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Veranópolis amanhece com filas e expectativas na última parada da 7ª Expedição Araguaia-Xingu

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Antes das seis horas da manhã, a Escola Municipal Vereador Valdemiro Nunes de Araújo, no Distrito de Veranópolis, em Confresa, já concentrava moradores vindos de chácaras, assentamentos e vilas vizinhas. A última parada da segunda etapa da 7ª Expedição Araguaia-Xingu começou com a população já com documentos em mãos. Entre os primeiros da fila, estavam Maria do Espírito Santo Pires de Souza, 70 anos, e Bento Coelho de Souza, 79 anos.

Eles são aposentados e, pela legislação brasileira, não têm mais a obrigação de votar uma vez que, após os 70 anos, o voto se torna facultativo. Ainda assim, estiveram presentes com trajes combinando em rosa especialmente para regularizar o título eleitoral. “Nós não temos mais obrigação de votar, mas gostamos de votar. Fizemos questão de vir”, disse “Seo” Bento. “A gente ficou animada. É bom participar. Estamos cuidando do futuro dos nossos filhos, netos e bisnetos”, completou dona Maria.

Durante a conversa, eles descobriram que poderiam aproveitar outros serviços da expedição: consulta oftalmológica, atendimento odontológico e regularização de outros documentos, e prontamente foram buscar atendimentos. “Gostei demais. É bem realizado, bem organizado”, afirmou dona Maria.

Também entre os primeiros a chegar estava Natal Bento Ribeiro, 47 anos, lavrador, acompanhado da sogra, Lourdes Ribeiro dos Santos, 58. Eles vivem na Chácara Fartura, zona rural do distrito e aguardavam desde cedo para regularizar a documentação pessoal.

“Vim ajeitar a identidade e o registro de nascimento,” contou Natal. Lourdes também buscava emitir um novo documento. “Se não fosse a expedição, ia demorar muito. Muito mesmo,” afirmou.

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O que poderia parecer apenas uma atualização cadastral, para eles significava acesso a serviços básicos, inclusão em políticas públicas e a possibilidade de resolver outras demandas futuras.

Aposentadoria rural – Pouco depois, outro caso chamou a atenção da equipe. Cícero Rinaldo Gomes Dias, 62 anos, agricultor, chegou acompanhando o irmão Deusimar Gomes Dias, 66, também lavrador. Eles começaram o atendimento na etapa anterior, em Jacaré Valente, mas faltavam documentos. Mesmo após 80 quilômetros de estrada de chão, decidiram insistir no processo. “Nós começamos lá no Jacaré. Como faltou um papel, eu falei: vamos resolver em Veranópolis,” explicou Cícero.

Por meio da Justiça Federal, foi dada entrada na aposentadoria rural por idade ou, alternativamente, no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“Ele tem direito à aposentadoria rural, mas se houver dificuldade de comprovação, pediremos o BPC. A análise será feita para garantir o benefício mais vantajoso”, explicou o servidor da Justiça Federal, Rômulo Medeiros.

Deusimar, que sempre trabalhou na roça e hoje vive sozinho após o falecimento do pai, se limitou a poucas palavras, mas resumiu o sentimento. “Agora teria tranquilidade”.

Para a família, o atendimento representa mais que um processo administrativo. É a possibilidade de renda fixa para garantir alimentação, medicamentos e dignidade. “Ele nunca casou, mora sozinho. Se não fosse a expedição, seria muito difícil resolver,” completou Cícero.

O juiz coordenador da Expedição, José Antônio Bezerra Filho, destacou a relevância da ação no distrito. “É resgate de cidadania. Aquilo que é simples para nós, representa muito para eles”.

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Nesta etapa, os atendimentos incluem emissão de documentos civis, serviços de orientação jurídica, triagens para benefícios previdenciários, ações de saúde e atualização de cadastros.

A equipe permanece na região até amanhã (12 de novembro), com atendimento das 8h às 11h30 e das 13h às 17h.

Rede de parceiros – A 7ª Expedição Araguaia-Xingu é liderada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do programa Justiça Comunitária, e reúne esforços de diferentes frentes do Judiciário: Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) e Juizado Volante Ambiental (Juvam).

A ação se viabiliza graças a uma ampla articulação institucional que envolve Defensoria Pública, Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Ministério Público do Estado, Politec, Justiça Federal, Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Polícia Judiciária Civil (PJC), Companhia de Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros Militar e as Secretarias Estaduais de Meio Ambiente (Sema), Saúde (SES), Educação (Seduc) e Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Também integram a iniciativa Receita Federal, Caixa Econômica Federal, INSS, Assembleia Legislativa, Exército Brasileiro e as prefeituras dos municípios contemplados. Além dos órgãos públicos, a expedição conta com suporte logístico de empresas parceiras, entre elas Aprosoja, Energisa, Paiaguás Incorporadora e Grupo Bom Futuro.

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Autor: Talita Ormond

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Proposta de Meta Nacional busca fortalecer cumprimento de decisões judiciais na saúde pública

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A construção das Metas Nacionais do Poder Judiciário deve ocorrer de forma participativa, com o envolvimento de magistrados e servidores, destacou o coordenador da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), João Gualberto Nogueira Neto, durante a reunião virtual de Gestão Participativa promovida pelo Poder Judiciário, por meio da Corregedoria, nesta terça-feira (24), pela plataforma Microsoft Teams.
O encontro debateu a proposta de uma nova Meta Nacional voltada ao cumprimento de decisões judiciais em matéria de saúde pública. A fala do coordenador veio após a abertura realizada pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote e a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, presidente da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo. (COLOCAR O LINK DA MATÉRIA DA CELLY)
O coordenador da CGJ ressaltou que o encontro virtual atende às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Prêmio CNJ de Qualidade, que estabelecem a elaboração das Metas Nacionais por meio da gestão participativa, assegurando o amplo envolvimento de magistrados e servidores.
“A proposta de meta apresentada hoje, será discutida e submetida à análise e votação dos participantes, assegurando que magistrados e servidores contribuam de forma efetiva para a construção das Metas Nacionais”, disse João Gualberto.
“O grande desafio não é apenas proferir a decisão judicial, mas garantir que ela seja cumprida. Por isso, entendemos que esse tema deve ser tratado como Meta Nacional”, afirmou o secretário-geral do TJMT, juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, ao apresentar a proposta aos participantes.
Segundo o magistrado, a iniciativa busca fortalecer o cumprimento das decisões judiciais na área da saúde, ampliar o apoio técnico às comarcas do interior, fortalecer o NatJus e aprimorar os fluxos de trabalho. A proposta prevê que, até dezembro de 2027, os tribunais implantem um fluxo estruturado para acompanhamento do cumprimento das decisões judiciais em saúde pública, com apoio técnico do NatJus e do e-NatJus.
“Queremos ampliar o suporte técnico à magistratura. Com esse apoio, será possível acompanhar com mais segurança o cumprimento das decisões judiciais”, destacou.
Agamenon explicou que a meta foi estruturada nos moldes da Meta 9 do CNJ, com etapas de implementação que permitirão acompanhar a evolução dos trabalhos ao longo do período.
O secretário-geral também informou que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) está desenvolvendo um sistema para monitorar o cumprimento das decisões judiciais na área da saúde. A ferramenta permitirá que magistrados acompanhem, por meio do número do processo, se a decisão foi cumprida e a situação atual da demanda. Segundo ele, o sistema poderá contribuir para que a meta seja alcançada antes do prazo previsto.
Já o juiz auxiliar da Vice-Presidência e coordenador do NATJUS, Gerardo Humberto Alves da Silva Junior, apresentou o Manual de Cumprimento de Ordens Judiciais em Matéria de Saúde Pública, elaborado a partir dos estudos do Comitê Estadual de Saúde do Poder Judiciário de Mato Grosso e da Recomendação nº 146/2023 do CNJ. O documento traz orientações para auxiliar magistrados na análise e no acompanhamento das demandas de saúde pública. Conheça aqui.
Segundo o magistrado, o documento oferece protocolos, referências de preços, evidências científicas e outras informações que auxiliam magistrados na análise das demandas e no acompanhamento do cumprimento das decisões judiciais..
“O documento tem como ideia central buscar eficiência no cumprimento das decisões judiciais em matéria de saúde pública, de maneira célere, racional e controlada. A ideia é de governança judicial”, afirmou.
“Não basta apenas proferir a decisão. É preciso acompanhar seu cumprimento, verificar os resultados e fornecer ao magistrado informações que permitam uma atuação cada vez mais qualificada”, completou Gerardo Humberto ao destacar a ideia central de governança judicial.
O gerente sênior de Estatística e Gestão Estratégica da Coordenadoria de Planejamento (Coplan) do Poder Judiciário, Anderson Neisse, lembrou que esta foi à terceira etapa da construção participativa das Metas Nacionais de 2027, os dois eventos anteriores foram as audiências públicas “Demandas abusivas no Poder Judiciário, impactos, prevenção e estratégias institucionais”, em maio e “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades”, em junho de 2026.
“Diferentemente das audiências públicas, esta reunião teve o objetivo de facilitar a participação de magistrados e servidores de todo o Estado. Todas as contribuições serão analisadas para aperfeiçoarmos a proposta e encaminhar ao CNJ uma versão ainda mais robusta”, pontuou.
Anderson Neisse convidou todos os magistrados e servidores do Poder Judiciário a responderem o Formulário de Contribuição – Proposta de Metas Nacional 2027 pelo link:: https://forms.cloud.microsoft/r/AqNkFkjM2E. “Todos podem responder até o dia 26 de junho”, reforçou.
Ao final, o coordenador da Corregedoria, João Gualberto Nogueira Neto, enfatizou que todas as contribuições registradas durante a reunião serão consideradas no processo de definição das metas do Judiciário.
“A transcrição desta reunião, os documentos elaborados e as contribuições dos participantes integrarão o relatório que será encaminhado ao CNJ, reforçando o compromisso do Tribunal de Justiça de Mato Grosso com uma gestão participativa e transparente”. Ele ainda destacou que dúvidas sobre a proposta podem ser enviadas ao email [email protected].

Autor: Larissa Klein

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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