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TJMT lança versão da LexIA para magistrados e servidores com novas funções e IA avançada

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Arte gráfica com fundo branco. Em letras grandes, garrafais azuis escuras está escrito: LeXIAUma nova versão da LexIA, a ferramenta de inteligência artificial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), já está disponível para magistrados e servidores. A atualização da IA do Poder Judiciário marca um novo capítulo no uso ético, seguro e eficiente da inteligência artificial na instituição.

Os avanços ampliam a qualidade das entregas e a celeridade na análise processual. Atualmente, a LexIA já conta com 1.500 usuários habilitados no primeiro e segundo graus de jurisdição do Judiciário mato-grossense, com uma média de seis mil requisições diárias, agilizando o trabalho de magistrados, assessores e servidores.

Integrada ao PJe, a plataforma permite análise, triagem e estruturação de informações diretamente do processo, eliminando etapas repetitivas e qualificando a tomada de decisão.

O presidente do Comitê de Governança de Inteligência Artificial (CGEIA), desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro destacou que a ferramenta é exemplo de que a tecnologia, quando bem utilizada, constrói um Judiciário eficiente, moderno e célere.

“A LexIA é prova de que a tecnologia, quando guiada por aqueles que vivenciam o dia a dia do Poder Judiciário, fortalece a eficiência, a celeridade, a qualidade e principalmente a cidadania, sem que percamos a essência humana. Mais do que uma ferramenta, LexIA é um símbolo de transformação entregue a magistrados e servidores no aprimoramento da prestação jurisdicional”, pontuou.

O desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro afirmou, ainda, que na análise das unidades que mais utilizaram a ferramenta em primeiro e segundo grau é visível a melhora de indicadores como taxa de congestionamento, tempo médio e tempo médio de julgamento.

Tecnologia feita por servidores para servidores

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Criada dentro do TJMT, a LexIA nasceu da união entre conhecimento técnico e a experiência prática de quem vive diariamente os desafios da Justiça. Uma inteligência construída por servidores, para potencializar o trabalho de servidores e magistrados, mantendo sempre a supervisão humana, conforme orientações do Conselho Nacional de Justiça.

A coordenadora do GT3 do Comitê de Governança de IA e do Laboratório de Inovação (InovaJus), a juíza Joseane Quinto Antunes reforçou que a atualização da ferramenta foi pensada para apoiar o trabalho humano.

“A nova versão da LexIA vem para fortalecer ainda mais esse trabalho. Ela ficou mais intuitiva, mais rápida e com novos recursos que facilitam o dia a dia — como interface aprimorada, histórico acessível, possibilidade de copiar e editar trechos da resposta e uso de diferentes modelos de IA com um clique. São melhorias importantes, mas todas pensadas para apoiar o trabalho humano, nunca para substituí-lo”, explicou a magistrada.

Já o juiz Vinícius Galhardo, coordenador do Núcleo de Inteligência Artificial (NIA), destacou o impacto da plataforma no cotidiano das unidades e no avanço institucional.

“A LexIA segue evoluindo com foco em atender as necessidades reais do Judiciário, respeitando a segurança, a ética e a supervisão humana. O compromisso é garantir que a tecnologia seja uma aliada concreta na melhoria da prestação jurisdicional”, destacou.

Principais novidades da nova LexIA

Um dos desenvolvedores da ferramenta é o diretor do Departamento de Processamento Eletrônico de Inteligência de Dados, Thales Barboza Ventorim Rubiale. Ele destaca que a nova versão traz melhorias que impactam diretamente na produtividade dos usuários.

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“Ela representa um salto significativo em usabilidade, inteligência e integração. Trouxemos melhorias que impactam diretamente na produtividade dos usuários, e isso não seria possível sem a nossa equipe técnica formada pelos servidores Patrick Blank Cassol, Jonathan Campos Santiago e Leonides Marcilio, explicou o desenvolvedor,

Entre as melhorias, estão:

Experiência do usuário: por meio da incorporação de conteúdos, função de copiar mensagens com um clique, Canva interativo e a opção de escolher o tema claro ou escuro, fornecendo conforto visual ao usuário;

Inteligência Artificial mais avançada: o usuário pode escolher entre o modelo Claude 4.5 Sonnet e Gemini 3, de acordo com a tarefa desejada;

Gestão e organização da informação: o histórico de conversa fica na tela inicial, e busca aprimorada, tornando as pesquisas mais ágeis.

A LexIA foi concebida para apoiar o trabalho do Judiciário sem jamais substituir o olhar humano. Trata-se de uma ferramenta que amplia eficiência, qualidade e celeridade, garantindo que magistrados e equipes possam dedicar mais tempo ao que realmente importa: entregar justiça com sensibilidade, responsabilidade e foco no cidadão.

O acesso à nova versão deve ocorrer no endereço: https://lexia.tjmt.jus.br, com a utilização de login e senha de rede do usuário, ressalvando que o uso só é possível na rede interna do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, que pode ser acessada via VPN pelos magistrados e servidores.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Comarca de Pontes e Lacerda debate prevenção ao extremismo nas escolas

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A prevenção ao extremismo violento nas escolas exige atuação integrada entre instituições, compartilhamento de informações e fortalecimento dos vínculos humanos. Com esse propósito, a Comarca de Pontes e Lacerda realizou, na quinta-feira (25), um encontro que reuniu representantes do Poder Judiciário, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Polícia Judiciária Civil, gestores da educação e integrantes da rede de proteção para discutir estratégias de prevenção à violência no ambiente escolar.

O evento, realizado no plenário do Fórum, foi um desdobramento do encontro promovido em maio, em Cuiabá, sobre o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). A iniciativa integra um projeto voltado à identificação de processos de radicalização, ao intercâmbio de experiências entre as forças de segurança e à prevenção da violência por meio da Justiça Restaurativa.

As palestras foram ministradas pelo assessor de Relações Institucionais do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rauny José da Silva Viana, por um representante da Abin em Mato Grosso e pelo delegado da Polícia Judiciária Civil Sued Dias da Silva Júnior.

Durante o encontro, os especialistas apresentaram o processo de radicalização de possíveis autores de ataques e destacaram a importância da integração entre escolas, órgãos de inteligência e forças de segurança para identificar sinais de risco e agir preventivamente.

Para a juíza da Comarca de Pontes e Lacerda, Djéssica Küntzer, a iniciativa amplia o conhecimento dos profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes.

“O evento foi pensado em conjunto pelo Poder Judiciário, a Abin e a Polícia Judiciária Civil, justamente para discutir a violência nas escolas sob a perspectiva do extremismo. Nas explanações foram apresentadas experiências, dados e reflexões para professores, gestores, equipes que atuam com a infância e juventude e demais autoridades, permitindo que todos possam identificar sinais, buscar ajuda e saber como agir diante de situações de risco”, afirmou.

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Muito antes da violência

Na palestra “Círculos de Construção de Paz como Estratégia de Desmobilização da Violência Extrema nas Escolas”, Rauny Viana defendeu que medidas de segurança são importantes, mas, isoladamente, não impedem que um adolescente decida cometer um ataque.

“Primeiro o adolescente perde o pertencimento. Depois perde os vínculos. Depois perde a esperança. Então encontra alguém que o compreende, uma comunidade, uma narrativa, um inimigo e, por fim, uma justificativa para a violência. Os Círculos de Construção de Paz atuam justamente antes desse processo se consolidar, fortalecendo relações, promovendo escuta qualificada e reconstruindo o senso de pertencimento”, explicou.

Ele também informou que os Círculos de Construção de Paz foram retomados em Pontes e Lacerda e que novos facilitadores estão sendo capacitados com apoio do NugJur.

Integração para prevenir

O superintendente da Abin em Mato Grosso, Felipe Midon, destacou que a prevenção depende da união entre instituições e comunidade.

“É uma honra para a Abin participar de um debate tão importante para a população de Pontes e Lacerda. Estar ao lado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, das forças de segurança e dos profissionais da educação aponta caminhos para fortalecermos a prevenção contra ataques violentos em escolas e, também, para construirmos novos círculos de paz.”

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Cenário nacional

O encontro também apresentou dados que evidenciam a importância das ações preventivas. Em 2025, o Brasil registrou três ataques a escolas, com duas mortes e oito feridos. No mesmo período, 280 ameaças foram identificadas e 22 ataques foram impedidos graças à atuação integrada da comunidade de inteligência, das forças de segurança e da comunidade escolar.

Entre os casos recentes está o ataque ocorrido em maio deste ano, quando um adolescente de 13 anos utilizou a arma do padrasto (advogado com registro de CAC) para atirar contra alunos e funcionários de uma escola. Duas mulheres morreram, e o autor teve a internação provisória decretada pela Justiça.

Os dados também mostram que a violência em instituições de ensino cresceu de forma significativa nos últimos anos: cerca de 64% dos ataques registrados desde o início dos anos 2000 ocorreram apenas nos três anos mais recentes. O pico foi em 2023, com 12 ataques com vítimas. Em 2024 foram registrados cinco casos, enquanto as ações de prevenção seguem sendo fortalecidas.

Estudos do Instituto Sou da Paz apontam ainda que o uso de armas de fogo dobra o potencial letal dos ataques em comparação com armas brancas, reforçando a importância da prevenção precoce e da atuação integrada entre escolas, famílias e instituições públicas.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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