Tribunal de Justiça de MT

TJMT homenageia desembargador Sebastião Barbosa de Farias pelos 39 anos de serviços à Justiça

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O desembargador Sebastião Barbosa de Farias recebeu, na tarde desta quinta-feira (4), a “Medalha Desembargador José de Mesquita”, a mais alta honraria concedida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, em reconhecimento aos 39 anos dedicados à cultura jurídica e à Justiça. Ao completar 75 anos, o magistrado se aposentará no próximo dia 8 de dezembro, quando também é celebrado no Brasil o “Dia da Justiça”. A sessão do Pleno do TJMT, conduzida pelo presidente do Tribunal, desembargador José Zuquim Nogueira, foi marcada por gratidão, carinho e diversas homenagens de seus pares, familiares, amigos e servidores.

O homenageado foi conduzido pelos desembargadores Juvenal Pereira da Silva e Ricardo Gomes de Almeida ao centro do Plenário 1 para o ato formal de reconhecimento. Coube ao secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Agamenon Alcântara, a leitura do termo de investidura no quadro de Medalhas do Mérito Judiciário Desembargador José de Mesquita. Na sequência, das mãos do presidente, ele recebeu a condecoração. Em seguida, o desembargador Sebastião entregou a toga e os objetos pessoais que o acompanharam ao longo da judicatura na Corte.

Muito emocionado, o presidente José Zuquim agradeceu ao amigo de longa data. “Antes de tudo, um gesto de reconhecimento por uma trajetória marcada pelo trabalho sério, pela discrição, pela firmeza de caráter e pelo compromisso inegociável com a Justiça. O Tribunal reafirma que a história do Judiciário mato-grossense é feita por magistrados que servem. Desembargador Sebastião Barbosa tem demonstrado que julgar não é apenas aplicar a lei, mas compreender o ser humano que busca o amparo do Estado, e Vossa Excelência soube, ao longo dos anos, unir o técnico apurado ao equilíbrio e à sensibilidade”.

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Em pronunciamento, o desembargador homenageado destacou a importância do Judiciário em sua vida.

“Encerrar esse ciclo não é simples. O Tribunal foi, como em todas as comarcas onde passei, por muito tempo, mais que meu local de trabalho: foi minha segunda casa. Aqui encontrei pessoas que me inspiraram, ensinaram-me e acompanharam-me nos dias difíceis e nos dias de conquistas. Aqui vi de perto o impacto do nosso trabalho na vida das pessoas e compreendi o verdadeiro valor da Justiça. A todos os colegas, magistrados, servidores e colaboradores com quem dividi tantos desafios diários, deixo meu profundo agradecimento. Cada um de vocês contribuiu para que minha jornada fosse tão especial. Trabalhamos com responsabilidade, compromisso e, principalmente, humanidade – e isso faz toda a diferença. Saio com o coração leve e cheio de orgulho. Vocês continuarão honrando a missão desta instituição tão importante para a sociedade. A aposentadoria chega como um novo capítulo. Levo comigo tudo o que aprendi e deixo aqui um pouco de mim. As portas que se fecham hoje dão lugar a outras que começam a se abrir. E sigo com a certeza de ter cumprido meu papel”, declarou.

Durante a sessão especial, um vídeo com mensagens de amigos da magistratura, familiares e servidores foi exibido, destacando o equilíbrio e o senso de Justiça que marcaram quase quatro décadas de atuação do desembargador.

A vice-presidente do TJMT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho também prestou homenagem. “Eu agradeço de coração ao desembargador por ter convivido com Vossa Excelência todos esses anos e sido muito feliz ao seu lado. Desejo que o senhor esteja sempre alegre e feliz, com muita saúde nesta merecida aposentadoria, mas que venha nos visitar sempre”.

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O desembargador Mário Kono reforçou o sentimento de despedida. “Nós não teremos mais aqui, em nossos corredores, aquele cantor, aquele otimista, aquele que encara a vida e a profissão com alegria e responsabilidade”.

A desembargadora Maria Erotides Kneip destacou um momento marcante compartilhado com o colega. “Eu tive a honra, ainda na década de 1980, de receber a missão de atuar com o senhor numa eleição extremamente difícil em Várzea Grande. Foi um desafio enorme, mas você venceu, trabalhou com dedicação e exerceu ali tudo aquilo que acredita e representa – mesmo diante de circunstâncias tão adversas. Com muita seriedade e simplicidade, você me ensinou que um magistrado de verdade é aquele que sabe trabalhar no silêncio, mas que age; que faz, e faz a diferença — como Vossa Excelência sempre fez”.

Os desembargadores Juvenal Pereira e Helena Maria Bezerra Ramos também agradeceram pela atuação, amizade e exemplo de Sebastião Barbosa Farias.

A sessão contou com a presença das filhas do magistrado, Tatiana Barbosa e Hélida Barbosa, da esposa Maria das Graças Barbosa e da madrasta do desembargador, Nair Maria Ferreira, de 90 anos. Os filhos Helen Barbosa e Helder Barbosa enviaram depoimentos em vídeo.

Tatiana resumiu com emoção o sentimento da família. “A sensação que a gente tem é a de missão cumprida. Vendo ele de perto, a dedicação ao Judiciário todo esse tempo, dá para entender porque ele está tão sereno, tranquilo – com plena convicção de que contribuiu muito”.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, diz juiz após quase 40 anos dedicados à Justiça

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Em uma solenidade marcada pela emoção, gratidão e reconhecimento, o juiz Luiz Antônio Sari despediu-se da magistratura após 39 anos e seis meses de atuação no Poder Judiciário. Realizada no Fórum da Comarca de Rondonópolis, na sexta-feira (29), a cerimônia reuniu magistrados, servidores, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), familiares, amigos e convidados para homenagear uma trajetória marcada pela dedicação à Justiça, pelo atendimento humanizado e pela contribuição ao fortalecimento institucional do Judiciário mato-grossense.

Compuseram o dispositivo de honra a juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; o promotor de Justiça Reinaldo Antônio Vessani Filho, representando o Ministério Público; o advogado Bruno de Castro Silveira, representante da OAB de Rondonópolis; e os defensores públicos Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato e Fernando Ciscato Bastos, representantes da Defensoria Pública.

Durante a cerimônia de despedida, Luiz Antônio Sari destacou os valores que nortearam sua caminhada profissional e pessoal. “Entrei no Judiciário em 1986, aos 35 anos. Já era casado com a minha companheira de seis décadas, Sonia Maria, e já tinha meus dois filhos”, relembrou.

Ao fazer um balanço da carreira, o magistrado definiu a magistratura como uma vocação que transcende os limites de uma atividade profissional.

“A magistratura é mais que um sacerdócio. É mais que uma profissão. É algo divino. Não é para qualquer um. É preciso ter amor ao próximo, ser cada vez mais fraterno”, definiu.

A visão humanista que marcou sua atuação também ficou evidente ao recordar os ensinamentos acumulados ao longo de quase quatro décadas julgando conflitos e lidando diariamente com histórias de vida: “Aprendi que o ser humano deve cuidar de si mesmo e buscar harmonia e compreensão ao semelhante.”

Ao olhar para a própria trajetória, Sari afirmou não guardar ressentimentos ou lamentações.

“Eu não tive tristeza, nem dificuldade no caminho. É preciso não ter queixa nenhuma. Só tenho um pouco de decepção porque poderia ter feito mais daquilo que fiz. Nunca parei”, revelou.

A juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, destacou a relevância da trajetória de Luiz Antônio Sari para a história do Judiciário local. A juíza pontua que o magistrado construiu uma carreira marcada pela dedicação à comarca e pela decisão de permanecer em Rondonópolis, mesmo diante de oportunidades de ascensão profissional.

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“O doutor Luiz Antônio Sari completa 39 anos de magistratura e chega aos 75 anos de idade com uma trajetória admirável. Ele fez a escolha de permanecer em Rondonópolis, mesmo quando a comarca ainda era menor. Sempre teve um vínculo muito forte com a cidade e com a população. Muitos colegas seguiram na carreira para outros cargos e comarcas, mas ele optou por permanecer aqui, onde constituiu sua família e construiu sua história”, afirmou.

A magistrada lembrou ainda que Sari participou ativamente do desenvolvimento da estrutura judiciária local ao longo de mais de três décadas de atuação no município.

“Ele está em Rondonópolis desde 1993 e ajudou a construir a história desta comarca. Foi o primeiro juiz da Execução Penal, atuou nas varas criminais que foram sendo criadas ao longo dos anos e, há bastante tempo, está à frente da 1ª Vara Cível. Sempre foi um magistrado discreto, simples e extremamente humano”, ressaltou.

Ao falar sobre a despedida, Aline destacou o carinho e a admiração que o juiz conquistou entre servidores, magistrados e demais profissionais do sistema de Justiça.

“Todos aqui no fórum têm grande afeição por ele. A homenagem que realizamos foi muito emocionante”.

A dedicação integral ao trabalho é uma característica reconhecida por quem conviveu diariamente com o magistrado. A assessora técnica jurídica Tammy Bellinaso, que trabalhou ao lado dele durante 19 anos na 1ª Vara Cível de Rondonópolis, destacou o compromisso permanente com a magistratura e com os jurisdicionados.

“Dr. Sari deixa um legado de dedicação, respeito e total entrega à magistratura, primando sempre pela entrega humana ao jurisdicionado e pela eficiência dos trabalhos prestados. Ele é exemplo de humanidade, integridade, devoção e amor ao que faz”, disse.

Tammy iniciou sua trajetória profissional no gabinete ainda no segundo ano da faculdade. Começou como auxiliar e, em 2010 assumiu a função de assessora técnica jurídica. Segundo ela, o magistrado viveu a profissão de maneira intensa.

“Durante 39 anos e seis meses de sua vida, o magistrado se entregou ao ofício de corpo e alma. Não houve um dia sequer em que não tenha trabalhado, fossem finais de semana ou feriados. Um verdadeiro amor à magistratura e à Justiça”, contou.

Ela afirma que os ensinamentos recebidos permanecerão como referência para toda a vida. “Ele foi e sempre será meu exemplo de dedicação, resiliência e amor em tudo o que faz. Minha gratidão é imensurável ao profissional e homem exemplar, íntegro e excepcional que ele é”.

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Em seu discurso de despedida, Luiz Antônio Sari compartilhou reflexões sobre empatia, solidariedade e convivência humana, valores que considera essenciais para a construção de uma sociedade mais justa.

“Acredito que só exista a religião do amor. Amar o próximo como a si mesmo significa respeitar os sentimentos das pessoas. É um dever que temos a cumprir. Se cada um fizer a sua parte, dois terços dos problemas do mundo estarão resolvidos”, ensinou.

Para o magistrado, a vida em sociedade exige compreensão da interdependência entre as pessoas, pois “somos seres gregários, interligados e interdependentes”.

A mensagem final escolhida para marcar o encerramento de sua carreira resume a filosofia que guiou sua atuação no Judiciário e sua visão de mundo.

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, ensinou.

Aposentado da magistratura, Luiz Antônio Sari garante que continuará vivendo os mesmos valores que defendeu ao longo da carreira: “Independentemente de estar na ativa, estou aqui. Vejo o sol, danço de manhã porque escolhi ser feliz. O amor é eterno.”

Despedida

A programação da solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo institucional produzido pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, além de homenagens e pronunciamentos que relembraram a contribuição do magistrado para a história da comarca e do Poder Judiciário.

Ao longo da carreira, Luiz Antônio Sari participou de importantes marcos da Justiça em Rondonópolis. Entre eles, a mobilização para a elevação da comarca a Entrância Especial, a implantação da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, o fortalecimento do Tribunal do Júri e a construção do atual Fórum Desembargador William Drosghic.

Reconhecido pelo compromisso com a cidade, o magistrado chegou a recusar, em 1994, uma promoção para Cuiabá. A decisão foi motivada pelo entendimento de que sua missão profissional estava ligada ao desenvolvimento da comarca de Rondonópolis e ao atendimento da população local.

A conquista da Entrância Especial, concretizada em 2004 com a inauguração do atual fórum, é considerada um dos momentos históricos de sua trajetória. Outro marco foi a consolidação do Tribunal do Júri da comarca, que passou a contar com espaço próprio em 2007, encerrando décadas de funcionamento em estruturas improvisadas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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