprio punho pelo cientista Albert Einstein para o Comitê Nobel Norueguês, sobre a relevante atuação de Marechal Rondon no Brasil, a quem considerava merecedor de um Nobel da Paz por seu trabalho de integração desenvolvido junto às populações indígenas.

Na programação do VII Sarau também consta o lançamento da segunda edição da revista científica da Esmagis-MT, intitulada “Interface Direito e Sociedade”, assim como o lançamento de uma nova obra coletiva produzida por magistrados mato-grossenses: “A magistratura em face dos desafios contemporâneos: entre o aprimoramento dos atos decisórios e o aumento massivo de lides”.

Leia Também:  Falso engenheiro civil terá que ressarcir vítima de estelionato em quase meio milhão

A sétima edição do Sarau segue o propósito das edições anteriores: promover a integração cultural e artística entre magistrados e magistradas mato-grossenses, incentivando a literatura, música, poesia e artes, além de divulgar obras literárias de autores ligados à instituição.

Anote na agenda!

Biografia – Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu em 5 de maio de 1865, em Mimoso (Mato Grosso), e enfrentou perdas familiares desde cedo, sendo criado pelo avô e por um tio, que lhe transmitiram valores e o sobrenome “Rondon”. Aos 16 anos, ingressou na carreira militar, demonstrando desde jovem vocação para servir ao país. Em 1888, foi promovido a alferes, iniciando uma trajetória marcada por coragem, dedicação e profundo senso de missão.

Rondon se destacou por duas grandes causas: a integração das regiões remotas do Brasil por meio das comunicações e a defesa dos povos indígenas. Ele percorreu mais de 50 mil quilômetros de sertão e instalou milhares de quilômetros de fios telegráficos, conectando áreas isoladas ao restante do país. Como indigenista, promoveu o contato pacífico com diversas tribos, estudou suas culturas e foi nomeado diretor do Serviço de Proteção aos Índios, precursor da atual Funai.

Leia Também:  Poder Judiciário de Mato Grosso

Suas expedições contribuíram para o mapeamento de novos rios, o enriquecimento do Museu Nacional com milhares de exemplares da fauna e flora, e a incorporação de vastas áreas ao território nacional. Reconhecido internacionalmente, teve seu nome inscrito em destaque na Sociedade de Geografia de Nova Iorque.

Aos 90 anos, foi homenageado pelo Congresso Nacional com o posto de marechal e, após sua morte em 1958, foi consagrado como Patrono das Comunicações do Exército Brasileiro, com seu aniversário celebrado como o Dia Nacional das Comunicações.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

Published

on

Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

Leia Também:  Profissionais da educação de Várzea Grande participam de atividades da Justiça Restaurativa

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Leia Também:  Cobrança excessiva de IPTU é anulada e revista pela Justiça

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA