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Tribunal de Justiça assina Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher

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Foto horizontal em plano aberto que mostra várias autoridades de Mato Grosso, dentre elas o governador Otaviano Pivetta e as desembargadoras Nilza Maria Pôssas, Maria Erotides Kneip e Gabriela Knaul, posando em pé par aa foto. Eles seguram e exibem documentos que foram assinados no evento.O Tribunal de Justiça de Mato Grosso é signatário do Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, celebrado nesta sexta-feira (17), no Palácio Paiaguás, com representantes do Executivo e Legislativo, bem como diversas instituições estaduais. A vice-presidente do TJMT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho assinou o documento. As desembargadoras Gabriela Knaul Albuquerque e Maria Erotides Kneip também compareceram à solenidade.

O pacto estadual tem como objetivo formalizar a atuação integrada e coordenada das instituições para execução do programa “Mato Grosso em Defesa das Mulheres”, que prevê uma série de ações de cada instituição envolvida. Por parte do TJMT, firmou-se o compromisso de ampliar os grupos reflexivos voltados a homens autores de violência doméstica.

Foto horizontal que mostra a vice-presidente do TJMT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, sentada, assinando um documento. Ela é uma senhora de pele clara, loira, usando vestido e blazer brancos.Coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), a desembargadora Maria Erotides Kneip destacou a alegria do Judiciário em poder contribuir com a missão de proteger as mulheres em situação de violência. “Com essa união de esforços para estar pensando e construindo isso, eu acredito que haveremos de ter muito sucesso, haveremos de ter um Mato Grosso com um número muito menor de violência contra mulheres”, avaliou.

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Foto horizontal colorida que mostra a desembargadora Maria Erotides Kneip falando ao microfone, sentada em volta de uma mesa de reuniões. ela é uma senhora branca, de cabelos longos, lisos e grisalhos, usando blusa branca e blazer bege.Ela também ressaltou a importância dos grupos reflexivos como política de prevenção da reincidência. “Nós entendemos que é preciso trabalhar o autor da agressão contra a mulher para que não haja a revitimização, para que não haja novas ações judiciais”, disse.

Foto horizontal em plano fechado que mostra o governador Otaviano Pivetta em pé, falando ao microfone. Ele é um senhor branco, alto, magro, careca, usando camisa branca, terno e gravata azuis e óculos de grau de armação preta.Após a assinatura do pacto, o governador Otaviano Pivetta conclamou a todas as autoridades presentes para se esforçarem na efetivação das políticas públicas voltadas às mulheres mato-grossenses. “Vamos reforçar o nosso entusiasmo e a nossa fé no futuro. Eu convoco todos vocês a fazermos um levante e usar toda nossa energia pra combater toda forma de violência, especialmente a violência contra os menos favorecidos, mulheres e crianças”, declarou.

Além do compromisso com a ampliação dos grupos reflexivos, Maria Erotides Kneip reforçou o empenho da Cemulher-MT para atingir a meta de 130 redes de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher nos municípios mato-grossenses, lembrando que já são 110 e que, nos próximos dias, estão previstas instalações das redes em Itiquira, Guarantã do Norte, Cotriguaçu, Arenápolis, Nova Marilândia e Santo Afonso.

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Foto horizontal que mostra a secretária-chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, Mariell Antonini, falando ao microfone, sentada. Ela é uma mulher branca, de olhos azuis, longos cabelos loiros e cacheados, usando vestido preto e batom cor-de-rosa.Durante a cerimônia de assinaturas, a secretária-chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, delegada Mariell Antonini fez a apresentação de uma série de ações do governo e órgãos parceiros, a exemplo da criação de novas delegacias especializadas 24 horas em Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Sorriso, bem como de núcleos especializados de atendimento à mulher vítima de violência em diversas outras cidades.

A secretária também enalteceu a parceria do Poder Judiciário com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), com o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, que em 2025 atingiu 13 Diretorias Regionais de Educação, beneficiando alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Mariell também pontuou que o tema da violência doméstica está sendo ensinado de forma transversal nas escolas, após formação dos professores proporcionada pela Cemulher-MT.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça de MT não cumpre reintegração de posse há 19 anos e gera prejuízo milionário

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O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça
O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça

A demora de quase duas décadas no cumprimento de uma decisão judicial de reintegração de posse da Fazenda Poconé, em Querência (945 km de Cuiabá), segundo a defesa, teria causado prejuízo na ordem de R$ 500 milhões referente a lucros cessante do Espólio de Itagiba Carvalho Diniz.

O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça, para apurar a conduta do juiz e diretor da Comarca, Thalles Nóbrega Miranda Rezende de Britto, e da secretaria da Vara Única de Querência-MT, que é responsável pela ação.

A matéria voltará à pauta da Corte no próximo dia 29 de julho, quando os desembargadores analisarão mais de dez incidentes processuais que, conforme o espólio, ainda impedem a conclusão da fase de execução e a restituição integral da propriedade.

“Embora a sentença que reconheceu o direito possessório do espólio tenha transitado em julgado em 2007 e uma segunda sentença tenha definido os limites da fazenda após extensa produção de provas e perícias técnicas que se prolongou por quase 30 anos, a maior parte da área permanece fora da posse dos proprietários”, sustentam os advogados.

Levantamentos técnicos anexados ao processo indicam que a Fazenda Poconé possui 7.237 hectares, dos quais aproximadamente 3.921 hectares são agricultáveis.

Desse total, apenas 604 hectares estariam atualmente sob posse direta do espólio. Outros 3.317 hectares permanecem pendentes de restituição e continuam sendo explorados economicamente por terceiros, segundo a petição.

O espólio afirma que cerca de 1.653 hectares de lavouras seguem sendo cultivados por empresas e produtores que figuram na própria ação judicial, enquanto outros ocupantes apresentaram embargos de terceiro para tentar impedir ou retardar o cumprimento das decisões judiciais.

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Para os proprietários, a demora na execução permitiu que a área permanecesse produzindo riqueza por mais de 20 anos, apesar da existência de decisões judiciais favoráveis ao espólio.

Compromisso firmado antes da disputa

Um dos documentos anexados aos autos, revela um ‘Termo de Compromisso’, firmado em 5 de maio de 1997 pelos então proprietários das áreas envolvidas na futura ação demarcatória.

No documento, os signatários assumiram o compromisso de preservar a situação existente até a definição técnica dos limites das propriedades. O texto estabelece que eles se obrigavam a “não realizar alteração alguma e expansão das respectivas posses atuais enquanto não se proceder o levantamento topográfico que as delimite e as caracterize segundo a titulação legítima”, prevendo que a demarcação seria realizada “por meio judicial ou amigável”.

O compromisso também registra que “a atual localização das posses não representa em definitivo a coerência destas com os respectivos títulos de domínio que cada um detém” e determina que o grupo tinha a obrigação de “promover a demarcatória a fim de definir a propriedade e em consequência a posse”.

Na avaliação do espólio, o documento demonstra que os próprios signatários concordaram em submeter a definição dos limites ao resultado da futura demarcação judicial, comprometendo-se a respeitar a solução técnica do conflito.

Patrimônio continua produzindo riqueza

Enquanto a execução permanece pendente, a atividade agrícola continua em ritmo intenso na região. Segundo o relatório consolidado de capacidade financeira que A Gazeta teve acesso, diversos ocupantes ou pessoas ligadas às áreas em disputa possuem patrimônio rural expressivo, empresas e participações societárias relevantes.

Entre eles está a Indústria e Comércio de Máquinas Agrícolas Mantovani Ltda., empresa com capital social de R$ 3 milhões e proprietária da Fazenda Paraíso, em Ribeirão Cascalheira, com mais de 2.400 hectares.

O relatório também aponta que Benildo Carvalho Teles possui patrimônio rural no Pará, participação na AgroGalaxy, da qual alienou ações em operação superior a R$ 31 milhões, além de integrar empresas do agronegócio com capital superior a R$ 15 milhões.

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Outro é Claudio Augusto Diniz, proprietário de fazendas em Mato Grosso e Goiás, sócio de empresas rurais e credor da recuperação judicial do Grupo AgroGalaxy em mais de R$ 3,2 milhões.

O levantamento ainda relaciona a JMSW Agropecuária Ltda., empresa voltada ao cultivo de soja com capital social de R$ 17,6 milhões e proprietária de fazenda superior a 7 mil hectares em Querência.

Também aparecem produtores rurais e empresários como Leandro De Conti, Adalberto Backes, Carlos Caneppele, Gelson Caneppele, Sérgio Caneppele, Ivanete Lurdes Caneppele, Leandro Caneppele, Fernando Passinatto, José Adelar Jaenisch, além das empresas AGL Administradora e Participações Ltda. e MPS Empreendimentos Imobiliários Ltda., todos descritos como proprietários de imóveis rurais, beneficiários de financiamentos públicos ou integrantes de grupos empresariais ligados ao agronegócio.

O relatório atribui a esse conjunto de pessoas físicas e jurídicas patrimônio imobiliário rural, empresas e ativos considerados de elevada expressão econômica.

Julgamento

O espólio sustenta que a controvérsia deixou de ser sobre quem é o proprietário da Fazenda Poconé. Segundo os advogados, a discussão atual restringe-se ao cumprimento de decisão já transitada em julgado e à retirada dos ocupantes remanescentes.

A expectativa é que o julgamento marcado para 29 de julho pelo TJMT destrave a fase de execução e permita a efetiva restituição da área, encerrando um litígio que se arrasta há quase duas décadas e que, segundo o espólio, gerou perdas patrimoniais estimadas em aproximadamente R$ 500 milhões em razão da exploração agrícola contínua da fazenda.

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